Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de utilização. Ao navegar aceita a política de cookies.
OK, ACEITO

26 a 28 de Novembro

CONCEITOS E DISPOSITIVOS DE CRIAÇÃO EM ARTES PERFORMATIVAS
Sinopse

Este colóquio pretende abordar a (auto)reflexividade crescente na criação contemporânea. Nesta ecologia da criação, marcada simultaneamente pela intervenção racional dos dispositivos (Foucault) e pela proliferação na contemporaneidade (Agamben), a arte tende a deslocar-se para além do seu quadro operativo tradicional, caracterizado pelo domínio de uma habilidade ou por uma certa forma de expressão. Assistimos a uma valorização crescente das ideias e dos conceitos enquanto modos de criar mundo e de abrir novos horizontes sensoriais, num contexto favorável à experimentação, à transdisciplinaridade e a um conjunto vasto de mediações materiais e tecnológicas. Enquanto arquitecturas de expressão e de encenação, enquanto modelos que regulam a experiência do espectador e condicionam a sua subjectividade, a acumulação indiferenciada de dispositivos supõe formas diversas de pensar o sujeito e de entender os contextos disciplinares tradicionais. Esta realidade contamina de modo visível a criação contemporânea o domínio das artes performativas, questionando as noções habituais de espectador, sujeito, autor e obra.

26 de Novembro

YOUR BEST GUESS

De Chris Thorpe | Encenação Jorge Andrade

Com Chris Thorpe e Jorge Andrade

Não podemos evitar viver no futuro: planificar actividades, comprar bilhetes de avião para as férias, organizar festas de aniversário, preparar candidaturas, enviar convites, fabricar T-shirts para digressões de bandas, cachecóis para vitórias de equipas de futebol, objectos comemorativos, bolos... - tudo suposições. Quando chegar a altura, as coisas podem acontecer tal como previsto, ou não. E se fosse possível reescrever a História? Ou imaginar, pelo menos, que os factos poderiam ter seguido uma via diferente daquela que seguiram? Ou antever todas as vias que nos conduzirão ao futuro, para assim podermos estar prevenidos para tudo? Ou viver antecipadamente um acontecimento acreditando que ele vai mesmo concretizar-se? Uma união que fala da imponderabilidade da história, da que acontece e da que não chega a acontecer. E de bombas, cartas de despedida, cidades-fantasma, apostas e amuletos... O espectáculo é protagonizado pelos seus criadores sob a forma de deambulação por uma série de narrativas, num tempo de ambiguidade entre o passado daquilo que não aconteceu e o futuro do que não se sabe se irá acontecer. E reportando-se às suas próprias histórias de vida, Chris Thorpe e Jorge Andrade serão enfim colocados face aos seus próprios corpos, antevendo o seu próprio velório.

27 de Novembro

FLATLAND I (PARA CIMA E NÃO PARA NORTE)

Escrito e Encenado por Patrícia Portela

Com Anton Skrzypiciel

O primeiro de 3 episódios que contam a trágica vida de um Homem Plano que um dia descobre que lhe falta a terceira dimensão. Podemos segui-lo na reflexão pelos mundos da bidimensionalidade e da perspectiva até descobrir que a sua existência no mundo 3D só é possível se existirem espectadores a olhar para ele. Contente com a descoberta e descontente com a dependência, desenha uma estratégia para conquistar uma imortalidade tridimensional. Um espectáculo multimédia onde letras, sons e imagens em movimentos compõem e transformam num livro de 3x4m, que se pode ver, ler, ouvir e absorver de muitas maneiras.

Organização Centro de Estudos Interdisciplinares do Séc. XX UC, Centro de Dramaturgia Contemporânea, Curso de Estudos Artísticos da Faculdade de Letras UC e TAGV