Investigação na UC

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A Ciência já serve a Arte na UC

Complementar a análise do ponto de vista estético das obras de arte com a identificação e caraterização dos materiais e pigmentos usados pelos seus autores foi o projeto desenvolvido no Instituto de Investigação Interdisciplinar, coordenado por Francisco Gil, docente e investigador da Universidade de Coimbra.

Neste projeto foram analisadas as obras (esculturas e retábulos policromados) de um dos escultores mais influentes do séc. XVI em Portugal – João de Ruão – residentes no Museu Nacional Machado de Castro, assim como as dos Mestres de Ferreirim, residentes no Museu de Lamego.

Através de técnicas de microscopia ótica, micro-espectroscopia Raman e difração de raios-X (XRD) foi possível a uma equipa de investigadores, das mais variadas áreas, “caraterizar os materiais utilizados pelo autor e pela sua “Escola” identificando-os cronologicamente e assim diferenciar a sua obra da de outros autores contemporâneos”, nomeadamente com a dos Mestres de Ferreirim (Cristóvão de Figueiredo, Gregório Lopes e Garcia Fernandes).

Neste processo caraterizou-se e cruzou-se, através da análise dos pigmentos e materiais usados por João de Ruão, “as obras que são claramente da sua autoria (já que estão documentadas) e as que lhe são atribuídas por questões estilísticas”, embora ainda não esteja claro que lhe pertençam; e, ainda, compará-las com as dos autores já mencionados e concluir que João de Ruão (de quem já tínhamos conhecimento, pela sua importância e pela historiografia, ter tido contratos de grande valor) tinha acesso a “materiais ricos do ponto de vista económico”. Francisco Gil explica que a equipa chegou a estas conclusões ao detetar, em várias obras analisadas, a presença de ouro, lazurite (o mineral que dá a cor azul à lápis-lazúli) e o vermelhão, todos pigmentos caros. No entanto, o docente afirma que apesar dos contratos de valor avultado que João de Ruão tinha a seu cargo, “os materiais que usou (assim como os autores anteriores e posteriores à sua época) não estavam apenas dependentes da sua vontade e do dinheiro que tinha disponível para cada trabalho”, estavam também relacionados com a “disponibilidade dos mesmos nos mercados”. O que conduz ao outro objetivo deste trabalho, conhecer cada vez mais da História que rodeia cada uma destas obras, “o que vai interferir com outras áreas que não apenas a história da arte mas também com outras áreas de conhecimento”, ou seja ao se “analisar estes pigmentos cruzou-se a informação recolhida com a História do país, da Europa e do mundo (isto não tem repercussões locais ou pessoais)”. Por outras palavras, “sabendo que na época de João de Ruão (séc. XVI) estes materiais já circulavam, através da rota da Índia, pela Europa por via de Portugal e da Antuérpia, tendo assim o escultor condições para os obter diretamente pelas nossas rotas não pagando taxas”. Assim através deste trabalho desenvolvido pela equipa de investigadores (da Universidade de Coimbra, em parceria com o Instituto Politécnico de Tomar e o Museu Nacional Machado de Castro) “é possível não só caraterizar a obra de um autor, que não se carateriza apenas pela estética utilizada, mas igualmente pelos materiais que apresenta, e contribui para a valorização do próprio objeto (não só o valor estético e cultural), contribuindo para a valorização do próprio autor.”

O reconhecimento da importância de unir a ciência à arte e as colocar à disposição uma da outra levou a que deste primeiro projeto nascessem outros estudos, como o da obra do Mestre Pero, provável autor dos túmulos da Rainha Santa Isabel e de sua neta, a Infanta Isabel (obras do século XIV) e o estudo dos revestimentos das casas e monumentos do Centro Histórico de Coimbra (que ainda se encontra a decorrer).

Nestes projetos estão ainda envolvidos vários estudantes, no desenvolvimento das suas teses de Mestrado e Doutoramento, o lançamento do Mestrado em Conservação e Restauro (das Faculdades de Ciências e Tecnologia e Letras da Universidade de Coimbra) e colaborações ativas com instituições externas, como as Universidade da Beira Interior, Lisboa e Florença, assim como o IGESPAR - Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico, Câmara Municipal de Coimbra, Museu de Arte Antiga, Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Confraria da Rainha Santa e Museu Monográfico de Conímbriga (para além das instituições já mencionadas acima).

Por Sandrina Fernandes




Code V é Prémio BES Inovação 2011

Esta tecnologia inovadora que permite detetar e corrigir, em tempo útil, problemas de segurança de software, em todas as suas fases de desenvolvimento, foi distinguida com o Prémio BES Inovação 2011 na área das Tecnologias de Informação e Serviços. O Code V (código de verificação) deteta os problemas de segurança do software, emite alertas, produz relatórios e dá instruções para uma rápida correção desses mesmos problemas. A tecnologia foi desenvolvida pela Dognaedis, start-up da Universidade de Coimbra, uma empresa especializada em segurança da informação, formada por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.


Dognaedis – a melhor start-up nacional

A empresa de segurança informática, sart-up da Universidade de Coimbra, foi considerada a “Melhor Empresa Start-Up Nacional”, na Gala do Empreendorismo em Ciência e Tecnologia promovido pela TecParques. O CEO da empresa, Sérgio Alves, considerou esta distinção como a “recompensa pela dedicação de toda a equipa” e como “factor de motivação para que se continue o percurso como empresa global”.
Saiba mais sobre esta empresa que em 15 dias arrecadou dois importantes prémios em https://www.dognaedis.com/.


Critical Software arrecadou Prémio Internacional de Empreendedorismo

O Prémio, promovido pela TecParques – Associação Portuguesa de Parques de Ciência e Tecnologia, foi entregue no início do mês de dezembro durante a “I Gala do Empreendedorismo em Ciência e Tecnologia”. A empresa viu, assim, a sua vertente de internacionalização, assim como a capacidade que tem demonstrado em gerar elevadas competências e emprego serem reconhecidas e distinguidas.


Prémio Nefrologia 2010/2011

A disciplina de Nefrologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e o Serviço de Nefrologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra, atribuem, à semelhança de anos anteriores, o Prémio Nefrologia 2010/2011 ao aluno do 5º ano médico (em cada semestre letivo) que obteve a melhor classificação nesta disciplina.

Francisco Saraiva Gil e Marta Filipa Reis Patita são os estudantes que este ano recebem o Prémio, que tem um valor global de mil euros em material didático. O Prémio vai ser entregue durante as comemorações do Dia Mundial do Rim, em março do próximo ano.