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Investigação na UC

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UNIdade no conhecimento da História da Ciência na UC

Dar a conhecer a História da Ciência na Universidade de Coimbra e no país cosendo as várias áreas do saber, as várias disciplinas, numa visão global e integradora é o grande objetivo do projeto de investigação coordenado por Carlos Fiolhais.

O físico, docente e investigador da Universidade de Coimbra (UC) afirma que o projeto nasce na crescente consciencialização, por parte da UC, da “necessidade de conhecer melhor a sua história”, através de “estudos que a Universidade faz sobre si própria mas que estão dispersos em vários lados”, uma vez que os investigadores têm-se debruçado sobre a história individual de cada disciplina (da matemática à física) e “muitas vezes não se encontram”. Assim este “projeto verdadeiramente interdisciplinar”, que junta “gente de praticamente todos os lados do espectro universitário”, envolve cerca de 50 investigadores (das mais diversas áreas, das ciências exatas às ciências sociais e humanas da Universidade de Coimbra e de outras universidades) e aproxima “não só investigadores, mas também instituições de apoio à cultura – pilares da cultura da Universidade de Coimbra” (como o Museu da Ciência e a Biblioteca Geral).

Mas como estudar a História da Ciência numa Universidade com mais de 7 séculos? Definindo períodos. Carlos Fiolhais explica que foram escolhidas duas datas – 1547 (data da criação do Colégio de Jesus) e 1933 (Estado Novo) e serão estudados os quatro séculos que estas compreendem. A data da edificação do colégio jesuíta foi escolhida como início do período a ser estudado, uma vez que, na opinião do investigador, é a partir deste momento que temos “ciência como a conhecemos hoje, com a introdução do método experimental” e o Estado Novo, como foi um período de “algum apagamento da ciência” pareceu ser a data certa para o fim; no entanto, este trabalho não fica concluído com este projeto, este é um trabalho que deve ser continuado, estando até identificado como “um problema da UC” a não existência de “um 2º ou 3º ciclo de estudos nesta área”.

Em relação aos 400 anos que este projeto abarca, o investigador define quatro grandes marcos históricos: dos séculos XVI a XVIII (até 1772), época em que D. João III fixou a Universidade em Coimbra, e “em que o grande sábio Pedro Nunes vem lecionar para Coimbra”, e da criação do Colégio de Jesus; do final do século XVIII (de 1772 a 1837), período que corresponde à Reforma Pombalina, em que o Marquês readaptou o Colégio de Jesus no contexto das Faculdades de Filosofia, Matemática e reformou a Faculdade de Medicina; do século XIX ao XX (de 1837 a 1911), época em que ocorreram (na segunda metade do século XIX) reformas nas Faculdades de Matemática, Filosofia e Medicina, com progressos no ensino das ciências experimentais; e o século XX (posterior a 1911 até 1933), quando foi reorganizado o ensino das ciências na UC, se assistiu ao nascimento das Universidades de Lisboa e do Porto e se deu a fusão das Faculdades de Filosofia e Matemática dando origem à Faculdade de Ciências – mais tarde Faculdade de Ciências e Tecnologia.

Neste projeto estão a decorrer, em simultâneo, as quatro fases previstas para o levar a «bom porto» - Síntese da história da ciência na UC, Digitalização do Fundo Antigo de Ciências e Medicina da UC, Estudo das coleções e alargamento do Museu de Ciência Digital e a Realização de uma conferência internacional.

Com a elaboração da Síntese pretende-se investigar, escrever e compilar “a História da Ciência na UC que já está feita e que está por fazer”, ou seja existem já “muitos documentos e muitos artigos parciais, sobre esta ou aquela figura, esta ou aquela época”, não há uma integração na própria Universidade e por isso esta “não consegue transmiti-la [à sua História] de forma coerente”. Esta Síntese estará posteriormente publicada numa página Web relacionada com o projeto.

A Digitalização do Fundo Antigo de Ciências e Medicina da UC e o Estudo das coleções e alargamento do Museu da Ciência Digital estão intimamente ligados, uma vez que este programa de digitalização de fontes históricas, livros, documentos e periódicos antigos estão não só a contribuir para o alargamento da base de dados digital do Museu da Ciência, mas também, através do recurso às novas tecnologias, “nos permite revelar para todo o mundo (como uma antena gigantesca) ao colocarmos online, mostrarmos o que é a história da evolução da própria ciência” e ao fazê-lo podemos colocar Coimbra numa posição de nova centralidade, aumentando extraordinariamente a face visível da UC no mundo”.

A Conferência Internacional - Congresso Luso-Brasileiro de História das Ciências, decorreu em Coimbra dos dias 26 a 29 de outubro, e Carlos Fiolhais justifica-o ao afirmar que estudar e “conhecer a História da Ciência na Universidade de Coimbra e de Portugal é também conhecer a História da Ciência do Brasil”, uma vez que estas têm muitos pontos em comum e se interligam. Deste congresso resultou “um documento com cerca de 2 mil páginas sobre a História da Ciência entre Portugal e o Brasil, do qual irá haver uma seleção para ser colocado em papel”.

Para o investigador e docente da Universidade de Coimbra este é um projeto que tem “uma motivação pessoal”, que justifica um pouco o porquê de ser Carlos Fiolhais a coordenar este projeto. A sua “motivação pessoal prende-se com o facto de ter estado sete anos à frente da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC) e ter estado muito perto das fontes históricas”. Para o antigo diretor da BGUC “ter encontrado coisas que me tocaram e surpreenderam” é a razão para acreditar que “também deviam tocar e surpreender os outros.”

Por Sandrina Fernandes



Investigador da UC distinguido pela Academia de Ciências Russa

Victor Lobo, investigador do Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, foi distinguido com a Medalha Professor Nicolai M. Emanuel, pela Academia de Ciências Russa. A colaborar com a instituição científica russa desde 1980, o investigador mostrou-se honrado pela distinção. Saiba mais



Prémio de História Contemporânea Dr. Victor de Sá atribuído a investigador do CES

Miguel Cardina, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Laboratório Associado venceu a 20.ª edição do Prémio de História Contemporânea Dr. Victor de Sá com a obra "Margem de Certa Maneira. O Maoísmo em Portugal: 1964-1974". A obra "Margem de Certa Maneira” nasce da sua tese de Doutoramento, em que desenvolveu um estudo inédito sobre a extrema-esquerda portuguesa de inspiração maoísta, nos anos que antecederam a revolução de 1974, relatando a história desta margem política e preenchendo, assim, uma importante lacuna no conhecimento da oposição à ditadura do Estado Novo. O Prémio será atribuído no dia 14 de dezembro, numa sessão que integra um colóquio comemorativo dos 20 anos da instituição deste prémio. Saiba mais



À Descoberta da Europa na Filatelia Portuguesa vence Prémio Godofredo Ferreira

A obra dos investigadores do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20), editada no âmbito das comemorações dos 25 Anos da Integração Europeia de Portugal (numa parceria entre o CEIS20 e a Secção de Filatélica da Associação Académica de Coimbra) foi distinguida com o Prémio Godofredo Ferreira – melhor livro do ano 2010. O Prémio Godofredo Ferreira é o mais importante galardão nacional atribuído pela Federação Portuguesa de Filatelia. A cerimónia de entrega tem lugar no próximo dia 1 de dezembro, em Évora, no âmbito das comemorações nacionais do Dia do Selo.


Investigador do CEIS20 distinguido com Prémio de História Calouste Gulbenkian

Julião Soares Sousa, investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, foi premiado pela Academia Portuguesa de História pela obra Amílcar Cabral (1924-1973) – Vida e Morte de um Revolucionário Africano. A obra segundo José Carlos Venâncio “contribui decididamente para o aprofundamento do conhecimento sobre o nacionalismo africano nos espaços de colonização portuguesa e, numa acepção mais alargada, para o desenvolvimento dos Estudos Africanos em Portugal”. O Prémio vai ser entregue no dia 7 de dezembro, na Academia Portuguesa de História.

Medalha da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro para docente da FLUC

Rui Martins, professor da Faculdade de Letras, recebe Medalha da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro “em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à cultura jurídica, ao Poder Judiciário e à sociedade brasileira”. A Medalha atribuída ao docente da Faculdade de Letras é o reconhecimento de mais de uma década de diversas colaborações com a Escola de Magistratura.