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Classes

Ao constituir-se como academia direcionada para os diferentes ramos do saber, o Instituto de Coimbra organizou-se conceptualmente em três classes, que serviram para exprimir os domínios de interesse da sua atuação. Foram elas a Classe de Ciências Morais e Sociais (1ª Classe), a Classe de Ciências Físico-Matemáticas (2ª Classe) e a Classe de Literatura, Belas Letras e Artes (3ª Classe). Apenas com os últimos Estatutos, de 1966, se reconfigurou esta organização, simplificando a divisão nas Classes de Ciências, de Letras e de Artes, o que, no fundo, conserva o conteúdo, apenas modificando a forma. Assim, os sócios eram convidados a inscrever-se em uma, duas ou até as três classes, consoante a(s) especialidade(s) que exerciam.
    Na prática, o funcionamento das classes destinava-se a cumprir determinadas tarefas como a avaliação de propostas de sócios, a emissão de pareceres sobre diversas questões, participar na redação do jornal, em geral, uma melhor arrumação de pessoas e matérias de acordo com a área a que pertenciam. Sendo a finalidade do Instituto o cultivo das ciências, das letras e das artes, parece, à primeira vista, que as classes enunciadas se desviam um pouco daquela formulação. Na realidade, apenas exprimem a vastidão do conceito de “ciências”, procurando agrupá-las em duas séries. Além disso, as ciências e a literatura dominam, em verdade, a vida do Instituto, cabendo às artes menor expressão, embora não desprezível.
    No período inicial, as classes exerciam forte presença na dinâmica interna da academia, revelando acima de tudo uma grande motivação para dar cumprimento à discussão de temas científicos, literários e artísticos. Vejamos como e o que fez cada uma das classes.