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Investigação na UC

Porta AbertaObjetiva_









 


O frio que vem do sol!

Desengane-se quem pensa que o sol não pode refrigerar. A prova: um frigorífico solar. A novidade surgiu de uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), que desenvolveu um frigorífico solar inovador, capaz de produzir frio, o equivalente a cerca de três a quatro quilos de gelo por dia.

A equipa constituída por José Costa, docente da FCTUC, Gonçalo Brites, estudante de doutoramento na UC e bolseiro da ADAI-LAETA, e Vítor Costa, docente da Universidade de Aveiro, desenvolveu já um protótipo com equipamento completamente autónomo, que necessita apenas de energia solar para acionar o processo de refrigeração.

Denominado FRISOL, este frigorífico solar apenas necessita de energia solar para produzir frio, podendo vir a ser útil em regiões remotas sem rede elétrica, como por exemplo em África, sendo utilizados para a conservação de produtos alimentares e até medicamentos.

O projeto agora divulgado baseia-se na implementação da refrigeração por adsorção, através da utilização da sílica-gel, um material extremamente eficiente na retenção de moléculas de vapor, não tóxico e de baixo custo. 

José Costa, um dos coordenadores do projeto e docente do Departamento de Engenharia Mecânica da FCTUC, explica que esta “investigação consistiu essencialmente na caracterização de um ciclo de refrigeração por adsorção, que funciona exclusivamente por ação da energia solar e, assim, se realiza num período de 24 horas”. “O FRISOL é um protótipo à escala laboratorial, concebido e instrumentado para a realização da investigação experimental, servindo também como unidade de demonstração no ensino de Termodinâmica Aplicada, no Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica, da UC”, refere o investigador.

O estudo “teve início em 2007, no contexto de um plano de doutoramento na UC”, com o objetivo alcançar a “completa caracterização do sistema e delinear as possibilidades da sua otimização”.

Para José Costa a “vantagem principal” do FRISOL é “a sua completa autonomia, usando a água como fluído refrigerante e necessitando apenas da energia da radiação solar. A sua aplicação mais evidente será para a preservação de medicamentos e alimentos em regiões remotas do Planeta, sem abastecimento de energia elétrica, mas com abundância de energia solar. Mediante otimização e desenvolvimento futuro para maiores escalas dimensionais, poderá vir a ter aplicação no apoio a campanhas vastas de reflorestação”.

O investigador avança ainda que este equipamento pode ser também usado em alternativa aos frigoríficos comuns, apenas necessitando de energia solar para acionar o processo de refrigeração.

O FRISOL consegue manter o frio – produzido nos dias com sol – durante dois a três dias sem sol, graças ao isolamento térmico da caixa frigorífica, que contém sílica-gel, que pode «adsorver água até 40% do seu próprio peso quando está fria, voltando a libertar a água ao ser aquecida».



Indústria interessada na tecnologia

O estudo conta já com alguns anos de desenvolvimento, tendo conduzido a resultados muito promissores e segundo José Costa, “a indústria já manifestou interesse” no projeto por se tratar de uma tecnologia de baixo custo. “O protótipo FRISOL existente serviu essencialmente para a prova de conceito e a caracterização do sistema”, começa por dizer. E continua: “antes da sua comercialização, é necessária ainda uma fase de desenvolvimento e de otimização, para o que será necessário encontrar parcerias e apoio financeiro. Recebemos já algumas manifestações de interesse; porém, ainda não existem propostas concretas”, avança o investigador. O projeto vai agora avançar para a fase de otimização, testes de robustez e estudo de novas aplicações práticas.

O projeto contou com o “financiamento de uma bolsa de doutoramento pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e com o apoio da American Society of Heating, Refrigerating and Air Conditioning Engineers (ASHRAE) para o ensino da Engenharia, através do Senior Undergraduate Project Grant Program intituldado, «Building of a Small-Scale Plant for Demonstration of Solar Adsorption Refrigeration Cycle»”.

Por Júlia de Sousa









Docentes da UC lançam Manual Digital de Matemática

NiuAleph 12 – Manual para o 12.º ano de Matemática A é o nome do Manual Digital de Matemática desenvolvido por uma equipa de matemáticos da Universidade de Coimbra (UC). Este manual inovador é gratuito e está disponibilizado em formato digital, com o objetivo de reduzir os custos dos estudantes, como referiu Jaime Carvalho e Silva, que lidera a equipa de matemáticos que desenvolveu o NiuAleph 12. “Pretendemos aliviar o peso da fatura na compra de manuais e material escolar, promovendo, em simultâneo, o uso do livro digital”, disse o docente.

O manual está disponível online, em formato pdf, e pode ser descarregado para qualquer suporte digital, não impresso. Mas os estudantes podem ainda aquirir a versão impressa, por um preço aproximado de 19€.

O NiuAleph 12 foi apresentado a 23 de maio no Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e segundo os responsáveis o manual agora lançado pretende “dotar os estudantes com várias ferramentas realmente úteis que, embora não substituam o estudo regular e o trabalho empenhado, possam ser realmente lidas e trabalhadas pelos estudantes”.

Por Júlia de Sousa









Investigadores da UC descobrem nova utilização para os resíduos da casca de ovo

Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) encontrou uma solução para os milhares de resíduos de casca de ovo produzidos anualmente em Portugal. A solução passa pela transformação destes resíduos num novo aditivo que pode ser utilizado para correção de solos.

Após três anos de uma investigação que teve início com base num problema prático da indústria de ovoprodutos, a equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), liderada por Margarida Quina, conseguiu obter uma “mistura equilibrada", através do recurso a resíduos de casa de ovo, casca de batata, relva e casca de arroz. Esta mistura permite a correção dos solos com défice de alguns nutrientes, tais como o cálcio, e permite corrigir solos contaminados por metais pesados, como o chumbo.

Segundo Margarida Quina, este novo composto “poderá, em larga medida, substituir aditivos químicos habitualmente usados como corretivos de solos”.

A próxima etapa da investigação passa por avaliar interação do composto com o solo, o seu papel na descontaminação e a compará-lo com outros compostos sem casca de ovo.

Por Júlia de Sousa


Jovens Investigadores

“Jovens Investigadores” é uma rubrica do programa de informação «Alvorada» da Rádio Universidade de Coimbra (RUC). Todas as sextas de manhã acontece uma entrevista informal com um dos futuros cientistas de Portugal.

Conheça aqui um pouco sobre duas investidagoras da Universidade de Coimbra (UC): Alda Portugal, doutoranda da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da UC (FPCEUC), que está a desenvolver uma investigação sobre a comunicação entre pais e filhos durante um situação de divórcio; e Amanda Sanches, do Brasil, que se encontra a desenvolver o doutoramento em Relações Internacionais da Faculdade de Economia da UC (FEUC) – em parceria com o Centro de Estudos Sociais (CES) – e está a estudar a temática dos "Estados Falhados". A investigadora fala ainda de uma experiência no Haiti que a motivou a estudar as questões relacionadas com Direitos Humanos.

Alda Portugal

Amanda Sanches

Por Nelson Coelho