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(Tio) Vânia

Apresentação dia 12 de Janeiro

Em (Tio) Vânia, Howard Barker apresenta uma visão alternativa à peça de Tchékhov com o mesmo nome. No seu texto, Barker faz Tchekhov entrar no mundo de Vânia e revelar o desdém que tem por ele: "Vânia, tenho um conhecimento tão profundo da tua alma", diz-lhe o dramaturgo russo. "As suas dimensões insignificantes são como uma aspirina que se desfaz num copo de água". Mas Tchékhov acaba por morrer, e Vânia consegue encontrar forças para se livrar do mundo do seu criador. (Informação retirada do site do TMJB)

Vânia de Tchékhov é amado pela sua humanidade e leve comédia às custas de um personagem incapaz de agir pelos seus impulsos, famoso por não conseguir disparar com sucesso noutro personagem. Tchékhov escreveu mais tarde uma carta a um velho amigo negando o uso "melodramático" da arma na peça e esta confissão inspirou a intrigante investigação de Barker sobre o mundo Tchekhoviano. Na reconstrução de Barker, a bala de Vânia acerta no alvo e esta ação crítica despoleta uma energia libertadora entre os personagens da peça que ameaça derrubar a sua existência sufocante e claustrofóbica. Enquanto o mundo deles colapsa, Tchékhov aparece de modo a protestar com os seus personagens, agora rebeldes, mas é subvertido por um Vânia determinado a abandonar a segurança da sua qualidade de tio e a descobrir a liberdade da vida fora do quarto no qual está preso. O texto de Tchékhov balança sobre o seu próprio eixo e apresenta um novo para criar uma extraordinária peça de teatro que oferece um comentário estimulante ao original mas também uma poderosa celebração de esperança, instinto e vontade de viver. Barker criou um retrato atraente, emocionante e cómico de uma tentativa heróica de afirmar a individualidade. (Informação retirada do site da The Wresting School fundada por Barker)

"Eu refiz Vânia porque adorava a sua raiva, que Tchékhov permite que se dissipe num ressentimento tóxico. Ao fazer iso, neguei a desgraça do mundo Tchekhoviano onde o amor esmorece em auto-aversão e onde desejo é petulância". Howard Barker

As peças de Howard Barker são conhecidas pela destemida exploração de poder, sexualidade e motivação humana. Os seus textos transbordam com linguagem rica, ideias desafiantes, história, beleza, violência e comédia imaginativa, todas reunidas dentro dos extremos da experiência humana para criar uma experiência teatral poderosa e atraente. Os textos de Barker são construídos com base na premissa de que o teatro é uma necessidade da sociedade, um lugar para a imaginação e para a especulação moral, não limitado pelas exigências de realismo ou qualquer ideologia. Barker descreve o seu trabalho com o termo "Teatro de Catástrofe". No trabalho de Barker nenhuma tentativa é feita para satisfazer qualquer exigência de clareza ou a enganadora simplicidade de uma única "mensagem"; cada performance é como um desafio público onde atores e espectadores são inspirados a encontrar significado e ressonância de uma multiplicidade de interpretações. Há muito considerado o enfant terrible do teatro contemporâneo Britânico e sujeito de acalorado debate, quer seja amado ou odiado, as suas peças são impossíveis de ignorar. (Informação retirada do site da The Wresting School fundada por Barker)

Localização

Teatro da Cerca de São Bernardo

Coordenação da Leitura

António Augusto Barros