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Resumo

No início do século XIX, iniciaram-se no Gabinete de Física da Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra (FFUC) observações meteorológicas regulares. Em 1854 essas observações foram retomadas, prolongando-se até cerca de 1864, sendo publicados os seus resultados na revista O Instituto, órgão da sociedade académica com o mesmo nome fundada em Coimbra em 1852. Esta nova área da ciência despertou grande interesse, apresentando-se como um terreno inexplorado baseado em instrumentos como o barómetro, o termómetro e o higrómetro. A FFUC, reagindo ao pioneirismo da Escola Politécnica de Lisboa, impulsionada por José Dias Pegado, que, em 1854, fundou o primeiro observatório meteorológico em Portugal, logo envidou esforços no sentido de constituir em Coimbra um observatório meteorológico e magnético, uma pretensão realizada em 1863 graças à intervenção de Jacinto António de Sousa. Os dois observatórios foram o gérmen do sistema meteorológico nacional que se materializou em 1946 com a criação do Serviço Meteorológico Nacional (SMN). Com base nos artigos publicados na revista O Instituto e na actividade da academia coimbrã com esse mesmo nome, pretende este artigo dar uma visão da evolução da meteorologia em Portugal até à criação do SMN, com particular ênfase nas actividades do Observatório Meteorológico e Magnético/ Instituto Geofísico da Universidade de Coimbra.