Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de utilização. Ao navegar aceita a política de cookies.
OK, ACEITO

Biblos vol. 11 - 2ª série

biblosvol11serie2

Diretor: José Pedro de Matos Paiva
Coordenador do volume: Edmundo Balsemão Pires
Língua: Português
ISSN: 0870-4112
ISSN Digital: 2183-7139
DOI: http://dx.doi.org/10.14195/0870-4112_11
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra
Data: 2014
Dimensões: 160 mm x 230 mm
N.º Páginas: 554

Sinopse:

"O número 11 da Revista da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Biblos, obedece ao tema geral “Estética e Política”.
Este pretendeu ser um tema integrador capaz de mobilizar trabalhos de diversa proveniência disciplinar, partindo de diferentes ângulos temporais sobre as transformações da experiência sensorial e dos sentimentos estéticos, sobre a evolução do significado e função atribuídos às artes na comunicação moderna e contemporânea.
O tema ancora na actualidade. Está fundeado na relação entre a comunicação artística e as observações da experiência sensorial e sentimental que a evolução social documenta. Nos escritos dos diferentes autores deste volume se deixaram algumas exemplificações de tal relação.
A Estética contemporânea desenvolveu-se em temas que derivaram da herança do séc. XVIII sobre o significado da sensibilidade e da percepção, sobre a imaginação, o gosto e o belo além de comportar questões de uma tradição clássica como aquela que está associada aos vários exercícios sobre a Poética. Para além disso, não deixou de se dirigir para questões que as artes colocam desde a chamada crise modernista que muitas vezes põem em jogo as categorias do passado, como é evidente pelo questionamento do cânone da percepção visual na História da Pintura moderna e contemporânea; a discussão da estrutura da frase musical com a técnica dodecafónica e com a dissonância; as diversas vanguardas literárias que estimularam uma atitude experimentalista para com a linguagem; as diversas transgressões das fronteiras entre arte da alta cultura, arte popular e arte publicitária.
A transição modernista nas artes ajudou a colocar em questão, de diversos modos, o estatuto do criador de objectos artísticos, do pensamento científico e filosófico o que nos leva hoje a repensar a semântica do Génio e o dispositivo discursivo que desde a Antiguidade até ao séc. XVIII mobilizou categorias antropológicas, descrições sobre estados e disposições mentais e expectativas sociais relativamente ao nexo entre obras e criadores que apontavam na direcção dos “indivíduos excepcionais”.
A crise da Estética do Génio aprofundou-se na época contemporânea na crise do autor, o que sem dúvida tem uma relação profunda com as transformações na cultura do livro e nas práticas da leitura. Toda esta linha de investigação merece uma atenção cuidada até porque nela repousa a espinha dorsal que liga a evolução social, as Tecnologias da Informação e Comunicação e a História da Estética e das Artes. Na
época da generalização das tecnologias digitais merece um especial escrutínio a relação entre as arte e os media.
A Psicanálise e a Teoria Crítica guiaram as suas perspectivas sobre a arte pela tensão entre feio e belo, entre terror e apaziguamento, entre angústia e serenidade, entre continuidade e descontinuidade ontológicas mostrando como nas formas primitivas da arte podem estar a magia e o sagrado, presenças que seriam a razão de ser das teses sobre a mimésis.
A comunicação sobre arte da sociedade moderna não tem cessado de acentuar os laços entre cerimónias de canonização de géneros, consagração de criadores e novos processos de musealização, o que não só vem exigir abordagens sobre a comunicação museológica na vertente estrita da História da Arte contemporânea mas também sobre a associação entre cidades, História dos núcleos urbanos, Geografia Urbana e museus. Aqui deixámos aberta a porta a todo um trabalho a desenvolver no futuro, mas que se queria esboçar já no presente volume da Biblos.
O crescente valor performativo emprestado às artes e a relação entre movimento performativo e espaço que contrasta com o significado contemplativo de tradições anteriores sobre as significações artísticas é outro ângulo para perceber os acoplamentos entre vida urbana, construção comunicativa dos espaços públicos e práticas artísticas.
Aqui se deixam alguns tópicos para compreender a moldura temática do volume 11 da Biblos.
– A Arte como sistema de comunicação
– A Poética e a tradição clássica da mimésis artística
– Arte Contemporânea e teorias da sociedade moderna
– A crise modernista e a resignificação da Estética como Teoria da Arte
– Do fim do Génio ao fim do Autor
– O impacto dos media nas Artes
– Arte e Propaganda
– Arte e Cidade
– Arte e performatividade na época contemporânea
– As Artes do “realismo” e a Arte pedagógica"

Editorial de Edmundo Balsemão Pires

downloadebook