Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de utilização. Ao navegar aceita a política de cookies.
OK, ACEITO

Biblioteca e gabinete de leitura

A biblioteca era a âncora de fundação do Instituto de Coimbra, e tornou-se, ao mesmo tempo, um espelho da sua existência. Isto é, foi desde o início pensado que a constituição de uma biblioteca era essencial para a prossecução dos fins de uma academia científica e literária, e o modo como ela se construiu ao longo dos anos reflete as decisões tomadas e as definições que foram dando forma ao Instituto. Por outro lado, a atenção que esta biblioteca recebeu em diferentes momentos é também um reflexo das condições materiais do Instituto e das pessoas que giravam à sua volta.

Logo em setembro de 1853, a Direção presidida por Francisco José Duarte Nazaré assegurava ter diligenciado “as providências necessárias para que o Gabinete de Leitura seja brevemente provido de jornais estrangeiros literários e científicos, e para começar a formar a sua biblioteca com os donativos de obras oferecidas por alguns autores, sócios do Instituto, com as que espera obter das livrarias dos conventos extintos acumuladas no Colégio das Artes, e com as que vai encomendar, logo que as circunstâncias o permitirem” (O Instituto, 2: 145).

Nos primeiros anos, enquanto o sistema de permutas se ia consolidando, o Instituto recorreu à assinatura de periódicos. Com efeito, portes e assinaturas de jornais são despesas que constam praticamente desde o começo de vida do Instituto no seu balanço anual. Em contrapartida, as assinaturas do gabinete de leitura propiciavam uma fonte de receita para a sociedade.

O relatório anual da gerência literária e administrativa da Direção, publicado no volume 3 (1855), refere que esta, em outubro de 1853, ordenou “a assinatura de mais alguns jornais estrangeiros”, preocupando-se também em melhorar as condições do espaço de leitura (p. 237-238). Contava já com um número de 63 títulos de periódicos nacionais e estrangeiros, recebidos e consultáveis no gabinete de leitura. Não devemos esquecer, todavia, que o Instituto de Coimbra teve origem numa cisão, formalizada em 1852, de modo que alguma da sua bagagem material e intelectual transitou da sua anterior condição de Instituto da Academia Dramática.

A primeira lista de periódicos recebidos no gabinete de leitura, publicada no volume 2 (1854), reflete as condições que assinalámos. Ela compõe-se de periódicos generalistas, principalmente, provenientes de Lisboa, Coimbra, Porto, Braga, Aveiro, Viseu, Madeira, S. Miguel e Terceira, pouco depois acrescentadas de outras localidades. São títulos das gazetas mais importantes àquela época, tais como o Diário do Governo, A Revolução de Setembro, O panorama, o Periódico dos pobres no Porto ou O conimbricense, entre muitos outros. Além disso, a lista de títulos inclui já alguns periódicos especializados, como o Jornal da Sociedade Farmacêutica Lusitana, O escoliaste médico (ambos de Lisboa), o Jornal da Associação Industrial Portuense ou A voz do operário (Porto). Das várias dezenas de títulos registados, cerca de quinze correspondiam a periódicos estrangeiros, originários do Brasil, de Espanha e de França, destacando-se a Revue des deux mondes, o Journal d'agriculture pratique, L'Institut (todos de Paris), os Anales de Medicina Homeopática (Madrid) e O cosmopolita (Pernambuco).

Pelos sucessivos relatórios percebemos que o número de títulos recebidos foi aumentando, variando também os locais de origem, chegando jornais como A aurora do Lima, de Viana do Castelo, O leiriense ou O setubalense. A política de permutas veio tornar cada vez mais especializada a biblioteca do Instituto, reunindo publicações periódicas de várias sociedades científicas e literárias, versando áreas tão diversas como a Medicina, a História, a Psicologia, a Educação, a Física, a Matemática, etc. Por outro lado, esta biblioteca era enriquecida em paralelo pelas obras oferecidas ao Instituto por sócios nacionais e estrangeiros. Com o passar dos anos, as relações dos livros oferecidos ao Instituto são cada vez mais extensas.

Em geral, a biblioteca do Instituto de Coimbra cresceu, essencialmente, através de duas vias: a permuta de periódicos com O Instituto e a oferta de livros por parte de sócios e outras entidades. No cômputo geral, as aquisições representam uma pequena fatia. O estado atual da biblioteca do Instituto, à guarda da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, atesta um peso superior dos periódicos sobre as monografias, que no entanto não se poderá estender ao tempo de vida do Instituto, pois sabemos que a coleção que chegou ao edifício da Biblioteca Geral se encontra mutilada. Um documento do Arquivo do Instituto, não datado mas aparentando provir de meados do século XX, apresenta uma relação de volumes da Biblioteca, estimando em 8500 volumes as revistas e em cerca de 10000 os livros, sendo que, destes, estariam 3 mil catalogados e cerca de 7 mil por catalogar.

Desta forma, se olharmos para as monografias, topamos facilmente com autores que foram sócios do Instituto de Coimbra, os quais ofereciam as suas obras quer como elemento de candidatura ao lugar, quer depois de obtido este, não só para divulgarem os seus trabalhos mas também como prova de que continuavam a merecer a qualidade de sócio. Durante algum tempo, o registo dessas ofertas efetuou-se na própria revista O Instituto, que publicava em cada volume uma lista de obras oferecidas, listas essas constituídas, cada uma, por largas dezenas de títulos. Assim, ao pegarmos num livro de uma qualquer estante desta biblioteca, facilmente encontraremos uma dedicatória do autor ao Instituto de Coimbra.

Outros pequenos núcleos se distinguem no segmento das monografias. Um deles parece ser o que resta do anterior Instituto Dramático, com obras antigas e relativas à arte dramática, entre as quais se inclui uma edição setecentista do teatro de Carlo Goldoni. Um outro conjunto, pequeno mas distinto, é a Coleção de tratados, convenções, contratos e atos públicos celebrados entre a coroa de Portugal e as mais potências, oferecida por Júdice Biker. Este sócio, falecido em 1899, deixou, além disso, ao Instituto um legado de livros (cf. assembleia geral de 12.3.1899). Outro ainda é o das obras completas do astrónomo Christiaan Huygens, que a Sociedade Holandesa de Ciências ofereceu ao Instituto, junto com alguns volumes dos Archives néerlandaises de physiologie de l'homme et des animaux. Notar-se-á, por fim, o conjunto dos livros que, por mais de uma vez, a Academia das Ciências de Lisboa ofereceu ao Instituto.

Era uma biblioteca que possuía, até, valiosos manuscritos, de que apenas podemos seguir o rasto através de referências deixadas em ata. Assim, em abril de 1883, foi oferecido ao Instituto, em nome do autor, António José Viale, o manuscrito, da letra de Inocêncio Francisco da Silva, da 1ª edição do Bosquejo métrico da história de Portugal (cf. O Instituto, 30: 511). O Dicionário bibliográfico português, do segundo autor, também chegou à biblioteca do Instituto, sendo oferecidos os volumes que Brito Aranha acrescentou. De grande relevo é a coleção de manuscritos relativos às “Memórias” de António Feliciano de Castilho, compiladas pelo filho, Júlio de Castilho, que as legou em testamento ao Instituto (cf. O Instituto, 66: 161).

Em termos de material não livro, chegavam à biblioteca do Instituto sobretudo mapas e outros documentos cartográficos, mas também fotografias ou medalhas. Registe-se, a título de exemplo, uma curiosa oferta de uma fotografia direta da Lua obtida em Lisboa por Narciso de Lacerda (Atas da Direção, 2.7.1887); ou ainda as fotografias de monumentos portugueses existentes em Marrocos, remetidas pelo Office du Protectorat de la République Française au Maroc (apresentadas em assembleia geral de 2 de junho de 1927).

Resta salientar, pelo interesse que hoje representa para os investigadores, um núcleo de publicações do Secretariado Nacional da Informação, que provavelmente eram distribuídas ao Instituto na sua qualidade de organismo de interesse público, e que constitui um importante conjunto de obras fundamentais para o conhecimento da ideologia do Estado Novo. Inclui títulos como O Estado Novo: princípios e realizações, Cartilha do corporativismo, e vários da série “O pensamento de Salazar”, que inclui artigos e discursos do Presidente do Conselho. No lado oposto, ainda no campo político, merece realce o conjunto de obras reunidas nesta biblioteca em virtude das relações com a Associação de Amizade Portugal-RDA, constituído por volumes relativos à ideologia comunista e à sua expressão nos diferentes países.

No que diz respeito aos periódicos, pode-se dizer que estes constituem o segmento mais significativo da biblioteca do Instituto. Por um lado, é uma vasta coleção, quer do ponto de vista do número de volumes, quer ao nível da variedade de títulos, de diferentes proveniências. Por outro lado, tendo em conta que, na perspetiva documental, uma publicação periódica representa um item de mais difícil acesso, aquelas características tornam-se ainda mais salientes.

Como já foi dito, a maior parte destas revistas (o número de jornais é reduzido, veremos porquê) chega ao Instituto por troca com a sua revista. Conseguimos elaborar uma lista elucidativa e aproximada do conjunto dos títulos que eram recebidos nessas circunstâncias. No entanto, outros periódicos eram adquiridos ou assinados pelo Instituto, há documentos que comprovam essa prática ao longo dos anos, apesar das dificuldades financeiras que frequentemente subiam à tona. Tal aquisição justifica-se pela importância que os periódicos foram adquirindo ao nível da informação, da opinião pública e da divulgação científica. O Instituto de Coimbra nasceu no século da explosão dos periódicos, não sendo de estranhar que estes ocupassem um lugar de relevo na sua atividade, sob diversos aspetos. 

Por outro lado, jornais e revistas eram os papéis mais procurados no Gabinete de Leitura do Instituto, de que falaremos adiante. A classe erudita prezava em especial os jornais estrangeiros, particularmente os franceses. Três dos mais conceituados, a Revue des deux mondes, a Illustration française e as Comptes rendues de l’Académie des Sciences de Paris, eram assinados pelo Instituto. Apesar de, em determinadas alturas, as condições financeiras terem obrigado a suspender as assinaturas, as coleções destes periódicos estão bastante preenchidas.

Por agora, procuraremos traçar uma panorâmica das etapas por que passou o tratamento técnico da Biblioteca do Instituto de Coimbra. Os instrumentos que chegaram até nós, preservados no Arquivo do Instituto de Coimbra, fazem crer que estes livros e revistas tiveram um tratamento profissional, de acordo com as regras de cada época. Os mais recentes são livros de registo e fichas catalográficas semelhantes aos que ainda hoje perduram em bibliotecas de estabelecimentos públicos. Ou seja, estavam devidamente catalogados e registados os volumes da biblioteca, tal como podemos verificar numa boa parte dos exemplares que sobreviveram, contendo cota, etiqueta e carimbos do Instituto. Nem sempre esteve tão bem organizada, mas foi uma preocupação que se observou desde cedo, uma vez que se preservaram outros livros de registo mais antigos. Além disso, a biblioteca e o gabinete de leitura tinham sempre um responsável (ou dois) nomeado pela Direção, como veremos.

Na Direção de João José de Mendonça Cortês, foi o próprio presidente que se ocupou da catalogação das espécies bibliográficas, declarando, em sessão de 7 de janeiro de 1875, que já havia adiantado um terço dos volumes, e entregando, a 24 de fevereiro seguinte, ao diretor do gabinete, Fonseca Pinto, os “bilhetes” dos livros catalogados, isto é, as fichas catalográficas. O catálogo ficou pronto em julho de 1877, mediante a supervisão de José Epifânio Marques, que havia sido nomeado diretor do gabinete e da biblioteca seis meses antes. 

Note-se, entre parêntesis, que o conselheiro Mendonça Cortês, enquanto presidente do Instituto, ofereceu a esta biblioteca um conjunto de 47 livros e folhetos (cf. sessão da Direção de 7.12.1875). Foi um ano muito proveitoso para esta biblioteca, que recebeu, além desta, uma valiosa oferta da Academia das Ciências de Lisboa, onde constavam títulos como: Jornal de Ciências Matemáticas Físicas e Naturais, Ovídio e Castilho, Portugaliae Monumenta Historica, Memórias da Academia, Corpo diplomático de Rebelo da Silva, Lendas de Gaspar Correia, Quadro elementar do Visconde de Santarém, História dos estabelecimentos científicos de José Silvestre Ribeiro. Como forma de agradecimento, o Instituto remeteu à Academia uma coleção da sua revista (cf. sessão da Direção de 20.2.1876).

As publicações encontram-se agrupadas, nesta altura, segundo categorias temático-formais, ou seja, deste modo, a cada categoria é atribuída uma cota, do género “Estante 2ª Raio 6º”. Cada registo é preenchido com os campos: número de ordem, autor, título, local e data, volumes, estado (encadernado ou brochado). As categorias especificadas são as seguintes: discursos e sermões; dissertações académicas; geografia, história e arqueologia; jornais de literatura; jornais de matemática e filosofia; jornais de medicina; jornais de ciências morais e sociais; literatura dramática; literatura geral; memórias; poesias; publicações periódicas; relatórios; romances; ciências morais e sociais; secção de matemática e filosofia; secção de medicina; livros em duplicado.

Mas esta não foi a primeira atividade de catalogação genuína da biblioteca do Instituto. O mais antigo catálogo que se preservou data de 1866, tratando-se de um livro a que foi atribuída a designação “Relação dos livros do Instituto, em 1866”. Pela forma como está organizado, configura um catálogo topográfico, que segue a ordem dos livros nas estantes. Contém os seguintes campos: número de ordem, autores, títulos das obras (inclui local e data), volumes, estado (encadernado, brochado, faltas). Não sendo certo que o livro esteja completo, atinge o número 362, correspondendo ao número de títulos, e não de volumes, que seria bastante maior. A abertura do catálogo consiste em dois parágrafos de indicação da forma de localizar o que se pretende: “Devem procurar-se os livros começando no raio 1º da Estante AB, da esquerda para a direita, até terminar o 1º raio; recomeçando depois no 2º, 3º até ao 6º. A mesma ordem para os Armários. NB: Conhece-se o primeiro raio contando de cima para baixo”.

Foi também uma das preocupações da Direção de Bernardino Machado a elaboração de um catálogo que facilitasse a consulta das espécies bibliográficas pelos leitores. Quando terminado, no primeiro semestre de 1898, ficou a biblioteca (novamente) aberta aos sócios (assembleia geral de 4.6.1898).

Quanto aos periódicos, especificamente, apenas em 1890 se encontra notícia da intenção de catalogar todas as publicações periódicas, e, além disso, iniciar uma listagem das que se fossem recebendo daí em diante. Contudo, o trabalho não seria caracterizado por grande profissionalismo, uma vez que a tarefa ficou atribuída aos empregados da casa, e estes, geralmente, possuíam escassa instrução (cf. atas da Direção de 30.7.1890). Mais tarde, foram elaboradas as fichas de inventário como hoje as conhecemos, que servem principalmente para efetuar um controlo dos números recebidos de cada título.

A coleção de jornais, pelo menos, não era guardada por inteiro, considerando-se este tipo de publicação como algo efémero, tanto do ponto de vista material como de conteúdo, e por isso descartável. Ou seja, os jornais eram valorizados mas como leitura do momento, não havendo posteriormente a preocupação de os preservar, até porque o papel em que eram impressos tinha, geralmente, má qualidade. Pelo menos parece ser este o raciocínio dos dirigentes do Instituto, e só assim se explica que se tenha recorrido, em diversas ocasiões, à venda de jornais antigos como fonte de receita. Por exemplo, em 1910, a Direção comunicava que a venda dos jornais diários dos dois anos anteriores havia rendido 19930 réis (cf. Livro de Atas da Direção, 23.7.1910).

Quando o Instituto de Coimbra nasceu, estavam em fase de disseminação os gabinetes de leitura, que haviam surgido para responder à crescente procura de livros, quer de recreio quer de instrução, proporcionando o acesso a obras em apreço mediante o pagamento de uma mensalidade. Constituíram um importante instrumento de incentivo à leitura, e resultaram de diferentes motivações, como refere M. Tavares Ribeiro (1999: 193): “os gabinetes de leitura foram essencialmente negócio de livreiros, mas também surgiram ligados a associações culturais, profissionais e a folhas periódicas”. As modalidades de leitura que proporcionavam eram essencialmente duas: “O gabinete de leitura permitia a fixação do público leitor em local apropriado ou facultava, mediante o aluguer do livro, a sua leitura domiciliária”.

Sendo assim, também o Instituto fundou o seu próprio gabinete de leitura, que, no caso específico, destinava-se a uma fatia particular de leitores: aqueles que, sócios ou não, por algum motivo não tinham acesso à biblioteca da Universidade, ou quando esta não respondia às suas necessidades. A instituição do gabinete de leitura do Instituto vem do tempo do Instituto da Academia Dramática, nos mesmos moldes em que foi continuado, segundo se lê na “Crónica do Instituto Dramático”: nele se liam “todos os periódicos políticos do Reino, e alguns principais estrangeiros, e bom número de publicações literárias e científicas de todo o género” (Revista académica, nº 1, 15 mar. 1845: 5).

Os gabinetes de leitura deste tipo eram, portanto, entendidos como prestadores de um serviço de leitura de atualidades políticas, científicas e literárias, sendo por isso os jornais o seu principal núcleo. Existiam, além disso, gabinetes cuja primeira missão era oferecer um leque alargado de novelas e romances, em especial a senhoras, colocando-se assim do lado recreativo. Não é, certamente, o caso do Instituto, como se vê desde logo no artigo 1º (Título I) do Regulamento para o gabinete de leitura do Instituto de Coimbra[60] : este “conterá jornais políticos, literários e científicos, sendo estes os de maior importância em relação ao fim do Instituto; compreenderá também uma biblioteca”. Ou seja, nesta definição, entende-se a biblioteca como parte do gabinete de leitura, no sentido de depósito de livros, mas o segmento dos periódicos é, sem dúvida, o principal. 

Para orientação dos leitores, o Regulamento prevê a afixação num quadro de uma lista ordenada dos títulos disponíveis (art. 3º). Admitidos a frequentar o espaço eram os sócios do Instituto, os assinantes de O Instituto e os simples assinantes do gabinete (art. 5º), ou seja, no fundo, estava aberto a qualquer pessoa interessada. O Regulamento estipula ainda o preço da assinatura mensal: 300 réis para os que também assinam O Instituto, 480 réis para os que apenas assinam o gabinete. A leitura era presencial, quer para os jornais quer para os livros, que só mediante autorização escrita do diretor poderiam sair (art. 7º). As regras de comportamento eram simples: “Os leitores do gabinete podem estar cobertos, mas não conversar, fumar ou perturbar de qualquer modo a atenção e silêncio que convém guardar-se” (art. 8º). 

Como responsáveis pelo gabinete, o Regulamento estipula a contratação de um guarda (que na realidade exercia funções para além daquelas estritamente ligadas ao gabinete) e eventualmente um ajudante, e a nomeação de um diretor pela Direção do Instituto, mediante proposta de cada uma das classes (art. 1º do Título III). De acordo com o artigo 114 do Regulamento Interno de 1860, as funções do diretor do gabinete eram: “regular tudo o que pertence ao bom arranjo, conservação e melhoramento do gabinete e da biblioteca; fazer carimbar os jornais na entrada no gabinete, e os livros da biblioteca; promover perante a Direção do Instituto a troca ou a assinatura dos jornais e a compra dos livros; mandar brochar ou encadernar os jornais; fiscalizar a distribuição e a remessa do jornal; admitir os assinantes do gabinete; fazer adicionar aos catálogos os volumes acrescidos; advertir e repreender, sendo mister, o guarda e o ajudante, e requerer na Direção a despedida dos mesmos; e prestar a essa os esclarecimentos que lhe exigir”.

As funções do guarda seriam: cumprir as ordens do diretor em tudo o que pertence ao asseio, bom arranjo, conservação e melhoramento do gabinete e da biblioteca; aí permanecer durante todo o tempo em que estiver aberto; fazer distribuir o jornal pelo cobrador aos assinantes da terra e expedi-lo aos de fora; fornecer aos leitores, às secções, à direção, à redação do jornal e à assembleia geral os periódicos e livros que lhe forem requisitados devidamente; velar pela conservação dos jornais e livros expostos sobre as mesas, participando de imediato qualquer falta ao diretor, sob pena de responder pelo objeto extraviado (art. 115º).

Analisando a documentação do Arquivo do Instituto relativa ao gabinete de leitura, verificamos que, na década de 1850, os assinantes do gabinete que conjuntamente assinavam o jornal eram cerca de 15. Na modalidade de apenas assinantes do gabinete eram aproximadamente 30. Na década seguinte, os preços aumentam para 400 réis mensais para os primeiros, e 500 réis mensais os segundos (são os novos preços que entram em vigor com o Regulamento Interno de 1860); subindo todavia ligeiramente o número de assinantes. A Direção resolveu, em 1878, enviar missivas a determinadas pessoas convidando-as a tornarem-se assinantes, com o objetivo de ampliar o gabinete de leitura (Livro de Atas da Direção, 26.11.1878).

Segundo o artigo 4º (Título I) do Regulamento, o gabinete estaria aberto diariamente (dias úteis), de outubro a março a partir das 9h, de abril a setembro a partir das 8h, até ao anoitecer. Para além disso, “o diretor pode, no entanto, decidir a abertura do gabinete para mais ou menos uma hora e, nas vésperas de feriado, manter aberto o gabinete por mais duas horas após o anoitecer”. Com efeito, segundo reza o anúncio publicado n’O conimbricense de 29 de outubro de 1859, “A Direção do Instituto de Coimbra resolveu que, desde o dia 1º de novembro em diante, o Gabinete de Leitura do mesmo Instituto se conserve aberto nas vésperas de aula até às 7, e nas vésperas de feriado até às 9 horas da noite”. Acrescenta que o gabinete disponibilizava aos assinantes “os jornais científicos, literários e políticos do país, os científicos e literários publicados em Espanha, França e Bélgica, bem como a Instrução inglesa etc. etc.”.

Se continuarmos a percorrer as páginas d’O conimbricense, encontraremos anúncio de um outro gabinete de leitura na cidade, que todavia não fazia concorrência ao do Instituto. Situado na Rua da Sofia, o gabinete de leitura de António de Oliveira oferecia romances para alugar e obras dos melhores autores, por 400 réis de assinatura mensal ou 20 réis cada dia e noite (1863).

Com o Regulamento Interno de 1877, torna-se mais aberta a possibilidade de empréstimo domiciliário das espécies. Quanto aos periódicos, apenas proíbe a saída do último número de qualquer título desta categoria. De um modo geral, são permitidas requisições para casa, nas seguintes condições: para qualquer objeto do gabinete ou da biblioteca que leve para casa, o assinante deve deixar ao guarda um documento escrito a indicar o seu nome e a descrever o objeto, e a data em que o requisita, sendo que no prazo de trinta dias deve ser devolvido à Biblioteca (arts. 74º e 75º). O horário também foi ligeiramente alterado: a partir daqui, a biblioteca e o gabinete estariam abertos todos os dias, das 9h às 19h de outubro a março, e das 7h às 20h nos outros dias.

Com o tempo, o conceito de biblioteca foi assimilando o de gabinete de leitura, de maneira que este último, enquanto unidade isolada, desapareceu gradualmente nas primeiras décadas do século XX. Assim aconteceu também com o do Instituto. Se, nos primeiros anos de 1900, ainda se falava em gabinete e biblioteca separadamente, a partir dos anos 1930 já se pensa a biblioteca como um todo que inclui a consulta e leitura e os depósitos. A evolução acompanha a difusão do livro e do jornal por cada vez mais pessoas, que podem assim adquirir para si próprias os seus motivos de leitura, sem estarem dependentes de uma instituição que os assine ou compre e empreste.

Claro que, devido às vicissitudes que afetaram o Instituto em termos de instalações, nem sempre foi fácil manter o serviço de leitura. O período mais complicado terá acontecido aquando da transferência repentina para o Arco do Bispo, um edifício que porventura estaria mal adaptado à instalação de uma biblioteca. É o que se depreende da proposta apresentada em assembleia geral por Joaquim de Carvalho, a 28 de outubro de 1924, “para que seja facultada ao público a importante biblioteca do Instituto logo que se consiga do Governo que sejam feitas as obras indispensáveis para este efeito” (O Instituto, 71: 433). Entretanto, seguiram os contactos com o Governo para a intervenção no edifício, mas demoraram, porque, passados dois anos, o mesmo sócio, junto com Alberto Pessoa e Anselmo Ferraz de Carvalho, voltava a insistir na necessidade de abrir ao público a biblioteca (assembleia geral de 21.4.1926). 

Apesar de, efetivamente, se terem concluído as obras alguns anos depois, não parece que tenham sido suficientes para conceder o devido lugar aos livros e revistas. Isto porque, em novembro de 1936, quando o edifício de São Bento é consignado ao Instituto, a principal satisfação do presidente com esta concessão é poder instalar finalmente “a sua magnífica biblioteca e as centenas de revistas que anualmente recebe por troca com a sua, para receber condignamente os seus visitantes e dar realização às conferências” (assembleia geral de 12.11.1936).

Ao fazer-se a transferência para a última sede, na Rua da Ilha, foram debatidas as condições de reorganização e acondicionamento das espécies, voltando a Direção a reconhecer a urgência de se efetuar a catalogação e agora também encadernação das revistas. De facto, o presidente Anselmo Ferraz de Carvalho ordenou um inventário das mesmas, com o objetivo de serem encadernadas (cf. sessão da Direção de 3.12.1948)[61] . No ano seguinte, e pela primeira vez, era contratado um funcionário para se dedicar especificamente à organização e catalogação da biblioteca, bem como do arquivo de O Instituto (cf. sessão da Direção de 28.11.1949). Um dos últimos sócios responsáveis pela Biblioteca do Instituto foi o coronel Belisário Pimenta. Este investigador de temas de História, especialmente a militar, havia realizado um trabalho de catalogação de manuscritos de temas afins, existentes na Biblioteca da Universidade. A partir de 1944 (assembleia geral de 19.5.1944), torna-se diretor da Biblioteca do Instituto, onde permanece até ao final da década de 60.

Ainda recentemente, a Biblioteca do Instituto, apesar dos problemas de infiltrações no edifício da Rua da Ilha, estava em pleno funcionamento, aberta todas as tardes (das 16h às 20h) de segunda a sexta-feira, como anunciava o volume 139 (1979) d’O Instituto (p. 255). Era ambição desta biblioteca prestar apoio a professores, assistentes e investigadores da Universidade, especialmente na preparação de estudos e teses, o que mais uma vez comprova a íntima ligação do Instituto com a Universidade de Coimbra. O mesmo serviço prolongou-se pelo menos pela década de 1980, aberto igualmente a discentes universitários, e disponibilizando não apenas espécies bibliográficas mas também filmes e exposições (cf. O Instituto, 140/141: 321).

Uma renovada oferta implementada nesta biblioteca em 1979 prende-se com a ideia de servir a comunidade mais próxima e particularmente as faixas etárias mais jovens. É nesse sentido que o presidente Luís de Albuquerque escreve a diversas entidades: 

Ocupa o Instituto de Coimbra um edifício situado na Rua da Ilha, ou seja, no centro da chamada Alta de Coimbra, que é, sem dúvida, o bairro mais populoso da cidade e, também, o que abriga famílias com poder económico mais fraco. A atual Direção do Instituto, atendendo a que pode dispor de espaço no seu rés do chão, e ao facto de passar em 1979 o Ano Internacional da Criança, refletiu que podia manter aberta ao público infantil e juvenil uma biblioteca apetrechada com obras mais convenientes (Cópias da Correspondência Expedida, 6.3.1979).

A ideia era, portanto, organizar uma biblioteca aberta ao público da alta da cidade, uma das zonas mais populosas e também mais pobres, havendo por isso de apetrechar a biblioteca com os livros adequados. Foi obtido um subsídio para esse efeito, adquiridos os livros e constituída uma biblioteca especializada que durante algum tempo crianças e jovens frequentaram.

Simultaneamente, pensando num outro tipo de público, era disponibilizada a coleção de periódicos: “Na intenção de exercer uma ação cultural cada vez mais larga e viva, a Direção desta secular instituição achou por bem incluir no seu programa para 1979 a abertura ao público da Biblioteca de Revistas que possui nas suas instalações” (Cópias da Correspondência Expedida, 19.3.1979).

Atualmente enquadrada nas coleções da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, a biblioteca do Instituto vai, gradualmente, revelando as suas virtualidades, transmitidas agora a um público mais vasto, que poderá assim usufruir de novas leituras. Efetivamente, os títulos presentes nas estantes do Instituto de Coimbra são, em muitos casos, únicos no panorama dos catálogos nacionais, ou seja, correspondem a obras de difícil acesso, ou mesmo desconhecidas, que doravante se apresentam aos leitores. Explica-se esta característica principalmente pela bibliografia de autores estrangeiros, sócios do Instituto, mas também por autores portugueses cujas obras se achavam menos divulgadas.   

A própria coleção de periódicos constitui um acervo alargado de potencialidades de investigação. O periodismo científico, em especial, encontra-se ali representado por um vasto conjunto de títulos, fundamentais, por exemplo, para o historiador da ciência. No campo das artes e letras, a coleção do Instituto oferece exemplares de diversificada proveniência, expressão de correntes de pensamento que se sucederam ao longo dos anos. Concluindo, o visível interesse que os leitores têm demonstrado pelas espécies bibliográficas reunidas pelo Instituto vem confirmar esta biblioteca como um dos maiores legados da academia. 

Resta finalizar com um elenco possível (onde se notará a lacuna para alguns anos, por falta de dados disponíveis) dos diretores e vice-diretores da biblioteca e gabinete de leitura do Instituto de Coimbra, acompanhado das datas de nomeação.

1852 diretor Francisco Moniz Barreto Corte Real

1854 diretores Raimundo Venâncio Rodrigues, Manuel dos Santos Pereira Jardim e Francisco de Sousa Holstein

1855 diretor Matias de Carvalho e Vasconcelos

1858 diretor interino Albino Augusto Geraldes 

1858 diretor interino Luís Albano de Andrade Morais e Almeida 

1859 diretor Firmino de Magalhães[62]

1869 diretor Manuel da Costa Alemão

1875 diretor Abílio Augusto da Fonseca Pinto, vice-diretor Augusto Sarmento

1877 diretor José Epifânio Marques, vice-diretor Augusto Mendes Simões de Castro

1889 diretor José Epifânio Marques, vice-diretor Abílio Augusto da Fonseca Pinto

1894 diretor José Epifânio Marques, vice-diretor Eugénio de Castro

1910 diretor Amadeu Ferraz de Carvalho, vice-diretor Augusto Mendes Simões de Castro

1915 diretor Alberto Monsaraz, vice-diretor Augusto Mendes Simões de Castro

1917 secretário Augusto Mendes Simões de Castro, vice-secretário José Manuel de Noronha

1923 secretário Augusto Mendes Simões de Castro, vice-secretário José Manuel de Noronha

1940 diretor A. Gomes de Sousa

1944 diretor Belisário Pimenta

Para se fornecer uma imagem da importância da coleção que esta biblioteca foi aglomerando, segue-se uma lista alfabética de periódicos recebidos por permuta com O Instituto.

Abhandlungen herausgegeben vom Naturwissenschaftlichen Verein zu Bremen

Abhandlungen und Vorträge herausgegeben von der Bremer Wissenschaftlichen Gesellschaft

La academia (Madrid)

O açoriano oriental (Ponta Delgada)

Águia: órgão da Renascença Portuguesa (Porto)

Amatus Lusitanus (Lisboa)

Anais da Estação Agrária Nacional (Lisboa)

Anais da Faculdade de Ciências do Porto

Anais do Club Militar Naval (Lisboa)

Anais do Instituto de Medicina Tropical (Lisboa)

Anais do Instituto Superior de Agronomia (Lisboa)

Analecta Bollandiana (Bruxelas)

Anales de instrucción primaria (Montevideo)

Anales de la Academia de Ciencias Exactas, Físicas y Naturales (Buenos Aires)

Anales de la Sociedad Científica Argentina (Buenos Aires)

Anales de la Universidad Central (Quito)

Anales de la Universidad de Chile (Santiago de Chile)

Anales del Museo de Historia Natural de Montevideo

O angrense

Annales de l’Observatoire de Paris (Section de Meudon)

Annual report of the Board of Regents of the Smithsonian Institution (Washington)

Archipelago: boletín de la Institución Hispano-Cubana de Cultura de Oriente (Santiago de Cuba)

Archives néerlandaises de phonétique expérimentale (Harlem)

Archives néerlandaises de physiologie de l’homme et des animaux (Harlem)

Archives néerlandaises des sciences exactes et naturelles (Harlem)

Archivo ibero-americano: revista de estudios históricos (Madrid)

Archivum Franciscanum Historicum (Florença)

Arqueologia e história (Lisboa)

O arqueólogo português (Lisboa)

Arquivo de Anatomia e Antropologia (Lisboa)

Arquivo do enfermeiro (Lisboa)

Arquivos (Nova Goa)

Arquivos de clínica médica (Porto)

Arquivos do Instituto Bacteriológico Câmara Pestana (Lisboa)

Arquivos do Museu Nacional (Rio de Janeiro)

Atti e memorie: Reale Accademia Virgiliana di Mantova

Aurora dos Açores (Ponta Delgada)

Aus Natur und Museum. Senckenbergische Naturforschenden Gesellschaft (Frankfurt am Main)

Ayuntamiento de Madrid: revista de la biblioteca, archivo y museo

Bem público (Lisboa)

Bergens Museum. Arsberetning

Bergens Museums Arbok. Historisk-Antikvarisk Raekke

Biblos: revista da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

Boletim bibliográfico da Biblioteca da Universidade de Coimbra

Boletim cultural da Guiné Portuguesa (Bissau)

Boletim da Agência Geral das Colónias (Lisboa)

Boletim da Assistência Nacional aos Tuberculosos (Lisboa)

Boletim da Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Braga

Boletim da Câmara Portuguesa de Comércio de São Paulo

Boletim da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria (Rio de Janeiro)

Boletim da Classe de Letras (Lisboa)

Boletim da Companhia do Niassa (Porto Amélia)

Boletim da Faculdade de Direito (Coimbra)

Boletim da Sociedade Broteriana (Coimbra)

Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa

Boletim de estatística e informação agrícola (Lisboa)

Boletim de minas (Lisboa)

Boletim de previdência social (Lisboa)

Boletim do Arquivo Histórico Militar (Lisboa)

Boletim do Instituto Alemão da Universidade de Coimbra

Boletim do Instituto de Criminologia (Lisboa)

Boletim do Instituto Francês em Portugal (Coimbra)

Boletim do Instituto Vasco da Gama (Nova Goa)

Boletim do Ministério da Agricultura (Coimbra)

Boletim do Museu Nacional (Rio de Janeiro)

Boletim dos hospitais civis de Lisboa

Boletim mensal da Câmara Portuguesa de São Paulo

Boletim mensal da Direção Geral de Estatística (Lisboa)

Boletim oficial da colónia de Angola (Luanda)

Boletim oficial da colónia de Macau

Boletim oficial do Governo da Província de Cabo Verde (Cidade da Praia)

Boletim oficial do Governo Geral do Estado da Índia (Nova Goa)

Boletín bibliográfico del Centro de Intercambio Intelectual Germano-Español (Madrid)

Boletín de agricultura: organo del Ministério de Industrias (Bogotá)

Boletín de la Academia Nacional de la Historia (Caracas)

Boletín de la acción católica de la mujer en Vizcaya

Boletín de la Comisión Provincial de Monumentos Históricos y Artísticos de Orense

Boletín de la Institución Libre de Enseñanza (Madrid)

Boletín de la Real Academia de la Historia (Madrid)

Boletín de la Real Academia Gallega (Corunha)

Boletín de la Real Sociedad Geográfica (Madrid)

Boletín de la Sociedad Agricola del Norte (La Serena, Chile)

Boletín de la Sociedad Agricola del Sur (Concepción, Chile)

Boletín de la Sociedad Castellonense de Cultura (Castellón)

Boletín de la Sociedad de Estudios Vascos (San Sebastian)

Boletín de la Sociedad Geográfica de Lima

Boletín de propaganda agrícola (Bogotá)

Boletín del Archivo Nacional (Caracas)

Boletín del Centro de Estudios Americanistas de Sevilla

Boletín del Museo Arqueológico Provincial de Orense

Boletín del Seminario Matemático Argentino (Buenos Aires)

Boletín mensual del Observatorio del Ebro (Tortosa)

Boletín-revista del Ateneo de Valencia

Bolletí de la Societat Arqueologica Luliana (Palma de Maiorca)

Brasil (Lisboa)

Bremisches Jahrbuch (Bremen)

Brotéria (Porto)

Bulletí excursionista de Catalunya (Barcelona)

Bulletin de l’Institut des Recherches Biologiques et de la Station Biologique à l’Université de Perm

Bulletin of the Geological Institution of the University of Upsala

Bulletin of the Institute of Historical Research (Londres)

Bulletin of the John Rylands Library (Manchester)

Bulletin of the New York Public Library

Ce fastu?: bolletino mensile della Società Filológica Friulana (Udine)

La ciencia tomista (Salamanca)

La ciudad de Dios 

Civilização (Lisboa)

Colombo: rivista bimestrale dell’Istituto Cristoforo Colombo (Roma)

Commentari dell’Ateneo di Brescia 

Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal (Lisboa)

O correio micaelense (Ponta Delgada)

La critica: rivista di letteratura, storia e filosofia (Nápoles)

Cronica de los hospitales (Madrid)

Cultura: revista de Letras (Lisboa)

Diário da Câmara dos Deputados (Lisboa)

Diário do Maranhão

Diritto e politica (Roma)

Douro Litoral (Porto)

Doze de agosto (Lisboa)

El economista (Madrid)

Enciclopedia de educación (Montevideo)

Escalabitano (Santarém)

Escoliaste médico (Lisboa)

La escuela moderna (Madrid)

Estudos: revista mensal de cultura e formação católica: órgão do CADC de Coimbra

Estudos sociais e corporativos (Lisboa)

Études: revue catholique d'intérêt général (Paris)

Federação

Folia anatomica japonica (Tóquio)

Folia anatomica Universitatis Conimbrigensis

Gazeta da Relação de Lisboa: revista crítica dos tribunais

Gazeta dos tribunais (Lisboa)

The geographical journal (Londres)

Ginesta (Barcelona)

Hespéris: archives berbères et bulletin de l'Institut des Hautes Etudes Marocaines (Paris)

Iberica (Hamburg)

Ibero-amerikanisches Archiv (Bonn)

A ilha (São Miguel)

Instrução pública (Lisboa)

Insulano (Terceira)

Investigación y progreso (Madrid)

Jornal da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa

Jornal da Sociedade Farmacêutica Lusitana (Lisboa)

Jornal de Farmácia e ciências acessórias de Lisboa

Labor: revista bimestral do Liceu de Vasco da Gama e órgão provisório do professorado liceal

Lecaroz (Navarra)

Leiriense

A língua portuguesa: revista de filologia (Lisboa)

Lisboa médica: jornal mensal de Medicina e Cirurgia

Lusa (Viana do Castelo)

The Macao review

A Madeira 

A Medicina contemporânea: hebdomadário português de Ciências Médicas (Lisboa)

Memórias e estudos do Museu Zoológico da Universidade de Coimbra

Memórias e notícias do Museu Mineralógico e Geológico da Universidade de Coimbra

El mino (Vigo)

O missionário católico: boletim mensal dos Colégios das Missões Religiosas

Ultramarinas dos Padres seculares portugueses (Tomar)

Mitteilungen der Naturforschenden Gesellschaft in Bern

Nação (Lisboa)

Nação portuguesa: revista de cultura nacionalista (Coimbra)

Nacional (Porto)

Los negocios (Barcelona)

Niederdeutsche Zeitschrift für Volkskunde (Bremen)

Nós: boletín mensual da cultura galega (Ourense)

Nosotros (Buenos Aires)

Ordem (Lisboa)

Ordem nova (Lisboa)

Periódico dos pobres (Porto)

Philosophical studies (California)

Portucale: revista ilustrada de cultura literária, científica e artística (Porto)

Português (Lisboa)

La Rábida: revista colombina iberoamericana (Huelva)

La rassegna italiana: politica, letteraria e artistica (Roma)

Razon y fé: revista mensual hispano-americana (Madrid)

Rendiconti del seminario matematico e fisico di Milano

Report of the United States National Museum (Washington)

Revista agro-economica (Equador)

Revista agronómica (Lisboa)

A revista alemã: órgão do trabalho e da cultura alemã para o Brasil, Portugal e colónias (Hamburgo)

Revista bimestre cubana (Habana)

Revista chilena de historia natural pura y aplicada (Santiago de Chile)

Revista chilena de Historia y Geografia (Santiago de Chile)


Revista da Academia Brasileira de Letras (Rio de Janeiro)

Revista da Associação dos Engenheiros Civis Portugueses (Lisboa)

Revista da Universidade de Coimbra

Revista de archivos, bibliotecas y museos (Madrid)

Revista de avance (Habana)

Revista de educación (Managua)

Revista de estudos históricos: boletim do Instituto de Estudos Históricos da Faculdade de Letras do Porto

Revista de filología española (Madrid)

Revista de filologia portuguesa (São Paulo)

Revista de geofísica (Madrid)

Revista de Guimarães: publicação da Sociedade Martins Sarmento

Revista de industrias (Bogotá)

Revista de la biblioteca, archivo y museo (Madrid)

Revista de las Españas (Madrid)

Revista de legislação e jurisprudência (Coimbra)

Revista de obras publicas (Madrid)

Revista de obras públicas e minas da Associação dos Engenheiros Civis Portugueses

Revista de segunda enseñanza (Madrid)

Revista del Ateneo (Jerez de la Frontera)

Revista del Centro de Estudios Extremeños (Badajoz)

Revista del Instituto Histórico y Geográfico del Uruguay (Montevideo)

Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul

Revista do Museu e Arquivo Público do Rio Grande do Sul

Revista dos espetáculos (Lisboa)

Revista española de estudios bíblicos (Málaga)

Revista internacional de los estudios vascos (San Sebastián)

Revista juridica de Catalunya (Barcelona)

Revista matemática hispano-americana (Madrid)

Revista militar (Lisboa)

Revista pensinsular (Lisboa)

Revista trimensal do Instituto do Ceará

Revista universal lisbonense

Revista universitaria: organo de la Universidad Nacional del Cuzco

Revue de l’Université de Bruxelles

Revue économique française (Paris)

Rivista internazionale di scienze sociali (Milão)

O rosário (Lisboa)

Sagitario (Buenos Aires)

Saneamiento (Buenos Aires)

O século (Lisboa)

Senckenbergiana (Frankfurt am Main)

Setubalense

Sitzungsberichte der Bayerischen Akademie der Wissenschaften (Munchen)

Skrifter utgivna av Kungl. humanistiska vetenskapssamfundet i Uppsala

O Sol (Lisboa)

Suplemento a La escuela moderna (Madrid)

Técnica: revista de cultura técnica e económica (Lisboa)

Técnica: revista de engenharia (Lisboa)

The tourist (Tóquio)

Trabalhos da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia (Porto)

Unión ibero-americana (Madrid)

Universidad: revista de cultura y vida universitaria (Zaragoza)

L'Università italiana: rivista dell’istruzione superiore (Bolonha)

O vegetariano: revista naturista portuguesa (Porto)

Volkstum und Kultur der Romanen (Hamburgo)

Voyages et colonies (Paris)



[60] Este Regulamento, de que apenas foi possível localizar um exemplar incompleto, na Biblioteca Nacional de Lisboa (cota S.C. 7356//1V.), estima-se que seja datado de entre 1852 e 1859, pelas referências cruzadas com os Estatutos nele contidas. Em todo o caso, os Regulamentos Internos do Instituto contêm, depois de 1860, disposições relativas ao gabinete, o que coloca a hipótese de não ter sido impresso mais nenhum Regulamento especial para o gabinete. Uma parte deste que aqui apresentamos vem reproduzida no vol. 5 d’O Instituto, p. 60.

[61] Da coleção que conhecemos hoje, percebe-se que alguns volumes foram encadernados, representando todavia uma pequena percentagem.

[62] Assina anúncio de O conimbricense, 29 de outubro de 1859, como diretor do Gabinete de Leitura do Instituto de Coimbra.