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Imprensa da Universidade

Teatro tomo II: vida humana *

vidahumana

Autor: Luís da Cruz
Edição crítica e estabelecimento do texto latino: Sebastião Tavares de Pinho; Manuel José de Sousa Barbosa; Manuel José de Sousa Barbosa (intro., trad. e notas)
Língua: Português/Latim
ISBN: 978-989-26-0129-8 (IUC) / 978-972-9376-24-5 (CEC-FLUL)
ISBN Digital: 978-989-26-0242-4
DOI: http://dx.doi.org/10.14195/978-989-26-0242-4
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra
Edição: 1.ª
Data: Novembro 2011
Preço: 31,80 €
Dimensões: 170 mm x 240 mm
N.º Páginas: 506

Sinopse:

Na produção teatral do Jesuíta Luís da Cruz, Vida Humana é o único exemplar do género comédia. Composta presumivelmente no ano de 1572, tendo em conta as alusões à batalha de Lepanto, esta peça impõe-se desde logo como um documento. Ela remete-nos para uma fase bem característica da história europeia e portuguesa, e para o papel educativo assumido então pela recém-criada Companhia de Jesus, através dos seus colégios. Nestes formaram-se, além de muitos nobres da classe dirigente, muitos evangelizadores, alguns lendários, dos territórios “descobertos” na África, na Ásia e no Novo Mundo. Esta comédia, cujo enredo medievalizante obedece a um esquema simples (a Vida em combate com os Vícios, a Morte que os derrota e, por fim, a Virtude que sai em triunfo), terá o seu maior mérito num notável trabalho de escrita investido na construção das personagens. Destas, destacam-se as que dão expressão a vícios como a avareza, a inveja, e outros, os chamados “pecados capitais”, aqui modelados duma forma que muito deve aos dois grandes comediógrafos latinos, Plauto e Terêncio. O autor teria por esta sua peça um apreço especial. Sugere-o a reformulação que fez ao texto primitivo, de apenas 2241 versos, ampliando-o para um total de 4457, segundo a versão impressa no volume das Tragicae comicaeque actiones (Lyon, 1605). Deste texto bem paradigmático do teatro jesuítico, pela circulação que terá tido nos colégios da Companhia, derivaram certamente influências com frutos na posterior dramaturgia em vernáculo, como sugere Claude-Henri Frèches para o caso de Molière, aluno dos Jesuítas em França.

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