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Centenários e outras comemorações

Um dos eventos que mais se repetiu ao longo da história do Instituto foi a comemoração de centenários de personalidades ou episódios fundamentais da nacionalidade, no que, aliás, seguiu a tendência cultural e política das restantes associações e do país em geral. Acompanhando essa mesma evolução, o Instituto colocou-se entre as entidades que celebraram o primeiro dos centenários promovidos a nível nacional, a saber, o tricentenário da morte do poeta Luís de Camões. Uma tal celebração consagrava a figura literária de Camões como uma das fundadoras da nossa identidade. Para Teófilo Braga, que refletiu sobre estas questões no livro Os centenários como síntese afetiva nas sociedades modernas, “O Centenário de Camões, neste momento histórico, e nesta crise dos espíritos, teve a significação de uma revivescência nacional” (Braga, 1884: 10).

No caso do Instituto, repercutiu-se não apenas na sua revista (os números 11 e 12 do volume 27 são-lhe inteiramente dedicados) como ainda num sarau literário realizado a 10 de junho de 1880, na sala emprestada dos Capelos. O sarau consistiu numa série de discursos de diferentes individualidades, que se conjugaram com o sarau literário-musical da noite anterior, no Teatro Académico. Contou ainda com uma extensão em Portalegre, onde, na mesma noite de 10 de junho de 1880, o sócio correspondente Francisco António Rodrigues de Gusmão recitou um discurso no Centro Recreativo Portalegrense. Neste evento, o Instituto estava em sintonia com a comunidade académica, apoiando a construção do monumento a Camões que os estudantes promoveram, cuja inauguração se deu mais tarde, a 8 de maio de 1881. A comissão dos estudantes assistiu ao sarau, junto com mais de 300 senhoras, “as autoridades, alguns lentes da Universidade (…) e os sócios do Instituto” (O Instituto, 27: 505).

Na Sala dos Capelos, foram oradores Francisco de Castro Freire, presidente do Instituto e vice-reitor da Universidade, e os sócios José Brás de Mendonça Furtado, Augusto Filipe Simões e Augusto António da Rocha. O discurso deste último versou as origens e caráter da epopeia portuguesa, e foi publicado autonomamente (Coimbra, 1880). No sarau do Teatro Académico, discursaram António Henriques da Silva, João Marcelino Arroio, fundador do Orfeão Académico de Coimbra, e Manuel Martins, todos eles alunos de Direito[57]. O sócio correspondente António de Macedo Papança recitou o poema “Catarina de Ataíde”. Outras contribuições estavam agendadas, nomeadamente as de Francisco Augusto Correia Barata e Eduardo Burnay, no entanto, por falta de tempo, não se verbalizaram, saindo depois na revista. Chegaram do estrangeiro congratulações pela festa. O sócio correspondente Thomas Blanc, titular da Académie de Nîmes, escreveu uma epístola em verso, dirigida ao consócio Assis Teixeira, que a mandou imprimir e distribuir durante o sarau.

O Instituto publica ainda outras peças que extravasam o sarau e que lhe foram oferecidas, como os discursos de Manuel Emídio Garcia e António Maria de Sena, proferidos na manhã de 10 de junho de 1880, ou a poesia “A Camões”, recitada no sarau literário-musical de 7 de maio de 1881 no Teatro Académico, por Luís Osório. Ou seja, de certa forma, o Instituto congregou as várias manifestações que a academia de Coimbra consagrou a Camões. 

Para esta ocasião, o sócio Luís Augusto Pereira Bastos, autor da medalha comemorativa do centenário da reforma pombalina da Universidade (1872), desenhou um retrato de Luís de Camões (reproduzido no volume 27 d’O Instituto), a convite da Direção do Instituto. O presidente, Francisco de Castro Freire, em agradecimento, revela que o quadro “passará a adornar a sala das nossas conferências, a qual tomará de hoje em diante o nome de Sala de Camões”. Acrescenta que o retrato de Camões serviria de inspiração aos propósitos do Instituto: “Aquela nobre imagem, símbolo do mais acrisolado patriotismo, e do amor mais entranhado a todo o saber humano, será um incentivo perene para que o Instituto de Coimbra prossiga na sua nobre missão de animar entre nós a cultura das ciências, da literatura e das boas artes, dirigindo-as para as regiões elevadas, onde a dignidade humana se apraz em contemplar somente o que é santo, o que é justo e o que é belo” (O Instituto, 27: 510).

Depois destes festejos de grandes proporções, seguiram-se em pouco tempo novas comemorações, que se tornavam um pretexto para a convocação de eventos científicos. Assim, o Instituto envolveu-se, por exemplo, na comemoração do descobrimento do caminho marítimo para a Índia. Em 1895, uma nova série de conferências se veio enquadrar nesta celebração. Desta vez, é o sócio correspondente Guilherme de Vasconcelos Abreu, lente do Curso Superior de Letras e fundador em Lisboa da Associação Promotora dos Estudos Orientais e Glóticos, quem toma a responsabilidade dos temas. O primeiro foi “A fenomenalidade, a alma e o eu no budismo”, envolvendo assim a filosofia vedanta e búdica; seguir-se-iam discursos sobre Alexandre Magno e sobre Akbar, o Grande (O Instituto, 42: 193, 395).

Na primeira palestra, ocorrida a 23 de março de 1895, o autor reivindica: “Somos nós, senhores, os sócios deste Instituto, os primeiros a comemorar o feito. (…) Dei preferência ao Instituto de Coimbra para que estas conferências nascessem no seio académico donde partiram as honras sociais que os homens doutos de corporações científicas e alguns Estados se têm dignado de me conceder pelo meu trabalho” (idem: 397). Da colaboração do Instituto na celebração do centenário do descobrimento do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama fizeram ainda parte os estudos de Sousa Viterbo e o drama “Na volta da Índia”, oferecido por Manuel da Silva Gaio, ambos publicados na revista (cf. assembleia geral de 4.6.1898). 

O centenário de um outro escritor português, Alexandre Herculano, foi assinalado também por uma conferência no Instituto, proferida pelo sociólogo espanhol Ubaldo Romero Quiñones. Muitos estudantes e “grande número de senhoras” assistiram a esta sessão, onde intervieram José António Marques, quintanista de Teologia, e Luís Passos, representante da academia de Lisboa (Notícias de Coimbra, 27.4.1910).

O mais significativo será talvez o centenário de Fernão de Magalhães, uma vez que este partiu da iniciativa do próprio Instituto de Coimbra. A ideia foi lançada pelo sócio José Manuel de Noronha, em assembleia geral de 29 de outubro de 1919, que se apoiou na resolução tomada pelo governo espanhol de celebrar o centenário deste navegador, para propor que o Instituto avançasse para idêntica comemoração do lado português. Foi aprovada a proposta e resolvido contactar as entidades espanholas, bem como as corporações científicas portuguesas. José Noronha e os membros da Direção do Instituto constituíram-se em comissão encarregue das diligências a desenrolar. Pelas respostas recebidas, deu-se conta de que a aprovação da iniciativa era unânime, de tal forma que o próprio Governo emitiu uma portaria, em 15 de junho de 1920, encarregando oficialmente o Instituto de dirigir a comemoração do centenário de Fernão de Magalhães (vd. O Instituto, 67: 437).

A sessão comemorativa realizou-se na Sala dos Capelos a 27 de abril de 1921 (vd. O Instituto, 68: 273). Foi presidida pelo Ministro da Marinha (Fernando Brederode), o qual discursou, juntamente com o presidente da Câmara de Coimbra (Alves dos Santos), o reitor da Universidade (Oliveira Guimarães), o presidente do Instituto, o representante da Academia das Ciências (Henrique Lopes de Mendonça), o secretário perpétuo da Sociedade de Geografia de Lisboa (Ernesto de Vasconcelos) e o historiador Fortunato de Almeida. Como se vê, o reforço da nacionalidade através da exaltação de figuras heroicas da nossa história congregava altas personalidades políticas e intelectuais. O discurso do então presidente do Instituto era, aliás, claramente apologista dos valores da pátria, não deixando de o registar na sua atuação. São paradigmáticos os artigos de Costa Lobo n’O Instituto, em especial, “O Império Português” (vol. 88).

Para além da sessão solene e das publicações, o Instituto desempenhou a missão com as seguintes medidas previstas, nem todas concretizadas: solicitação aos poderes públicos para que o dia 27 de abril de 1921, 4º centenário da morte de Fernão de Magalhães, fosse declarado feriado nacional; apoio à realização de sessões comemorativas nas várias localidades do país (Viana do Castelo e Funchal foram duas delas); obter das Câmaras Municipais que inscrevessem nas suas ruas o nome de Fernão de Magalhães; envolver a imprensa periódica nas comemorações; fazer uma publicação de caráter popular com a finalidade de difundir o conhecimento dos feitos do navegador (vd. assembleia geral de 13.2.1921). 

Por outro lado, Costa Lobo era igualmente defensor, numa linha tradicionalista, das seculares relações de Portugal com a Inglaterra, que tinham ficado um pouco abaladas nas movimentações coloniais oitocentistas. Para comemorar essas relações, Costa Lobo convoca uma sessão solene do Instituto, realizada desta vez no salão nobre da Câmara Municipal, a 15 de novembro de 1936, depois de um adiamento forçado pela morte do rei Jorge V de Inglaterra. Nesta sessão, esteve presente o embaixador inglês em Lisboa, Charles Wingfield, que preparou o tema “O General Lord Wellington: o seu valor e as suas virtudes ao serviço da nacionalidade portuguesa”. Costa Lobo escolheu falar sobre “A literatura inglesa de elogio para Portugal”. Para além destes, outros oradores abordaram diferentes dimensões das relações luso-inglesas. Anselmo Ferraz de Carvalho, diretor da Faculdade de Ciências, conferenciou sobre “Daniel Sharpe e os primeiros estudos geológicos em Portugal”; Diogo Pacheco de Amorim, docente da mesma Faculdade, falou sobre as “Relações comerciais de Portugal com a Inglaterra”. O General Gomes de Sousa e o presidente da Câmara, Ferrand Pimentel de Almeida, pronunciaram também algumas palavras. A solenidade concluiu-se com os hinos português e inglês cantados pelo Orfeão Académico (O Instituto, 91: 111).

Neste contexto se pode incluir a homenagem prestada pelo Instituto ao embaixador inglês Sir Walford Selby, que visitou Coimbra em 1938. No dia 29 de abril desse ano, a receção ao diplomata desenrolou-se na Sala dos Capelos, perante Costa Lobo e Eugénio de Castro (em representação do reitor). Convidado pelo Instituto de Coimbra e eleito sócio honorário, chegou à cidade no dia anterior, aguardado na estação ferroviária por numerosas pessoas, entre elas o governador civil, o reitor da Universidade, o presidente da Câmara, os membros da Direção do Instituto, etc. Costa Lobo ofereceu um jantar em honra do embaixador, onde conviveram estas e várias outras personalidades. Os discursos do General Ferreira Martins, sobre a situação militar em Inglaterra e a aliança anglo-lusa, e de Diogo Pacheco de Amorim, sobre a situação económica em Inglaterra, proferidos na receção, vêm publicados no volume 94 d’O Instituto.

Acrescenta-se ainda aos encontros destinados a fortalecer os laços de Portugal com a Inglaterra a sessão de homenagem a homens de ciência ingleses, integrada igualmente no mandato de Costa Lobo, que convidou para o efeito o Ministro da Inglaterra em Lisboa, John Balfour, representantes das autoridades civis e militares. Assistiram vários associados do Instituto, nesta sessão de 6 de maio de 1942, à palestra de Costa Lobo sobre os astrónomos ingleses Herschel e Lord Rosse, e à de Ferraz de Carvalho sobre a influência dos estudos de física de Lord Kelvin na geologia (O Instituto, 100: 775; 101: 9).

A Direção de Costa Lobo demonstrou mais uma vez propensão para levar o Instituto a promover os valores nacionais ao enviar ao Presidente do Governo, em 1938, um telegrama oferecendo colaboração para a realização dos centenários da fundação (1139-1939) e da restauração (1640-1940) de Portugal. Neste âmbito, o Instituto foi ele próprio convidado pela Câmara de Coimbra a tomar parte na comissão executiva das comemorações deste duplo centenário em Coimbra (vd. assembleia geral de 6.7.1938). O programa fixado pelo Instituto em assembleia geral de 2 de maio de 1939 incluía uma missa e alocução do Bispo Conde D. António Antunes em Santa Cruz, uma sessão solene na sala nobre da Universidade e um sarau na Faculdade de Letras, tudo no dia 14 de maio de 1939. No entanto, chegaram instruções superiores para que todas as cerimónias tivessem lugar dentro do período estabelecido oficialmente, de modo que o programa foi suspenso (cf. O Instituto, 94: 499; 95: 7).

Sendo assim, a dupla sessão concretizou-se no dia 9 de junho de 1940, destinando-se a primeira parte a evocar a fundação de Portugal, e a segunda a restauração. Na sessão da tarde, ouviram-se discursos do Duque de Maura, do General Gomes de Sousa e de Perestrelo de Vasconcelos. Na sessão da noite, o General Ferreira Martins falou sobre “A Restauração de 1640”; seguiram-se-lhe Josefina Andersen, que leu e comentou duas cartas de D. Luísa de Gusmão, e Virgínia Rau, que dissertou sobre D. Catarina de Bragança. Incluiu música interpretada ao piano por Elisa de Sousa Pedroso e Luís de Freitas Branco, e a recitação de poemas por Maria Madalena de Martel Patrício (Gazeta de Coimbra, 6 e 11.6.1940). Para além disso, os volumes 95 e 96 d’O Instituto evocam, respetivamente, a fundação e a restauração da nacionalidade, com colaborações de João Perestrelo, Alfredo Pimenta, José Pinto Loureiro, Rocha Madahil, Ernesto Enes, entre outros.

Naturalmente, o Instituto não podia deixar de se associar às datas históricas da Universidade e, nesse sentido, promoveu uma sessão solene comemorativa da instalação definitiva da Universidade em Coimbra, que em 1937 completou 400 anos. Para isso, convidou representantes de universidades estrangeiras, nomeadamente, Georges Le Gentil, de Paris, Hubert Gillot, de Estrasburgo, e Pedro Calmon, do Rio de Janeiro. Não faltou a intervenção do reitor João Duarte de Oliveira, e uma palestra de Silva Carvalho sobre um dos protagonistas da reforma universitária de 1772, “D. Francisco de Lemos e a Medicina” (O Instituto, 92, 2ª pt.: 727).

Neste ciclo de centenários, chega a vez do próprio Instituto de Coimbra celebrar o seu, sem dúvida, com o orgulho da longa existência de associação científica, pouco comum entre os pares. No entanto, à parte as repercussões na revista e na imprensa externa, a data não teve efeitos especiais que ultrapassassem os habituais almoço de confraternização e sessão solene, que na verdade se efetuaram a 20 de dezembro de 1953, quase dois anos depois do centenário. Processara-se uma fase de preparação prévia, que consistiu, essencialmente, em pesquisas efetuadas por A. G. da Rocha Madahil no sentido de determinar a data certa para a celebração. Em assembleia geral de 22 de dezembro de 1950, Rocha Madahil expôs o resultado das suas investigações sobre as origens do Instituto de Coimbra, sugerindo que, de acordo com os dados obtidos, a comemoração se efetuasse no ano de 1951. Daqui em diante foram chegando textos alusivos ao centenário do Instituto, com vista à organização de um número especial da revista, e chegaram também saudações de várias instituições, como a Academia das Ciências de Lisboa e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Numa entrevista concedida à revista Flama, em fevereiro de 1952, o presidente Anselmo Ferraz de Carvalho, quando questionado sobre as atividades previstas para a comemoração do centenário, indica em primeiro lugar um número especial d’O Instituto, para o qual apelava à colaboração dos sócios. Alude depois à realização de sessões na primavera, e ainda a uma reunião dos sócios em “festa íntima”. No entanto, a morte de Gumersindo Sarmento da Costa Lobo, diligente secretário da academia, no mês de março de 1952, foi, provavelmente, o fator que mais pendeu sobre o adiamento da sessão comemorativa. 

O Diário de Coimbra começa, em dezembro de 1953, a noticiar a inscrição de sócios da cidade e de todas as partes do país para participar nas comemorações centenárias. No almoço de confraternização participaram cerca de 50 sócios; na sessão solene, realizada no salão nobre, presidida por Anselmo Ferraz de Carvalho, Diogo Pacheco de Amorim e Francisco Teixeira de Queirós, discursaram Maximino Correia, reitor da Universidade, Henrique de Vilhena, da Academia das Ciências de Lisboa, e ainda os professores Joaquim de Carvalho e António da Costa Rodrigues. Antes de se encerrar a sessão, foram lidos telegramas e cartas entre os muitos recebidos com felicitações (Diário de Coimbra, 21.12.1953). O mesmo diário nomeia alguns dos participantes: Mário Silva, Francisco Gentil, João Pereira Dias, Lopes de Almeida, Costa Pimpão, Feliciano da Cunha Guimarães, Belisário Pimenta, Perestrelo Botelheiro, Carlos de Passos, Ilídio da Silva Lopes, Manuel Ferreira da Costa, Conde do Ameal, entre outros.

As relações com o Brasil constituíram outra fonte de comemorações centenárias por parte do Instituto. Em 1955, esta academia associa-se ao 4º Centenário da Fundação de São Paulo, com uma sessão realizada a 25 de janeiro. Para esta, convidou os sócios Aureliano Leite e José Pedro Leite Cordeiro, ambos do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, que, não podendo comparecer pessoalmente, enviaram os seus discursos para serem lidos na sessão. Nessa ocasião, o professor Joaquim de Carvalho proferiu também um discurso sobre “São Paulo e o Brasil que se constrói”.

O quinto centenário da morte do Infante D. Henrique constituiu uma das comemorações de maior aparato em que o Instituto se envolveu. A 1 de julho de 1954 foi publicado um decreto-lei que instituía uma comissão orientada pela Academia da História, encarregada de promover as comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique a realizar em 1960. Na mesma data uma portaria nomeou as individualidades que constituiriam a comissão referida. O presidente era José Caeiro da Mata, figura máxima da Academia da História. Entre os vogais contavam-se o diretor do Arquivo Histórico Militar, Alberto Faria de Novais, o presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, A. A. Esteves Mendes Correia, dois professores da Faculdade de Letras de Coimbra, Damião Peres e Manuel Lopes de Almeida. À comissão era conferida a possibilidade de agregar outras entidades. Tomaram posse a 14 de julho de 1954.

Por portaria de 18 de agosto de 1955, o Presidente do Conselho (António de Oliveira Salazar) nomeia uma comissão executiva para realizar o programa das comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, liderada por José Caeiro da Mata, assistido por vogais e secretários. Instituiram-se delegações para diversas cidades, sendo a de Coimbra presidida pelo reitor da Universidade Maximino José de Morais Correia e contando entre os vogais o presidente do Instituto de Coimbra, Diogo Pacheco de Amorim, diretores das Faculdades, o presidente da Câmara Municipal Joaquim de Moura Relvas, o diretor do Museu Machado de Castro Luís Reis Santos (também secretário do Instituto) e o presidente da Associação Académica, Manuel Henriques Mesquita. O ato de posse da delegação de Coimbra realizou-se na Sala do Senado da Universidade, a 16 de maio de 1959, onde discursaram Caeiro da Mata e Maximino Correia (publicados no número especial d’O Instituto comemorativo deste centenário).

A delegação de Coimbra reuniu diversas vezes sob a presidência do reitor Maximino Correia, tomando-se, entre outras, a resolução de se preparar para 1960 uma sessão solene. Esta realizou-se, com efeito, a 12 de maio de 1960, na Sala dos Atos Grandes da Universidade, sob a presidência do Almirante Américo Tomás, na presença do Cardeal Patriarca, do Arcebispo Bispo Conde, dos Ministros do Interior, da Justiça e da Educação, dos Subsecretários de Estado do Orçamento e da Administração Ultramarina, dos Embaixadores do Brasil e de Espanha, do Presidente da Assembleia Nacional, Procuradoria Geral da República etc. Armando Cortesão, representando o Instituto, proferiu uma comunicação sob o título “Do ambiente científico em que se iniciaram os descobrimentos portugueses”. Após esta sessão, resolveu a Direção do Instituto publicar um número especial da sua revista comemorativo da data do centenário da morte do Infante D. Henrique.

Meses depois, veio a Portugal o Presidente da República Brasileira, Juscelino Kubitschek de Oliveira, em visita de homenagem à memória do Infante. Passou por Coimbra, sendo nessa ocasião doutorado honoris causa pela Faculdade de Direito, e o Instituto aproveitou a cerimónia para lhe ofertar as suas insígnias. No início do cortejo doutoral realizado na tarde de 8 de agosto de 1960, na Biblioteca Geral, as insígnias do Instituto foram apresentadas ao vice-reitor da Universidade, Carlos Moreira, que por sua vez solicitou ao Almirante Américo Tomás que as entregasse ao sócio honorário Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Outros centenários foram comemorados, se bem que com menor pompa, mas com estudos apresentados em conferências. Foi o caso do terceiro centenário da Batalha de Montijo, em que as tropas portuguesas venceram as espanholas, evocada na exposição oral do Coronel Belisário Pimenta, a 3 de maio de 1944; o do primeiro centenário do nascimento de Eça de Queirós, para o qual o mesmo sócio falou de aspetos militares da obra do romancista, a 14 de dezembro de 1945, na Sala Carlos Ribeiro do Museu Geológico (O Instituto, 110: 42); ou ainda, mais tarde, o quarto centenário da morte do matemático Pedro Nunes, recordado numa palestra de Luís de Albuquerque, em maio de 1978. Em alguns casos era convocada uma assembleia geral de sócios para dar cumprimento à celebração. Foi o que sucedeu a 14 de dezembro de 1943, quando o Instituto assinalou o 4º centenário da morte do astrónomo Nicolau Copérnico, evocado numa exposição oral de Costa Lobo, sob a presidência do reitor Maximino Correia.

Cronologicamente, o derradeiro centenário de que existe referência na história do Instituto é o primeiro do nascimento do físico Albert Einstein, que a academia de Coimbra organizou em colaboração com a Secção de Coimbra da Sociedade Portuguesa de Física e a Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra. Neste âmbito, registam-se as conferências de António da Silveira, professor da Universidade de Lisboa, e Max Flückiger, diretor da Sociedade Albert Einstein, ambas em 1979 (O Instituto, 140/141: 320).

Um episódio curioso sucedeu com a projetada comemoração do centenário de Francisco Sá de Miranda. Chega à assembleia geral de 26 de janeiro de 1895 uma proposta – assinada pelos sócios António de Assis Teixeira de Magalhães, Francisco José de Sousa Gomes, António Garcia Ribeiro de Vasconcelos, José Maria Rodrigues, Manuel da Silva Gaio e Eugénio de Castro – para que o Instituto tome a iniciativa de comemorar o 4º centenário do nascimento do poeta Sá de Miranda, “um dos mais ilustres filhos de Coimbra” (O Instituto, 42: 1), que ocorreria a 27 de outubro de 1895. Unanimemente aprovada a proposta, ficou a Direção autorizada a constituir-se em comissão capaz de elaborar e executar o programa do centenário, agregando os sócios que achasse conveniente. Mediante este procedimento, a comissão para a celebração do centenário de Sá de Miranda ficou assim composta: José Epifânio Marques (presidente), António de Assis Teixeira de Magalhães (vice-presidente), António Garcia Ribeiro de Vasconcelos (secretário), António Augusto Gonçalves, Augusto Mendes Simões de Castro, Eugénio de Castro, Francisco José de Sousa Gomes, Francisco Miranda da Costa Lobo, Joaquim Martins Teixeira de Carvalho, José Maria Rodrigues, José Pereira de Paiva Pita, Júlio Augusto Henriques, Luís da Costa e Almeida e Manuel da Silva Gaio. Instalou-se em 13 de fevereiro de 1895, distribuíram-se os primeiros trabalhos preparatórios e assentaram-se pontos fundamentais do programa.

Uma semana depois, o Distrito de Coimbra (19.2.1895) anunciava que “a comissão do centenário tenciona solicitar a Sala dos Capelos para nela celebrar a sua festa. Também se espera que abrilhantarão a imponente solenidade o sr. Teófilo Braga e a distinta escritora sra. D. Carolina Michaëlis de Vasconcelos. (…) O distinto poeta sr. Eugénio de Castro é um dos conferentes”. A comissão do centenário de Sá de Miranda reuniu outra vez a 2 de julho, onde ficou definitivamente organizado o programa da comemoração e se elegeu uma comissão executiva para tratar da sua realização, composta por António de Vasconcelos, Eugénio de Castro e Silva Gaio.

Os preparativos iriam bem adiantados quando a Direção toma conhecimento da descoberta de um documento que prova que em 1490 já era nascido Sá de Miranda, de modo que a data até então acreditada, 27 de outubro de 1495, deixa de ter fundamento. Cai por terra a oportunidade de celebrar o centenário, porém, a Direção do Instituto decide, a 23 de outubro de 1895, não desperdiçar o esforço despendido, mantendo praticamente o programa. Realizar-se-ia ainda uma sessão solene em honra de Sá de Miranda a 26 de abril de 1896, na qual seria inaugurado o busto do poeta; o número d’O Instituto dedicado a Sá de Miranda mantinha-se e, a acrescentar a isto, o mais importante, a publicação do estudo de Sousa Viterbo que demonstra o erro na data até ali considerada a do nascimento de Sá de Miranda, incluindo os documentos que o comprovam.

O trabalho de investigação de Sousa Viterbo veio efetivamente publicado nos volumes 42 e 43 d’O Instituto. O historiador declara desde logo que foi o convite do Instituto para participar na celebração que o motivou a ir mais longe nos estudos sobre o poeta de Coimbra. Das pesquisas que efetuou com esse propósito na Torre do Tombo e em outros locais, extraiu documentos relativos à legitimação dos filhos de Gonçalo Mendes de Sá, um deles Francisco, concluindo que este nascera pelo menos cinco anos antes de 1495: “As cartas de legitimação dos filhos do cónego Gonçalo Mendes, chanceladas por D. João II, vêm-nos demonstrar que não é verdadeira a época do nascimento de Sá de Miranda assinada pela biografia anónima. Sem podermos precisar matematicamente este facto, é incontestável que ele foi anterior cinco anos pelo menos a 1495. Sá de Miranda já era nado em 1490, e em tempo anterior ainda, visto que nessa mesma data foram conjuntamente legitimados mais quatro irmãos, dos quais ele seria o segundo génito, se porventura as respetivas cartas guardassem a ordem cronológica” (O Instituto, 42: 671).

Uma outra deliberação tomada naquela reunião foi a de associar a inauguração do Museu de Arqueologia do Instituto às festas mirandinas, o qual estava a ser preparado para abrir ao público. Desta parte, os preparativos seguiram positivamente, a ponto de o presidente da Secção de Arqueologia, António de Vasconcelos, declarar à Direção, reunida a 19 de abril de 1896, que estava já tudo pronto para a abertura oficial prevista para 26 do mesmo mês. O diretor da Classe de Ciências Físico-Matemáticas, Francisco José de Sousa Gomes, chegou a insinuar que esta seria a única parte do programa das festas mirandinas a realizar-se. Ou seja, era principalmente a Secção de Arqueologia que estava a dar seguimento ao centenário de Sá de Miranda.

E, na verdade, assim se passou. A inauguração do Museu efetuou-se com êxito, mas independentemente da comemoração mirandina. Entretanto, nova Direção sobe ao poder no Instituto, pela qual se reveem os projetos da Direção anterior para aquele fim, resolvendo-se novamente dar seguimento à sessão solene em honra de Sá de Miranda, para a qual se mantinha a oferta de Henriques da Silva de pronunciar uma conferência. Todavia, suspendem aqui as referências a esta comemoração, abalada por uma descoberta de última hora, resumida afinal aos artigos publicados n’O Instituto. Apesar de tudo, não se pode menosprezar a iniciativa da academia, que acabou por ser piloto de investigações de que resultaram novos dados sobre a vida do poeta conimbricense.

Um outro tipo de comemoração que se afirmou como prática corrente na vida do Instituto foi a homenagem a sócios falecidos, que por um ou outro motivo se haviam distinguido, principalmente a favor das obras desta academia. De início, a homenagem tomava a forma de elogio histórico recitado por outro sócio, onde por norma se enalteciam as suas virtudes e se mencionavam os mais relevantes factos biográficos. Alguns destes elogios foram publicados nas Memórias do Instituto, ainda no período de formação da academia. O próprio Alexandre Herculano, embora não participante mas sócio honorário do Instituto, é alvo de um elogio histórico, recitado a 23 de maio de 1878 por Vicente Ferrer Neto Paiva, seu amigo íntimo e, este sim, envolvido na gestão do Instituto (O Instituto, 25: 533). No ano seguinte, regista-se o elogio histórico do erudito Joaquim Heliodoro da Cunha Rivara, proferido por Augusto Filipe Simões e publicado no volume 26 d’O Instituto (p. 595).

O sócio João Correia Aires de Campos mereceu, sem dúvida, a homenagem que lhe foi prestada a 2 de junho de 1895, numa sessão onde António de Vasconcelos pronunciou um elogio histórico. Aires de Campos, embora advogado de formação, dedicou grande parte do seu tempo a investigações arqueológicas. No Instituto desempenhou relevantes serviços, especialmente no Museu de Antiguidades, de que foi zelador, e do qual elaborou os catálogos.

O Instituto foi também solícito na homenagem a personalidades que se destacaram por feitos notáveis. É o caso da assembleia geral de 5 de dezembro de 1924, consagrada à memória do aviador Artur Freire de Sacadura Cabral, com o objetivo de glorificar “o herói que tanto enalteceu a sua pátria” (O Instituto, 72: 56). Dois anos antes, o Instituto havia dedicado a sessão de 19 de abril de 1922 a homenagear os homens que realizaram a primeira viagem aérea de Portugal ao Brasil, Gago Coutinho e Sacadura Cabral, ao mesmo tempo que lhes concedia o título de membros honorários.

Por conseguinte, não só os mortos eram evocados, também os presentes eram enaltecidos nas suas qualidades. Para além das sessões solenes em honra de Alfred Baudrillart e de Sir Francis Lindley (1930), destaca-se a homenagem prestada ao sócio honorário Afrânio Peixoto. Com efeito, em maio de 1935, o eminente médico e historiador brasileiro Afrânio Peixoto, na altura reitor da Universidade do Rio de Janeiro, anunciava uma visita ao Instituto. Esta academia organizou então uma sessão em honra deste sócio honorário – fora eleito a 14 de dezembro de 1924 –, que contou com alocuções de Francisco Miranda da Costa Lobo, presidente do Instituto, de Joaquim de Carvalho e do próprio Afrânio Peixoto (O Instituto, 88: 361). O professor Joaquim de Carvalho acentuou a solicitude do homenageado na promoção dos Estudos Camonianos, assim como na criação da cadeira de Estudos Brasileiros em Lisboa. Embora só concretizado em 1923, este último projeto partira do diplomata Alberto de Oliveira em 1915, lançado em sessão da Academia das Ciências de Lisboa e reunindo gradualmente o apoio de pessoas e instituições. 

Aliás, Afrânio Peixoto seria novamente homenageado, após a sua morte, numa sessão a 3 de maio de 1947, presidida por Anselmo Ferraz de Carvalho, em colaboração com Rebelo Gonçalves, diretor do Instituto de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras de Coimbra. Ferraz de Carvalho, abrindo a sessão, evocou a singularidade de Afrânio Peixoto, vincando o seu afeto a Portugal. Sugeriu mesmo que do livro Viagens na minha terra – publicado em 1938, e onde Afrânio Peixoto descreve as suas experiências em terras portuguesas – se produzisse uma tiragem popular que fosse largamente distribuída nas escolas do ensino secundário.

No caso de sábios nacionais, foi o Prémio Nobel Egas Moniz o principal homenageado, numa visita a convite do Instituto, em 29 de abril de 1950. Partiu de proposta de Anselmo Ferraz de Carvalho, à qual se associaram o reitor da Universidade, Maximino Correia, o presidente da Associação Académica, Fernando Rebelo, e os restantes membros da Direção do Instituto, aproveitando para lhe conferir o diploma de sócio honorário. No seu discurso, Egas Moniz optou por seguir o caminho lançado pelo presidente, recordando episódios da sua vida académica, na qual esteve bem presente o Instituto de Coimbra, e depois “referiu-se à luta no campo da ciência e, considerando a necessidade de abrir campos vastos ao labor científico, disse que ele tem a satisfação de se ver sempre acompanhado por uma equipa de novos, cuja colaboração tanto contribuiu para o bom resultado dos seus trabalhos” (O Instituto, 114: 250).

Entre os que receberam maiores festejos está o poeta Eugénio de Castro, alvo de uma sessão solene realizada na sede do Instituto a 31 de janeiro de 1946. O convite dirigido a sócios, familiares e outras pessoas pelo presidente do Instituto, Anselmo Ferraz de Carvalho, indica um programa culturalmente diversificado:

“Duas palavras, pelo Presidente do Instituto;

Leitura dum trabalho de Júlio Brandão, pelo Dr. Aarão de Lacerda;

Conferência pelo Prof. Dr. Vitorino Nemésio;

Leitura de versos de Eugénio de Castro, pelo Dr. Paulo Quintela;

Número cantado pelo Orfeão Académico, com letra de Eugénio de Castro”.

Na sessão, presidida por Anselmo Ferraz de Carvalho, secretariado pelo vice-reitor José Carlos Moreira, e por Costa Rodrigues, secretário geral do Governo Civil, estavam presentes membros da família do homenageado: o irmão Conselheiro Aires de Castro, a irmã Eugénia de Castro e Almeida, seus filhos Luís de Castro e Martim Afonso de Castro, sua mulher e alguns dos seus netos. O presidente agradeceu aos oradores a anuência ao seu pedido, ao Orfeão Académico a colaboração que veio prestar, e ao sócio Fausto Gonçalves a ornamentação da sala onde se encontrava o busto do poeta Eugénio de Castro, bronze de Teixeira Lopes. Vitorino Nemésio apresentou um largo estudo sobre Eugénio de Castro, Paulo Quintela leu alguns versos do poeta. O Orfeão Académico cantou dois números, um deles com letra de Eugénio de Castro. Na assistência estava representada toda a cidade, incluindo numerosos estudantes (O Instituto, 107: 314).

No mesmo ano, a 17 de março, outro sócio diligente e ilustre conimbricense, António Augusto Gonçalves, foi homenageado pelo Instituto. Gonçalves exerceu considerável influência na reorganização do Museu arqueológico do Instituto, merecendo por isso e pela sua dedicação à cidade a gravação do seu nome para a posteridade. Começou por uma visita dos sócios do Instituto e convidados ao Museu Machado de Castro, que António Augusto Gonçalves fundou e dirigiu por muitos anos. Os visitantes foram recebidos pelo conservador Padre Nogueira Gonçalves. A sessão solene realizou-se no mesmo dia, às 21h, na Associação dos Artistas de Coimbra, presidida por Anselmo Ferraz de Carvalho, que, na sua alocução, lembrou que a homenagem da cidade poderia consistir num busto a erigir no Museu Machado de Castro. Falaram ainda o Coronel Belisário Pimenta, Costa Rodrigues, Otaviano de Sá como presidente da Escola Livre das Artes de Desenho, o escultor Costa Mota, Fausto Gonçalves, João Couto, Aarão de Lacerda, Fernandes Martins, que se associou pela Sociedade de Defesa e Propaganda de Coimbra e saudou as irmãs do homenageado, Libânia e Idalina Gonçalves, que assistiram à sessão, e foi lida uma alocução de Manuel Monteiro por Gumersindo da Costa Lobo (O Instituto, 108: 1).

Registe-se ainda, em 1950 (5 de junho), a homenagem à memória da poetisa Amélia Janny, à qual se associaram vários escritores, entre os quais Virgínia Gersão, que proferiu algumas palavras, bem como uma representante da família de Amélia Janny, uma das primeiras mulheres a entrar para o grémio do Instituto. Para além destas que aqui ficam inscritas, outras celebrações se consagraram à memória de sócios do Instituto. Em geral, pode-se dizer que os sócios efetivos mais intervenientes na vida da academia eram homenageados, assim como os sócios externos que mais se destacavam por feitos e escritos. Entre os presidentes, foi talvez Francisco Miranda da Costa Lobo quem teve maiores honras, numa sessão que serviu para lembrar juntamente o seu filho, Gumersindo Sarmento da Costa Lobo, falecido prematuramente, também ele astrónomo empenhado na ascensão do Instituto. A sessão efetuou-se a 14 de março de 1953, contando como oradores Anselmo Ferraz de Carvalho, Diogo Pacheco de Amorim e Manuel dos Reis (diretor do Observatório Astronómico). O Diário de Coimbra de 14 de março de 1953 refere que F. M. da Costa Lobo tinha “grande prestígio nos meios científicos estrangeiros, como astrónomo de renome” e que G. S. da Costa Lobo promoveu o ingresso de muitos estrangeiros no Instituto, pois mantinha “estreita colaboração com os centros estrangeiros de estudo de heliofísica, onde era muito considerado, nomeadamente no célebre Observatório de Meudon, no qual fez um estágio”. O mesmo jornal, no dia seguinte, sublinha que aquelas duas figuras “conquistaram assinalado prestígio” para o Instituto, “marcando nos meios científicos, nomeadamente do estrangeiro, e atraindo a esta cidade figuras de reputação internacional, tanto na diplomacia como na ciência”.



 [57] Para estes discursos, ver o número 10 do volume 28 d’O Instituto.