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Imprensa da Universidade

Estética da comunicação musical - a improvisação

esteticadacomunicacao

Autor: Jorge Lima Barreto
Língua: Português
ISBN: 978-989-26-1253-9
Editora: Município de Vinhais / Imprensa da Universidade de Coimbra
Edição: 1.ª
Data: Setembro 2016
Dimensões: 240 mm x 170 mm
N.º Páginas: 428

Sinopse:

Recordo com emoção a escrita de MUSORAMA de Jorge Lima Barreto, a quem acompanhei nas hesitações, na procura, no fazer. Nele, a paixão pela música e pela escrita dominava tudo, e só passando por estas se podia encontrá-lo. Também nas linhas mortas deste livro ainda ecoa a voz de Lima Barreto, a sua profunda ironia, a sua estranha combatividade. Apresentado como tese de doutoramento, e sabe-se como ele era arredio ao academismo, Musorama é a obra de maturidade de alguém com um percurso único na cultura portuguesa, a qual marcou ao marcar-nos a nós, pela música e pensamento, intensamente poéticos.
Na música, na obra algo resiste. Lima Barreto resume esta resistência na questão da improvisação. É este o centro da sua tese. Mas para a questão se tornar pública, afetando tudo e todos, não pode depender de alguns artistas, mesmo geniais, mas da dispersão provocada pela técnica.
O nome musical para a produção é, muito classicamente, a composição. O nome da nova produtividade é "improvisação". Para Lima Barreto "a improvisação é a composição instantânea de música."
Lima Barreto fala de "eutopia" e não de utopia. Em vez de um espaço em sítio nenhum, a eutopia é o espaço perfeito ou uma perfeição num espaço. Neste sentido é um espaço de acolhimento, de proteção e de espera como a meda de palha do Madada y o de Kurosowa ou os lençóis nas longas noites de inverno. A eutopia não é eterna, dura pouco, e Lima Barreto sabe-o bem, mas enquanto dura tem a consistência do sonho musical de Lima Barreto: "o reino do erotismo feito som. O cerimonial sagrado da revolução, a apoteose libertadora".
Lima Barreto não pedia menos à música.

José Bragança de Miranda do Prefácio