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Secção de Arqueologia e Museu do Instituto de Coimbra

O papel do Instituto de Coimbra na emergência dos estudos modernos de Arqueologia em Portugal tem sido notado em diferentes ocasiões, mas ainda sem uma abordagem completa aos passos que esta academia científica e literária movimentou para esse fim. Na segunda metade do século XIX surgiram diversas iniciativas tendentes a organizar uma ciência dos vestígios do passado no território português, nomeadamente através da realização de escavações e da formação de sociedades especializadas. Destaca-se o trabalho dos Serviços Geológicos, a partir de 1857, e a Associação dos Arquitetos Civis e Arqueólogos Portugueses, fundada em 1863. A ação do Instituto de Coimbra neste domínio data do mesmo período.

No seio da Classe de Literatura, Belas Letras e Artes nasceu, em 1873, uma Secção de Arqueologia. A proposta partiu de um lente da Faculdade de Medicina, Augusto Filipe Simões, em sessão da mencionada classe a 5 de março de 1873. Nessa altura, cada uma das classes encontrava-se segmentada em três partes, de modo que, para se dar lugar à nova subdivisão, se juntaram a primeira, de Literatura, e a segunda, de Literatura Dramática, numa só, passando a de Belas Artes a figurar como segunda secção, e a de Arqueologia, embora de estatuto especial, como a terceira.

Facilmente se percebe que o património histórico nacional ocupava o pensamento dos intervenientes da Classe, desde a fundação da academia, com especial interesse dedicado ao território em que se enquadrava. Com efeito, logo em 1853, como vimos, os seus membros projetavam examinar os principais monumentos de arquitetura e obras de pintura existentes em Coimbra, e apresentavam propostas de discussão destes temas. Para além disso, a revista O Instituto começava a publicar artigos e documentos históricos.