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Conclusão

Ao longo de mais de dois séculos, foram muitos os que contribuíram para a colecção de Coimbra, adquirindo, produzindo ou sugerindo a inclusão de novos objectos. Falámos do Marquês de Pombal, de Vandelli, de Monteiro da Rocha, de Alexandre Rodrigues Ferreira, assim como de outros homens dos Séc. XVIII e XIX, fundamentais para a construção e preservação deste verdadeiro tesouro científico e patrimonial. Mas foi preciso que um convidado estrangeiro, Robert Bud, do Museu de Ciência de Londres, já no Séc. XXI, visitasse os Gabinetes Pombalinos de Coimbra e exclamasse: “sinto que foi aqui que nasceu o Iluminismo!”, para que todos compreendessemos que o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra já tinha nascido no Séc. XVIII, na sequência de uma transformação radical das mentalidades em toda a Europa, abaladas que estavam pelo terrível terramoto de Lisboa, já preparadas para ouvir as palavras revolucionárias de Voltaire, transformação essa que viria a culminar com a revolução francesa poucos anos depois.
Coimbra foi atacada e espoliada no início do Séc. XIX, mas mesmo assim, a colecção continuou vasta e valiosa. O Séc. XX iria destruir o Observatório Astronómico e o Gabinete de Física Experimental esteve prestes a ser barbaramente diminuído, não fosse a intervenção providencial de Mário Silva (1901-1977). Apesar de todos os contratempos, uma boa parte da colecção do Século das Luzes conseguiu chegar intacta ao Séc. XXI. Actualmente, estão a ser dados passos muito importantes para que nos possamos orgulhar do passado e do património acumulado. O Museu da Ciência é um projecto de grande fôlego da Universidade de Coimbra, que visa a preservação, a divulgação e o estudo deste valioso património do iluminismo nacional, que tem vindo a desenvolver todo um programa de acções para esse objectivo, com grande impacto nacional.