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Colégio de Jesus

Laboratório de Física ExperimentalMuseu de História NaturalLaboratório Chimico
Galeria de Física
Galeria de Zoologia
Laboratório Chimico

O Colégio de Jesus é um dos espaços da Universidade de Coimbra menos conhecidos, não obstante a sua importância para a história da instituição e para o desenvolvimento científico em Portugal. Construído inicialmente pela Companhia de Jesus (jesuítas) a partir de 1542 – o que o torna no colégio jesuíta mais antigo do mundo – é transferido para a Universidade em 1759, aquando da expulsão da Companhia de Jesus de Portugal, pelo Marquês de Pombal.

Vai tornar-se o centro de toda a Reforma Pombalina da Universidade, a partir de 1772. São criadas duas novas Faculdades, Filosofia Natural e Matemática, e o Colégio é profundamente remodelado para as acolher. Ainda e no local do antigo refeitório do Colégio, manda construir o Laboratório Chimico, hoje o Museu da Ciência.

O Galeria de Física surge no contexto da Reforma Pombalina da Universidade, da transferência para Coimbra das aulas de Física Experimental do Real Colégio dos Nobres (1761) em Lisboa e seus equipamentos. É convidado para a sua direção Giovanni dalla Bella, reputado físico italiano que tinha estado já no Colégio dos Nobres e cuja coleção de instrumentos foi adquirida sobre a sua direção. Desta coleção riquíssima tanto ao nível histórico como científico, destacamos a sua riqueza artística e originalidade. Esta laboratório foi distinguido pela Sociedade Europeia de Física pelo seu interesse histórico, dado que o local encontra-se hoje tal qual foi concebido em finais do séc. XVIII.

O Galeria de Zoologia, é da responsabilidade de Domenico Vandelli, que tal como Giovanni Dalla Bella, veio para Portugal para lecionar no Colégio dos Nobres. Em Coimbra, é diretor do Laboratório Chimico, mas no seu trabalho destaca-se sobretudo a organização do Museu de História Natural e na elaboração dos planos para o Jardim Botânico. As coleções presentes no Museu refletem as doações à Universidade e o resultado de diversas "viagens philosophicas" empreendidas por todo o Império Português, sob o patrocínio direto da Coroa, em finais do séc. XVIII.