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Introdução

O ambiente político e social que se viveu em Portugal desde finais da década de cinquenta do século XVIII contribuiu para a emergência de uma grande reforma na Universidade de Coimbra (UC). Foi uma época marcada por opiniões enérgicas contra o sistema de ensino considerado decadente quando comparado com os paradigmas europeus da época. No início da década de setenta deu se a remodelação universitária, com particular incidência no ensino das matérias científicas. Alguns nomes oriundos do Brasil estiveram na génese e consolidação desta ação renovadora. A Reforma Pombalina da Universidade impulsionou o desenvolvimento científico e técnico, que se repercutiu indelevelmente não só em Portugal, como no Brasil. Após a criação das Faculdades de Filosofia e de Matemática, em 1772, Coimbra passou a ser o destino preferencial de sucessivas gerações de estudantes brasileiros que demandavam a Europa. Também a Faculdade de Medicina renovada no período pombalino contribuiu para o progresso das ciências médicas no universo luso-brasileiro. No início do século XIX o modelo pombalino da organização universitária começou a implantar-se no Brasil Colónia. Ainda antes da independência ocorrida em 1822 aquelas Faculdades foram o modelo para a criação das primeiras escolas de ensino superior, com o empenhamento de algumas personalidades formadas na então única universidade do domínio luso. Os caminhos da ciência percorridos nos dois países até à atualidade são indissociáveis deste período de transformações na UC.