Estudos do Século XX N.º 9 - Hipóteses de Século

Coordenação: António Pedro Pita, Paulo Granja
ISSN: 1645-3530
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra
Data: N.º 9/ Dezembro 2009
Periodicidade: Anual
Preço: 25 euros Assinatura: 20 euros Estudantes: 17,50 Euros
Dimensões: 170 x 240 mm
N.º Páginas: 426
Sinopse
A actividade do «Grupo de Correntes artísticas e movimentos intelectuais» organiza-se, hoje, em torno de quatro eixos fundamentais: o intelectual e os movimentos intelectuais; a prática das artes – teoria e crítica, tradições e rupturas; a invenção e a socialização das artes — meios, lugares e instituições; indústria cultural e dispositivos de recepção. Mas a ambição da estratégia transdisciplinar refere-se à (ou: a uma) inteligibilidade do século XX. Libertar as várias histórias de que se faz a história cultural do século XX da tutela da história literária ou da história política, libertando-as ao mesmo tempo da categoria de necessidade, que coloca sempre o historiador no lugar onde o devir ganhou um sentido que se tornou transparente – é o propósito que nos anima antes de se ter tornado preocupação transmitida aos autores que responderam ao nosso apelo de colaboração.
Assim, o que poderia parecer uma espécie de errância temática é, afinal, a tentativa de ver tudo de todas as maneiras, de tudo trazer ao plano da sua instância histórica e crítica, da arquitectura ao discurso (e prática) patrimonial, do sindicalismo à boémia, da literatura ao jornalismo, do cinema à televisão.
Hipóteses, pois. No sentido em que testamos um caminho, um determinado percurso de compreensão e explicação, um ensaio (para referirmos uma noção muito presente neste número). Mas também, no plural e só no plural, naquela acepção em que toda a reconstrução histórica depende do problema que a desencadeia e, portanto, não há singular possível.