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Os Professores

Quando a Faculdade de Matemática foi criada em 1772 não havia doutores em Matemática em Portugal. Assim, para a nova Faculdade são contratados dois professores italianos que já estavam me Portugal no Colégio dos Nobres e dois portugueses: estes, de formação essencialmente autodidacta, merecem menção especial pelos trabalhos originais que produziram: José Monteiro da Rocha e José Anastácio da Cunha.

JOSÉ MONTEIRO DA ROCHA (1734-1819), estudou no Colégio jesuíta da Bahía, Brasil, e foi o principal responsável pela redacção dos Estatutos da nova Faculdade de Matemática. Organizou o Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra e traduziu para português livros de Bezout, Bossut e Marie. A sua obra científica concentra-se nas áreas de Métodos Numéricos e Astronomia. No trabalho "Additamentos à Regra de M. Fontaine para resolver por aproximação os problemas que se reduzem às Quadraturas", publicado nas Memórias da Academia das Ciências de Lisboa, apresenta métodos de aceleração da convergência da fórmula de integração aproximada de Fontaine, que, segundo Tiago de Oliveira[21], é a fórmula extrapolatória de Richardson; esse trabalho ainda apresenta outras fórmulas de majoração do erro da aproximação e trata do caso dos integrais impróprios. Outro trabalho de Análise Numérica diz respeito ao problema da determinação aproximada do volume de um tonel, proposto por Kepler (é o trabalho com que se iniciam as Memórias da Academia das Ciências de Lisboa[22]). Monteiro da Rocha escreveu vários trabalhos de Astronomia, muitos dos quais foram editados em França com o nome de "Mémoires d'Astronomie Pratique" (Paris, 1808) com tradução de Manuel Pedro de Mello. Um dos mais importantes diz respeito à determinação prática das órbitas parabólicas dos cometas[23], descoberto antes de Olbers, a quem é atribuído. Outro trabalho, elogiado por Delambre, diz respeito à previsão dos eclipses do Sol. O método de Monteiro da Rocha para a determinação prática de longitudes, foi analisado e aplicado por Francisco de Paula Travassos, que foi primeiro Lente de Matematica em Coimbra e depois Lente na Academia Real de Marinha.

JOSÉ ANASTÁCIO DA CUNHA (1744-1787) escreveu um tratado, "Principios Mathematicos", onde pretendia fornecer bases rigorosas a toda a Matemática da época; aí se encontra pela primeira vez, com um rigor notável, a definição de série convergente, a definição da função exponencial a partir da sua série de potências, e a de diferencial de uma função. Infelizmente o seu livro, apesar de ter tido duas edições em língua francesa, foi pouco lido e não parece ter influenciado grandemente o desenvolvimento da matemática. Escreveu ainda um "Ensaio sobre os principios da Mecânica" onde defende uma perspectiva axiomática para a Mecânica, e outras obras que se perderam na sua quase totalidade.

A renovação dos professores da Faculdade de Matemática teria de ser feita com doutoramentos da própria Faculdade. Não foi necessário esperar muito tempo pelos primeiros doutoramentos. Ocorreram em 1777, sete doutoramentos:

Manuel José Pereira da Silva

Manuel Joaquim Coelho da Costa Vasconcellos e Maia

Viturio Lopes da Rocha

José Simões de Carvalho

José Joaquim Victorio

Francisco José de Lacerda e Almeida

Antonio Pires da Silva Pontes

Os três primeiros ficaram Lentes da Faculdade de Matemática. Os dois últimos foram Lentes da Academia Real dos Guardas Marinhas. O doutoramento seguinte, em 1779, foi de Frei Alexandre de Gouveia, protegido de Frei Manuel do Cenáculo, presidente da Junta de Providência Literária. Frei Alexandre de Gouveia foi pouco depois nomeado Bispo de Pequim vindo a pôr em prática os conhecimentos adquiridos ao participar no célebre Tribunal da Matemática de Pequim.

Havendo Doutores em Matemática e tendo alguns dos primeiros Lentes da Faculdade de Matemática sido jubilados ou tendo ido trabalhar para a Corte em Lisboa, a partir de 1777 poderiam ser contratados os primeiros professores formados na própria Faculdade. Por decisão do Conselho de Decanos de 26 de Novembro de 1778 foram nomeados Lentes Substitutos:

Manuel Joaquim Coelho da Costa Maia, para a “Cadeira vaga[24] de Geometria”

Viturio Lopes da Rocha, para a “Cadeira de Cálculo”

Manuel José Pereira da Silva, para a “Cadeira de Astronomia”

Quando dois dos três novos Lentes deixaram de ser substitutos foi feita uma alteração das cadeiras atribuídas e foi nomeado mais um Lente substituto. Por Carta Régia de 4 de Junho de 1783, confirmada em Conselho de Decanos de 1 de Outubro de 1783, foram nomeados:

José Monteiro da Rocha, Lente da Cadeira de Astronomia

Miguel Franzini, Lente da Cadeira de Phoronomia

Manuel José Pereira da Silva, Lente da Cadeira de Cálculo

Viturio Lopes da Rocha, Lente da Cadeira de Geometria

e para Lentes substitutos

Manuel Joaquim Coelho da Costa Maia, “substituisse a Cadeira de Phoronomia”[25]

Francisco Xavier da Veiga[26], “as cadeiras do segundo e quarto anno.”

Por carta Régia de 12 de Janeiro de 1787, confirmada em Conselho de Decanos de 1 de Fevereiro, José Joaquim de Faria[27] foi nomeado Lente Substituto Ordinário.

Assim, o quadro de professores foi-se progressivamente regularizando de modo a ficar habilitado com os professores necessários à leccionação das diferentes disciplinas. Tal regularidade só foi interrompida com as invasões napoleónicas e com as atribulações devidas à Guerra Civil. No fim da guerra civil em 1834, os Lentes António Honorato de Caria e Moura e Joaquim Lebre de Vasconcelos foram demitidos por razões políticas (mais tarde foram readmitidos mas logo jubilados), outros Lentes foram nomeados para cargos governamentais (Frei Agostinho de Santo Ilídio, Tomás de Aquino e José Ferreira Pestana) ou para outras escolas (Sebastião Corvo de Andrade, Guilherme Dias Pegado e Filipe Folque). O Lente Agostinho Pinto D'Almeida chegou a reger duas cadeiras simultaneamente, e para os exames de 1836 foram nomeados pelo governo dois lentes da Academia de Marinha para, juntamente com o único Lente já referido, realizar os exames.

Podemos dizer que no século XIX há vários professores que se distinguem, apesar de a sua obra estar ainda muito pouco estudada. Vamos referir apenas alguns deles.

MANUEL PEDRO DE MELLO (1765-1833), aluno de José Anastácio da Cunha, foi o primeiro professor de Hidráulica da Universidade de Coimbra para o que se preparou realizando uma visita de estudo pela Europa; no seu curso seguiu, entre outros, o livro de Mecânica dos Fluidos de Poisson; o trabalho mais importante que escreveu, e que se perdeu, foi a "Memoria sobre o programma da demonstração do parallelogrammo das forças", escrito para um concurso muito concorrido da Academia Real das Ciências de Copenhague em 1806 tendo ganho o respectivo prémio.

FRANCISCO DE PAULA TRAVASSOS (1764-1833) foi Lente substituto da Faculdade de Matemática da Universidade de Coimbra até 1799, data em que publicou o trabalho “Ensaio sobre brachistochronas e reflexões[28]. Foi depois Lente da Academia Real de Marinha de Lisboa, tendo publicado vários trabalhos de Astronomia e Geodesia, nomeadamente análises e aplicações de trabalhos de Monteiro da Rocha.

FRANCISCO DE CASTRO FREIRE publicou obras didacticas e históricas de que a mais conhecida é a "Memoria Historica da Faculdade de Mathematica" que fornece um excelente panorama do desenvolvimento da matemática em Portugal até 1872.

RODRIGO RIBEIRO DE SOUSA PINTO (1808-1893) foi Director do Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra, membro da Academia das Ciências de Lisboa, e publicou inúmeros trabalhos de Astronomia. O mais conhecido, “Cálculo das Ephemerides,” de 1849 deu base sólida ao cálculo das efemérides astronómicas tendo feito subir de tal modo o nível das publicações anuais em Coimbra com as efemérides que a Academia das Ciências de Lisboa decidiu deixar de publicar, a partir de 1863, as que editava.

LUIS DA COSTA ALMEIDA doutorou-se em 1862 com uma tese de equações diferenciais intitulada “Apreciação das hypotheses physicas em que se tem fundado a theoria das refracções atmosféricas“, publicou em 1870 o texto “Exposição succinta dos principios fundamentaes do calculo das variações”, em 1883 o texto “Primeiras noções da theoria dos determinantes”(1883), e publicou artigos sobre equações de derivadas parciais e suas aplicações à mecânica e artigos expositórios. Foi ainda presidente da Câmara de Coimbra, Director da Faculdade de Matemática e membro do Conselho Superior de Instrução Pública.

FRANCISCO GOMES TEIXEIRA (1851-1933) doutorou-se em 1875 com uma tese intitulada “Integração das equações de derivadas parciaes de 2ª ordem“. Logo como aluno publica dois trabalhos: “Desenvolvimento das funções em fracções contínuas”(Coimbra, 1871) e “Aplicação das fracções contínuas à determinação das raízes da equações” (no “Jornal de Sciencias Mathematicas, Physicas e Naturaes” da Academia das Ciências de Lisboa, tomo 4, 1872-1873). Foi nomeado Lente substituto da Faculdade de Matemática em 1876 e catedrático em 1879. Fundou em 1877 o “Jornal de sciencias mathematicas e astronomicas“ que se publicou até 1905. Em 1883 transferiu-se para a Academia Politécnica do Porto, onde continuou a sua obra notável sendo ainda hoje um dos matemáticos portugueses mais conhecido no estrangeiro.

JOSÉ BRUNO DE CABEDO doutorou-se em 1884 com uma tese intitulada “Integração das equações canónicas do movimento“(1884) e a dissertação de concurso para professor em Coimbra foi “Primeiras noções sobre a teoria das funcções uniformes”(1885); publicou oito artigos no Jornal de Sciencias Mathematicas e Astronomicas como “Sobre a formula de Taylor”(1886),  “Sobre o resto da formula de Taylor”(1891),  “Sobre os coeficientes da serie de Fourier” (1896),  e publicou ainda na revista Mathesis (Gand) o artigo “Sur le développement des fonctions en série” (1890).

LUCIANO PEREIRA DA SILVA (1864-1926), doutorou-se em 1889 com uma tese, “Pressões desenvolvidas no interior de liquidos em movimento“, onde estuda trabalhos de Kleitz e Boussinesq. É mais conhecido pela sua vasta obra sobre a História dos Descobrimentos, tendo em particular estudos sobre Pedro Nunes. É menos conhecida a sua actividade de actuário[29] : foi o responsável pelos primeiros Estatutos aprovados oficialmente da companhia Portugal Previdente, e foi um dos autores do trabalho “Bases Técnicas das Companhias portuguezas de seguros de vida”editado em 1909 pela Imprensa da Universidade de Coimbra.

Até meados do século XIX, as principais publicações de matemática foram praticamente as das Memórias da Academia das Ciências. onde colaboraram vários Lentes da Faculdade de Matemática. Só a partir de 1857 começaram a ser obrigatoriamente publicadas na Universidade as dissertações de doutoramento. Com a fundação da revista do Instituto de Coimbra, em 1853, começam a aparecer mais trabalhos de Matemática, por uma coincidência curiosa como veremos, mas também devido ao dinamismo da Faculdade de Matemática. Começando com muitas dificuldades económicas, o Instituto de Coimbra solicitou o apoio do governo para a publicação da revista “O Instituto”; este concede-lho mas com a condição de publicar “demonstrações, additamentos e memorias, com que os respectivos professores substituissem ou ampliassem alguma parte dos compendios por onde explicam”[30]. Apenas a Faculdade de Matemática aproveitou a oportunidade tendo no mesmo ano em que foi decidido o apoio do Governo, começado a publicar aí textos, na sua maioria claramente de apoio aos alunos. Muitos desses textos foram depois publicados separadamente e vendidos aos alunos. O número e variedade desses textos é tal que não poderão ser aqui referidos na totalidade. Entendo que merecem um estudo à parte. Referirei apenas aqueles que aparecem nos dez primeiros volumes da revista do Instituto de Coimbra (1853-1862):

Rufino Guerra Osório, Integraes definidos, vol. III, pp. 59-64, pp. 105-108, vol. V, pp. 213-216.

R.R. Sousa Pinto, Apontamentos de Trigonometria Spherica, vol. III, pp. 130-133, pp. 185-188.

Rufino Guerra Osório, Additamento á Geometria de Legendre, vol. III, pp. 234-235.

R.R. Sousa Pinto, Principio dos limites, e aplicação delle, vol. III, pp. 323-324.

R.R. Sousa Pinto, Apontamentos de Optica, vol. III, pp. 264-267, vol. IV, pp. 25-28, pp. 167-168, pp. 179-180 (e 4 estampas com 21 figuras entre as pp. 176-177).

Rufino Guerra Osório, Appontamentos sobre a theoria das paralelas, vol. IV, pp. 86-88.

Jacome Luiz Sarmento, Methodo facil ... formulas das variações seculares das excentricidades..., vol. VI, p. 121.

António José Teixeira, Trisecção do angulo por meio de hyperbole e circulo, vol. VI, pp. 121-124, pp. 134-136, pp. 177-179, pp. 191-192.

Jacome Luiz Sarmento, Refutação de uma proposição de Du-Bourgeut sobre o calculo integral, vol. VI, p. 121.

Jacome Luiz Sarmento, Discussão do valor da função perturbadora..., vol. VI, pp. 93-96, pp. 107-108.

Jacome Luiz Sarmento, Reflexões acerca da passagem das equações do movimento elliptico para as dos movimentos hyperbolico e parabolico, vol. VI, pp. 273-276.

Luiz Albano de Andrade Moraes, Eclipses do Sol, vol. VII, pp. 5-6.

R.R. Sousa Pinto, Eclipse do Sol, vol. VII, pp. 22-23.

Jacome Luiz Sarmento, Methodo facil ... distancias lunares..., vol. VII, pp. 94-96.

Jacome Luiz Sarmento, Methodo facil ... declinações da lua..., vol. VII, pp. 141-143.

Jacome Luiz Sarmento, Analyse das demonstrações dos theoremas de Laplace...., vol. VIII, pp. 54-55.

Sebastião Corvo D'Andrade, Nota sobre a dizima periodica, vol. VIII, pp. 291-294.

Sebastião Corvo D'Andrade, Breves noções do methodo de exaustão, vol. VIII, pp. 299-301.

Jacome Luiz Sarmento, Desenvolvimento de alguns calculos..., vol. VIII, pp. 343-352.

Sebastião Corvo D'Andrade, Nota sobre o Livro V de Euclides e particularmente sobre a definição V, vol. VIII, pp. 372-376.

Sebastião Corvo D'Andrade, Nota sobre as propriedades das linhas trigonometricas, vol. VIII, pp. 377-385.

Francisco Castro Freire, Additamento ano nº 226 dos elementhos de Mechanica Racional dos Solidos, vol. IX, pp. 41-43.

Francisco Torres Coelho, Das involventes, vol. IX, pp. 150-151.

Francisco Torres Coelho, Das funcções cuja geração é dada pelas series, vol. IX, pp. 213-218.

António José Teixeira, Sobre series exponenciais, vol. IX, pp. 307-308.

António José Teixeira, Sobre series exponenciais e logarithimicas, vol. X, pp. 34-35.

António José Teixeira, Physica-Mathematica, vol. X, pp. 206-210.

J.R.Ramos, Há no pendulo desvios aparentes e reais, vol. X, pp. 78-81, 102-106.

Este número considerável de 28 textos mostra o dinamismo de 10 anos da Faculdade de Matemática, ao se preocupar com a melhoria e actualização de temas contidos nos textos que seguiam nas suas cadeiras, tendo sido continuado em anos posteriores. Uma boa indicação da actualização dos professores da Faculdade de Matemática é dada pelo seguinte extracto da introdução do texto “Physica-Mathematica” de António José Teixeira já citado: “Consultámos algumas memórias, especialmente as das Academias de França, Turim e Berlim, o jornal da Eschola Polytechnica de Paris, e o de Mr. Liouville; os tractados de Cálculo differencial e integral de Lacroix, Cournot, Duhamel, e Timmermans; e a theoria das funcções ellipticas de Verhulst”.

Apesar deste volume de publicações, a difusão de trabalhos portugueses no estrangeiro era muito deficiente. É bem conhecido o caso de Daniel da Silva. Sousa Pinto[31] conta o caso de um trabalho de 1799 de Francisco de Paula Travassos sobre o cálculo de certas distâncias que foi mais tarde "redescoberto" por um cientista estrangeiro que o apresentou à Academia das Ciências de Paris em 1857. A propósito, comenta Francisco de Castro Freire: "Este caso, e outros muitos como este, fazem sentir a necessidade urgente de promover por todos os meios o nosso commercio litterario com as corporações scientificas extrangeiras, para que estas dêem o devido apreço a muitas riquezas nossas que lhes são desconhecidas (...) que sabidas nos acreditariam sobremaneira"[32]. E avança com a explicação de a ignorância no estrangeiro do que se fazia em Portugal ser "devida talvez ao pouco conhecimento da nossa lingua"[33]. A promoção do “commercio litterario” só começará a ser feita com a fundação em 1877 do “Jornal de sciencias mathematicas e astronomicas” por Francisco Gomes Teixeira.

Deve ainda ser assinalado o texto de Adrião Pereira Forjaz de Sampaio, Lente da Faculdade de Direito, “Resumo das preleções sobre a theoria da Estadística no curso de 1851-1852 na Universidade” em que relata o que se passou no que deverá ser o primeiro curso de Estatística de uma Universidade portuguesa. Adrião Sampaio é ainda autor do primeiro Curso de Estatística publicado em português “Primeiros Elementos de Ciência Estatística“ (Coimbra, 1841). Não se sabe qual o grau de interacção deste curso com a Faculdade de Matemática. Note-se que Rodolfo Guimarães não considera estes trabalhos na sua compilação.

   

[21] OLIVEIRA, Tiago de, Obras, vol. II, 1995, p. 142.
[22] Tomo 1 (1787-1788), pp. 1-36, 1797.
[23] publicado no tomo II das Memórias da Academia das Ciências de Lisboa, 1799, pp. 402-479.
[24] Vaga devido à prisão de José Anastácio da Cunha pela Inquisição em 1777.
[25] É indicado para a cadeira de “Phoronomia” pois a mesma Acta indica, relativamente a Miguel Franzini, que o Lente permaneceria ausente em Lisboa: “Concervandoce no Real serviço em q. S.ª Mag.de o tem empregado na Corte”.
[26] Que se doutorou em 1781.
[27] Que se doutorou em 1782.
[28] Memórias da Academia Real das Ciências, 1ª série, pp. 3-16.
[29] Deve também se referida neste contexto a carta de Luciano Pereira da Silva (de 1912) reproduzida no nº 26, 1945, da revista “Gazeta de Matemática” sobre o ensino da teoria matemática dos seguros na Alemanha. Aí é referido que Sidónio Pais, enquanto Vice-Reitor, fez uma proposta de criação de um curso de Estatística e de um curso de Matemática dos Seguros, o que não foi aprovado.
[30] in “O Instituto”, 1855, vol. III, p. 11.
[31] PINTO, R. R. Sousa, Astronomia Náutica, “O Instituto”, 1857, vol. V, pp. 10-11.
[32] FREIRE, Francisco de Castro, Memoria Historica da Faculdade de Mathematica, Coimbra, 1872, pp. 49-50.
[33] Ibidem, p. 49.