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Jardim Botânico

Universidade de Coimbra

Espaços do Jardim

Alameda das Tílias

É um dos lugares emblemáticos do Jardim, que nos traz à memória os antigos passeios públicos das cidades europeias. Aqui, o cenário aprazível muda sazonalmente e em Maio/ Junho acresce à beleza deste espaço o agradável perfume das flores.

Estufa Grande (em renovação)


A sua construção iniciou-se em 1859 e é um dos mais antigos edifícios da arquitetura do ferro em Portugal. A conjugação perfeita entre o ferro e o vidro conferem a este espaço uma beleza invulgar. Alberga essencialmente plantas tropicais e subtropicais. Está dividida em três secções, que reproduzem climas tropicais, subtropicais e temperados. Aqui encontramos uma grande diversidade de espécies, das quais se destacam orquídeas, plantas carnívoras, árvores tropicais e fetos.

Recanto Tropical


A excelente exposição solar permitiu recriar neste espaço um ambiente tropical, com palmeiras de diferentes espécies oriundas de todos os continentes, incluindo a única espécie portuguesa, espontânea no Algarve, Chamaerops humilis ssp. humilis, assim como muitas estrelícias arbóreas (Strelitzia nicolai).

Quadrado Central/ Fontanário


Este terraço pode-se considerar o “berço” do jardim. As características típicas do estilo neoclássico estão aqui bem representadas. Portões de ferro forjado, cantarias, muros e canteiros projetados geometricamente, estão orlados com sebes de Bucho. A diversidade reina neste lugar, onde Magnólias variadas, Cerejeiras de jardim, Azáleas, entre outras, ladeiam um grandioso Fontanário Central, transmitindo a esta área toda a atmosfera do Romantismo.

Estufa Fria (em renovação)


Construída na década de 50, sob direção do então diretor e ilustre botânico Prof. Dr. Abílio Fernandes. Aqui habita uma flora adaptada a ambientes húmidos e sombrios. As plantas estão rodeadas por uma cascata mural e um pequeno riacho que atravessa toda a estufa. Pode apreciar ainda uma estátua dessa época, de nome “Botânica”, um nu feminino do escultor Martins Correia, que simboliza a Ciência das Plantas.

Escolas Sistemáticas . Escola Médica


Durante muitos séculos e mesmo nos nossos dias, a medicina apoiou-se na botânica para a investigação de propriedades terapêuticas de algumas plantas. As escolas de Sistemática do Jardim Botânico, que constituem uma reserva para o banco de sementes do Jardim, são escolas de Botânica, destacando-se a Escola Médica que apresenta plantas aromáticas e medicinais. As plantas encontram-se organizadas e distribuídas nos canteiros por ordem das famílias a que pertencem.

Bambuzal . Capela de São Bento (em renovação)

Introduzida no Jardim em 1852, a Phyllostachys bambusoides é a espécie de bambu com melhor adaptação ao Jardim, ocupando hoje uma área total de um hectare da mata. Encontramos ainda nesta parte do Jardim a capela de São Bento, inicialmente uma casa de fresco do séc. XVII que foi adaptada a local de oratória na época dos frades Beneditinos.

Mata (parcialmente aberta)


A mata ocupa dois terços da área total do jardim. Nesta zona predomina uma densa vegetação, composta na sua maioria por árvores exóticas de várias regiões do mundo. Neste espaço as espécies vivem em competição livre e directa. Esta área inclui ainda um vale com uma coleção de Monocotíledónias, dezenas de espécies diferentes de eucaliptos, uma estufa-fria, a magnífica plantação de bambus. Mais recentemente foi instalado um pomar.

Portão Principal


Da autoria de Mestre Galinha feito em ferro forjado com aplicações de bronze, foi concluído em 1884. Este é um bom exemplo do estilo neoclássico, conjugado com a arte de trabalhar o ferro, muito em voga nos finais dos séc. XIX.

Estátua de Júlio Henriques


Nomeado diretor do Jardim Botânico de Coimbra em 1873, intensifica as trocas de plantas e sementes com outros Jardins Botânicos. Do Jardim Botânico de Java consegue sementes de espécies do género Chinchona de cuja casca se extrai o quinino, fundamental para o combate à malária. Dirigiu várias expedições científicas com o objetivo de recolher espécies da flora portuguesa. Foi também o fundador da primeira sociedade científica botânica do país, a Sociedade Broteriana. Estátua esculpida por Barata Feio em 1951.

Baixo Relevo de Luís Carrisso


Nomeado diretor do Jardim em 1918, dá continuidade ao trabalho do Professor Júlio Henriques no enriquecimento do Herbário do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. Dirige várias expedições científicas com esse fim no território português e desenvolve a recolha de espécies da flora Africana. Veio a falecer prematuramente numa expedição em Angola. Baixo-relevo da autoria de José dos Santos, em 1948.