Algumas curiosidades

Nepenthes: «papa-moscas»


Extensões terminais foliares dão origem a «reservatórios digestivos», as ascídias, para onde os insectos são atraídos e presos, e lenta e progressivamente digeridos. Esta é uma das estratégias («armadilhas-passivas») que as plantas insectívoras desenvolvem para capturar insectos e assim compensar as deficiências de nutrientes, do «habitat» pobre em que vivem. O género tropical Nepenthes que contém 70 espécies e numerosos híbridos, é originário de Madagascar, Seychelles, SE Ásia e Austrália (Queensland), pode ser apreciado nas estufas do Jardim Botânico de Coimbra.


Nepenthes
Sequoia sempervirens

Belíssimo exemplar existente no Jardim Botânico, da espécie que maior altura atinge, 120 metros, na sua região de origem, a California. Para além disso, consegue viver perto de 2000 anos e atingir cerca de 2000 toneladas de biomassa. Um verdadeiro monumento botânico e património biológico, sem concorrente «à
altura» no mundo dos seres vivos
Ginkgo e Colocasia

Dois exemplos no Jardim: Ginkgo biloba e Colocasia esculentum

O Ginkgo biloba, uma Gimnospérmica de folha caduca, é um fóssil vivo de folhagem cor amarelo-manteiga no Outono. Originária do Sul da China, está presente no terraço mais alto dos seis que constituem o Jardim clássico, em frente ao Portão Principal. Ginkgo biloba tolera a poluição atmosférica, sendo uma excelente árvore ornamental e de importantes propriedades medicinais.

A Colocasia esculentum, vulgarmente conhecida por «inhame» é um sucedâneo da batateira nas regiões tropicais. Esta Araceae de folha verde-escuro, é originária da Ásia tropical e terá sido introduzida em S. Jorge (Açores) por volta de 1642.
Sequoia
Eucalyptus citriodora

Nativo de Queensland, Austrália, como quase todas as mais de 500 espécies, deste género, que pertencente à família das Myrtaceae. De tronco completamente liso, branco-acinzentado, folhas estreitas e compridas, apresenta ramos bem altos, podendo atingir
25 a 50 metros de altura. A caracteristica mais peculiar, que justifica o nome cienttifico é o agradável aroma a limão das folhas, em especial quando cortadas.

Eucalyptus

Rhododendron ponticum

Uma mata densa constituída por arbustos como este foi possível na Reserva do Cambarinho, no Caramulo, parcialmente dizimada pelo fogo no Verão de 1998. Felizmente presente e com sementes preservadas no Banco de Sementes do Jardim Botânico de Coimbra, esta espécie pode aqui ser admirada, com flor, durante o mês de Abril ou Maio. Cumpre-se assim uma das vocações primeiras do Jardim Botânico de Coimbra: preservação das espécies e da biodiversidade.
Rhododendron

A Rainha dos Nenúfares

De entre as plantas interessantes do mundo, Victoria é, seguramente, uma planta aquática muito apreciada, não só pela dimensão e morfologia das suas folhas, como pela beleza e peculariedade das suas flores. O seu nome, em homenagem à Rainha Victoria, indica que a Victoria é, na natureza, a "rainha-dos-nenúfares". Da família das Nymphaeaceae são duas as espécies herbáceas, gigantes, aquáticas: Victoria amazonica (= V. regia) e Victoria cruziana. Tanto V. regia como a V. cruziana só se encontram na América do Sul na zona equatorial. A civilização ocidental conheceu pela primeira vez os «nenúfares gigantes» em 1803, quando o botânico Haenke os descobriu na Bolívia. 
Diz-se que as mães-índias, na Amazónia, colocavam os seus bebés nas folhas, como se estivessem num berço.

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Victoria 4