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Conclusões

Numa época em que os recursos pedagógicos eram baseados em material natural, a aula de História Natural poderia ficar limitada, consoante o tema a ser apresentado. Sendo o tema em questão, por exemplo, uma flor enorme ou um pormenor anatómico muito pequeno, ou então uma planta que só existe nos Trópicos ou só floresce numa altura restrita do ano, tornava-se impraticável a sua exibição. Na ausência do original, o modelo afigurava-se como o seu representante quase perfeito e passível de ser visto a qualquer altura. Findo o seu papel na ciência e divulgação e ensino de ciência, os modelos do acervo científico da Universidade de Coimbra contêm História e cultura científica, que podem ser transmitidas pela sua visualização e observação, sendo que muitos deles permanecem até hoje visualmente apelativos para propósitos expositivos.

Revelado o percurso histórico destes modelos e com a informação adquirida pela observação de modelos em outras secções da Universidade, conclui-se que a sua compra e utilização correspondeu a uma tendência adoptada na Universidade de Coimbra, tendência esta que já florescia também no resto da Europa. Integrados numa colecção com uma História singular, os modelos botânicos aliam beleza a história, tendo sido escolhidos e adquiridos por um grande vulto da Botânica do séc. XIX: Júlio Henriques. Eram peças de destaque no ensino da Botânica e faziam também parte do museu, que o docente organizava, segundo critérios que reflectiam a sua simpatia pela teoria Darwinista da evolução das espécies (AMARAL, 2011).