Perspetivas
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![]() Exploratório Ciência Viva soprou as velasO Exploratório Infante D. Henrique de Coimbra, também conhecido como Exploratório Ciência Viva, celebrou em maio o seu terceiro aniversário, nas novas instalações, no Parque Verde do Mondego (ver reportagem UCV, ao lado). A data foi assinalada nos dias 18 e 19 de maio e contou com a organização de algumas atividades, dirigidas ao público em geral, como explica Victor Gil, diretor do Exploratório Ciência Viva e professor catedrático do Departamento de Química Faculdade de Ciências e Tecnologia Universidade de Coimbra (FCTUC). “O terceiro aniversário do novo Exploratório (...) neste local magnífico que é o Parque Verde do Mondego (...) desenvolveu-se à volta de dois grandes temas, num deles «Ciência e Gerações» tivemos, praticamente o dia todo, o chamado «Mini Congresso de Ciência por Jovens», que é uma iniciativa desenvolvida em associação com a Escola D. Duarte e alunos do décimo ano, portanto trata-se de envolver jovens dessas idades em comunicações de ciência e debates à volta da ciência sendo que o tema este ano era a Energia Sustentável para Todos - que é a designação do Ano Internacional”, começa por revelar. Já durante a tarde as atividades foram dirigidas “a seniores, a pessoas um pouco mais crescidas, (...) com o lançamento do projeto chamado «Lojas de Saber», que é uma iniciativa do professor João Pedroso Lima, que é professor catedrático jubilado da Faculdade de Medicina e que é nosso colaborador de longa data (...), iniciativa essa que nós acolhemos e que foi lançada nessa tarde de dia 18”, continua. O diretor do exploratório falou ainda das atividades promovidas no dia 19 de maio. Tendo por tema a «Ciência, Arte e Companhia», as atividades desenvolvidas tinham por objetivo “mostrar a relação entre a ciência e outras manifestações da cultura”, neste âmbito o docente destacou a iniciativa «Teatriciência», dirigida a escolas do ensino secundário da região, “que apresentaram as suas peças criadas deliberadamente para este concurso, mostrando que entre ciência e teatro é possível estabelecer pontes que são enriquecedoras das duas partes”. Criado em 1995, as atuais instalações nas margens do Mondego são já a segunda morada do Exploratório Ciência Viva. Inicialmente instalado num espaço da Casa Municipal da Cultura, recuperado para o efeito, o Exploratório abriu ao público com uma primeira exposição permanente com cerca de 60 módulos interativos e um planetário insuflável. A exposição então apresentada, no âmbito da Semana Europeia da Cultura Científica e Tecnológica, tinha por temas «O acaso em ciência» e «A ciência pode ser divertida» e marcou o início de um percurso já longo e que se pautou pela colaboração de estudantes do ensino superior de Coimbra e de professores do ensino secundário e pré-escolar destacados pela Direção Regional de Educação do Centro. Desde então o exploratório recebe mensalmente cerca de 2500 a 3000 de escolas de vários pontos do país. Milhares de visitantes em três anos O terceiro aniversário agora assinalado celebra os três anos de existência das novas e melhoradas instalações do Exploratório Ciência Viva. A margem esquerda do Rio Mondego acolheu o novo Exploratório que ao longo destes três anos recebeu já mais de 70 mil visitantes, que passaram por este “espaço interativo de ciência” e “centro de ciência viva”. Para Victor Gil o grande objetivo deste espaço passa por promover a “divulgação da ciência em termos acessíveis, embora sem prejuízo do rigor” e diz mesmo que a “palavra de comando” após a entrada nas exposições é “não mexer” ou como o próprio diz “é obrigatório mexer”. “Aqui espera-se que realizem atividades, (...) é um sítio onde se explora ciência numa maneira participativa, interativa”. O Exploratório tem ao dispor dos seus visitantes várias atividades, como “ateliês para crianças, oficinas de formação para professores, concursos de ciência, palestras e tertúlias, publicações, criação de jogos e kits didáticos”. Para o próximo ano esperam-se grandes novidades para o Exploratório Ciência Viva. O docente da FCTUC e diretor do Exploratório refere que o quarto ano de vida do espaço, o Exploratório verá concluído o “novo edifício e o avanço da instalação dos respetivos conteúdos”, nomeadamente a exposição «Em boa forma … com a Ciência». Victor Gil destaca no entanto, que até à conclusão do novo edifício “terão lugar as atividades normais e algumas iniciativas complementares”. Neste sentido vai ainda ter lugar a divulgação do projeto «As crianças na ribalta da Ciência», uma iniciativa do Exploratório Ciência Viva, de Coimbra, em parceria com a RTP2, no âmbito do programa Média Ciência do COMPETE (Programa Operacional Fatores de Competitividade) e que conta com a colaboração da Rede de Centros Ciência Viva. Serão assim apresentados 12 mini-episódios protagonizados por jovens alunos, com o objetivo de desmistificar alguns dos fundamentos da Ciência junto dos cidadãos comuns. Mas as novidades não se ficam por aqui e vão ainda ser promovidos outros projetos e iniciativas. A realização do projeto «O Exploratório vai à escola: kits e conversas sobre ciência» ou a “participação do Exploratório no projeto europeu KiiCS (Knowledge Incubation in Innovation and Creation for Science) sobre relações entre a Ciência e a Arte, na perspetiva da criatividade dos jovens” ou ainda o “projeto «PFP – Pensa, Faz e Pergunta», apoiado pela Fundação Gulbenkian”, são algumas das iniciativas previstas. Para o futuro Victor Gil, deseja que exista uma contribuição eficaz “para a apropriação da ciência por todos os públicos – dos mais novos aos mais adultos – quer no tocante a conhecimento, quer no respeitante a atitudes – observação atenta, reflexão crítica, capacidade de questionamento, debate de ideias, … – que acabasse por permear a vida dos cidadãos e, assim, contribuir para uma melhor qualidade de cidadania”. O diretor do Exploratório considera que o Exploratório Ciência Viva tem “conseguido demonstrar que somos capazes de fazer”, uma vez que muitas das peças que podem ser vistas nas exposições são concebidas pela “equipa do Exploratório, fazendo uso de uma oficina e de materiais que já se aprendeu a trabalhar”. Para Victor Gil “o facto de se criar de raíz em vez de se comprar” algo já feito “ajuda a dar credibilidade a esta iniciativa”, que conta no total com quase 17 anos de existência e muitos projetos no currículo. O Exploratório está aberto ao público de terça a sexta-feira, entre as 10H e as 17H30, e aos fins de semana, das 14H30 às 17H30. Já sabe, se ainda não conhece, visite o Exploratório Ciência Viva, no Parque Verde do Mondego ou saiba mais na página http://www.exploratorio.pt/index.php. Por Júlia de Sousa
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