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Tem a palavra

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Tem a palavra

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades…

Utilizando a velha e tão conhecida expressão “No meu tempo…” as brincadeiras eram ao ar livre, subíamos às árvores, brincávamos na rua, jogávamos ao futebol sem bola e o convívio entre mais velhos e mais novos era saudável e como diziam os vizinhos “até dá gosto de ver”. Não sou velha, ou pelo menos não me considero como tal, mas continuo a ser do tempo do “quantos queres?”, da macaca, do “Tom Saywer”. Esse tempo já lá vai, e com alguma rapidez entrámos numa “geração de facilidades” e muita coisa se perdeu, sobretudo o “até dá gosto de ver”. 

Os tempos mudaram e, continuando com as velhas e conhecidas expressões, “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, mudam-se os hábitos, mudam-se os vícios. De facto, a rua e o convívio foram rapidamente substituídos por quatro paredes, um comando na mão e um teclado de computador. Mais do que isso, o convívio deu lugar a uma parede virtual entre as pessoas, a uma tela e a uma webcam. Não considero que esta seja, necessariamente, uma evolução negativa. Considero, sim, que chegámos a um extremo sem retorno que, muitas vezes, sem darmos conta, nos invade sem nós darmos licença. Parece-me, no entanto, que dada a geração e aos hábitos que tomaram conta dos nossos jovens, essa invasão não só é consentida como é cada vez mais procurada. As cartas deram lugar aos e-mails, as conversas deram lugar aos chats e a televisão deu lugar às fotos, vídeos, sites e a todo o tipo de conteúdo que qualquer um de nós queira (ou não) partilhar com o resto do mundo. Ora, e não querendo ser, de todo, pessimista, esta invasão, consentida ou não, veio alterar bruscamente a forma como encaramos a vida. Os sentimentos deram lugar aos famosos emoticons e likes e os livros e jornais foram substituídos por três “W’s”, tudo isto a uma velocidade alucinante. A internet massificou-se e tornou-se o meio de comunicação de banda larga, mais económico e mais eficaz. Já lá vai o tempo do “depois envio-te um postal!” ou do “ontem fui ao cinema ver aquele filme do Al Pacino”. 

Os séculos XX e XXI são as marcas históricas do “viste o mail que te enviei?” e do “ontem saquei um filme brutal!”. Apesar de tudo, e apesar do discurso (poder parecer) saudosista, o facto é que esta massificação veio alterar significativamente (e não digo negativamente) o modo de transmissão de mensagens e a forma como as pessoas contactam entre si. Além disso, se nos reportarmos ao universo “das facilidades”, esta é, sem dúvida, a forma mais eficaz (e para não a dizer a única!!!) de comunicação e até de venda! As redes sociais assumem aqui especial importância. Facebook, Twitter, Orkut , MySpace ou LinkedIn são canais de excelência de transmissão e divulgação de qualquer tipo de informação e que servem qualquer objetivo. Muitos relacionamentos pessoais e oportunidades de emprego surgem a partir destes canais e a verdade é que, num momento (demasiado infindável) de crise em que vivemos hoje, são estes os meios que, muitas vezes, nos tiram o pé da poça. E utilizando um excerto da Wikipédia (internet on fire!): "Os limites das redes não são limites de separação, mas limites de identidade. (...) Não é um limite físico, mas um limite de expetativas, de confiança e lealdade, o qual é permanentemente mantido e renegociado pela rede de comunicações." 

A verdade, pura e dura, é que através da Internet chegamos onde queremos chegar sem grandes dificuldades e sem muitas pedras no caminho. No caso específico dos jovens, acredito plenamente que, em jeito de complemento com um contacto pessoal, palpável e de “olhos nos olhos” (para mim fundamental) a internet é o meio mais eficaz na captação deste público. Aliás, em termos institucionais de ensino superior, esta é a estratégia e ferramenta cada vez mais utilizada se queremos chegar aos jovens de todo o país e além-fronteiras. 

Com a pouca (eu considero alguma, e até a necessária) experiência nesta área de trabalho, posso afirmar sem medos ou receios que as plataformas web e as redes sociais têm sido as nossas principais aliadas na captação de um público cada vez mais exigente para uma instituição, dizem eles, “muito antiga” mas para mim de grande peso e valores históricos, com forte aposta na investigação e num ensino virado para o futuro. Sem dúvida que, apesar de “antiga”, a Universidade de Coimbra é uma instituição em que a qualidade é um adjetivo que, sem margem para dúvidas, a qualifica. A adoção de medidas estratégicas no âmbito da utilização destas “novas” tecnologias (Facebook, iTunes, etc), veio abrir caminho para um contacto mais eficaz com este público mais jovem no sentido de divulgar aquilo que de melhor temos para oferecer na nossa Univer(cidade). O sítio web ‘Estou na UC’ e a rede social Twitter foram, sem dúvida, o grande passo que precisávamos para chegar a um público tão exigente como este, de uma forma mais rápida, eficaz e de permanente atualização. Vídeos, fotos, testemunhos pessoais e informação mais do que útil fazem as delícias dos nossos (espero que) futuros estudantes que, num futuro muito próximo constituirão uma imagem muito mais completa da nossa Coimbra.

Não querendo banalizar a utilização destas ferramentas, o facto é que, a construção de uma página oficial do Facebook é uma exigência cada vez mais clara e mais sentida no nosso trabalho e no contacto com os nossos jovens. O próximo mês de dezembro será, por assim dizer, mais um marco histórico do nosso percurso e do nosso trabalho junto destes jovens. Sob a ‘marca ‘Estou na UC’, poderão consultar e aceder a toda a informação útil e a todas as questões práticas que qualquer estudante desta Universidade de prestígio deve saber. 

Numa altura em que a linguagem é toda ela em 3 W’s, nada melhor do que realizarmos o nosso (e deles) desejo de estar cada vez mais perto de uma realidade que a todos nos admira: a torre, a cabra e o Mondego…

Ana Sofia Machado

Colaboradora da UC para a comunicação com o público pré-universitário