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Jardim Botânico é parceiro da exposição dedicada ao Visconde de Vila Maior

Publication date: 08-11-2016 19:40

Abertura dia 15 de Novembro, às 17.30, na Biblioteca Joanina

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O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra é parceiro da exposição “Visconde de Vila Maior: o arquivo (s)em reserva)”, que abre próximo dia 15 de Novembro, pelas 17.30 na Biblioteca Joanina.

Para assinalar a conclusão do projeto "O Arquivo Pessoal e Familiar do Visconde de Vila Maior – preservar memória, divulgar o passado", arquivo que está à guarda do Departamento de Ciências da Vida (DCV) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), realiza-se, no próximo dia 15 de novembro, um colóquio subordinado ao tema “A Vinha das Vinhas - apontamentos ampelográficos” e a inauguração da exposição documental “Visconde de Vila Maior: o arquivo (s)em reserva)”.

O colóquio tem início às 14h30m, na Sala Pedro Nunes do Departamento de Matemática da UC, e a inauguração da exposição vai decorrer às 17h30m, no piso intermédio da Biblioteca Joanina.

Financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e proposto pela Sociedade Broteriana (a primeira sociedade botânica em Portugal) e pelo Departamento de Ciências da Vida, o projeto “O Arquivo Pessoal e Familiar do Visconde de Vila Maior”  incluiu o restauro da documentação, a descrição arquivística e a disponibilização da informação on-line.

Esta exposição tem a curadoria de Ana Margarida Dias da Silva, António do Carmo Gouveia (diretor do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra) e M.Teresa Gonçalves, e é organizada pelo Departamento de Ciências da Vida e pela Sociedade Broteriana - Universidade de Coimbra.

Quem foi o Visconde de Vila Maior?

Júlio Máximo de Oliveira Pimentel, filho de Luís Cláudio de Oliveira Pimentel, 1º visconde de Vila Maior, e de D. Angélica Teresa de Sousa Cardoso Pimentel, nasceu a 5 de Outubro de 1809 em Torre de Moncorvo. Casou com a poetisa Sofia do Roure Auffdiener, e teve dois filhos: Júlia Emília e Emílio de Oliveira Pimentel.

Cursou Matemática na Universidade de Coimbra tendo obtido o grau de bacharel a 16 de Junho de 1837. Notabilizou-se na área da Química, como professor na Escola Politécnica de Lisboa, e como cientista.

Desempenhou importantes cargos: vereador (1852-1853) e presidente (1858-1859) da Câmara Municipal de Lisboa, deputado às Cortes por Lisboa em mais de uma legislatura e, depois de lhe ter sido conferido o título de 2º Visconde de Vila Maior em 1861, Par do Reino e presidente interino da Câmara dos Pares.

Integrou a comissão central para a Exposição Internacional de Paris em 1855, presidida pelo Marquês de Ficalho, e foi comissário régio às exposições universais de Londres (1862) e de Paris (1867 e 1878).

Teve o mais longo reitorado da Universidade de Coimbra ao tempo da monarquia constitucional (1869-1884).

Aliou a sua formação de químico à de proprietário no Douro e desenvolveu actividade associada à viticultura, à ampelografia e à enologia. Da sua produção científica e teórica sobre a região do Douro, destacam-se, entre outros trabalhos: “Memória sobre os processos de vinificação dos principais centros vinhateiros a norte do Douro”, “Tratado de vinificação para vinhos genuínos”, “Ampelografia e oenologia do país vinhateiro do Douro” e “O Douro Ilustrado”, obra magnífica, reeditada em 1990 e amplamente citada.

Durante o mandato enquanto reitor, fundou a Escola Ampelográfica do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra.
Faleceu em Coimbra, no edifício da Universidade, a 20 de Outubro de 1884.

Apresentação do catálogo e da exposição
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A exposição documental “Visconde de Vila Maior: o arquivo (s)em reserva)” retrata a sua actividade pessoal, académica e profissional.

Foram selecionados 70 documentos, distribuídos por 8 expositores e alguns objectos (retratos do Visconde, espécime de herbário, modelos botânicos).

No 1º expositor apresenta-se o Visconde pelo nome de baptismo: Júlio Máximo de Oliveira Pimentel. Os documentos ilustram o seu percurso académico e militar, assim como alguns episódios pessoais como o casamento da filha, a morte prematura do filho e obras realizadas em diversas casas.

No expositor 2 documenta-se a actividade do cientista (químico) e do professor da Escola Politécnica de Lisboa: o diário de bolseiro em Paris e diversos pedidos de câmaras municipais de análises de águas.

No 3º expositor ganha destaque a intervenção do Visconde na vida pública: a comissão eleitoral de Bragança, a vereação e presidência na Câmara Municipal de Lisboa, a atribuição do título de visconde e a nomeação como Par do Reino.
Algumas obras publicadas, existentes no acervo da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, estão patentes no expositor 4, e respectivos manuscritos.

Documentos sobre a participação do Visconde de Vila Maior nas exposições industriais e universais ocupam o 5º expositor, particularmente os diários das viagens aquando das Exposições Universais de Paris de 1855 e 1878.

Nos expositores 6 e 7 destaca-se a sua obra e acção relativamente à enologia, à viticultura e à ampelografia, particularmente o estabelecimento da Escola Ampelográfica na cerca de S. Bento, do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra.

Para o último expositor foram selecionados documentos produzidos e recebidos no âmbito do cargo de reitor da Universidade de Coimbra, desde a carta de resposta à nomeação para o cargo, até ao último desafio: a proposta de reforma do Ensino Superior em Portugal.

A terminar a breve apresentação deste catálogo, cuja edição foi patrocinada pela Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, relembramos que o arquivo do Visconde de Vila Maior fica agora disponível sem reserva a todos quantos o queiram estudar.