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O establecimento do acervo botânico

No início da direcção de Júlio Henriques, em 1873, o Museu de História Natural não funcionava, na prática, como uma instituição única, estando as colecções botânicas a cargo de Henriques, com as quais deu início ao que chamava “museu botânico” . Ao longo de trinta anos, o professor imprimiu no museu o seu cunho pessoal e utilizou o critério do ensino da Botânica para a organização das colecções existentes e para a aquisição de novos objectos. Três anos após ter tomado posse da direcção do Jardim Botânico em 1873, Júlio Henriques começa a organizar o museu na antiga sacristia do convento (Colégio de S. Bento), onde colocou tudo o que tinha encontrado no Museu de História Natural, relacionado com Botânica. Nessa altura o museu já tinha alguns modelos e o docente utilizava-os nas suas aulas, referindo-se a eles segundo a sua casa de fabrico (HENRIQUES, 1876). Após uma inspiradora viagem de visita ao jardim botânico real de Kew (Londres, Inglaterra), em 1878, Henriques encomendou duas grandes remessas de objectos vindos de Macau (CÔRTE-REAL et al., 1880) e Timor (GRAÇA, 1882). Constavam destas remessas sobretudo objectos etnográficos, artefactos, espécimes de História Natural, extractos, bem como amostras de produtos industriais, aproximando-se assim o Professor do seu objectivo de enriquecer e ampliar o museu e recursos para o ensino.