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A colecção de modelos utilizados por Júlio Henriques no ensino da botânica em Coimbra


Com a publicação dos Estatutos da Universidade são introduzidos os estudos naturais em Coimbra. Domingos Vandelli foi Director do Gabinete de História Natural e impulsionou as obras do Jardim Botânico, sendo sucedido pelo importante Botânico F.A. Brotero que constitui um herbário e publica a importante Flora Lusitanica. Após as invasões francesas, a Botânica em Coimbra sofreu uma quebra durante 65 anos e ganharia novo fôlego partir de 1873, com Júlio Henriques na direcção do Jardim. Henriques começou a reunir objectos e espécimes botânicos para organizar um “museu botânico” no Colégio de S. Bento dispondo de alguns modelos entre o material reunido. Em 1881 o museu recebeu uma caixa de modelos de sementes de vinhas americanas, denotando preocupação com a «Phylloxera» nas castas europeias plantadas no Jardim. Ao longo dos 12 anos seguintes foi adquirindo modelos a reconhecidos fabricantes como Brendel(24,9%), Jauch-Stein (20%), Auzoux, Deyrolle, entre outros. Seleccionou-os criteriosamente de modo a obter um conjunto que abrangesse os temas que ensinava nas suas aulas de Botânica e também para complementar o acervo do museu. Muitos dos modelos botânicos são ampliações de flores e frutos, muitos deles com peças amovíveis sequencialmente, mostrando pormenores do interior, sendo a maioria feitos de papier-mâché ou gesso. A característica mais importante destes objectos, presentemente em contexto museológico, é o facto de estarem associados a outra entidade: a espécie. Assim, os modelos botânicos representam um tema natural complexo, constituindo uma rede de representação simbólica que interessa preservar enquanto testemunhos da História da Botânica e do seu ensino.