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Conclusão

A redescoberta de um herbário de peixes da viagem filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira ao Brasil é uma ocasião única e excepcional. Todos os indícios conduzem à confirmação da sua origem, a única expedição ao Brasil no fim do séc. XVIII da coroa portuguesa foi a de Ferreira e a qualidade observada na montagem dos exemplares naquela época em Portugal só era possível no Real Museu da Ajuda em Lisboa. Este achado constituiu o melhor ponto de partida para o levantamento exaustivo dos espécimes históricos das colecções do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra com o objectivo de aprofundar o conhecimento científico sobre a história natural, tal como era apercebida no séc. XVIII. Constitui também um facto científico notável que vem contribuir para uma nova visão sobre a obra de Ferreira e a sua epopeia por terras do Brasil, na maior massa de água doce à superfície do planeta, que se estende por seis milhões de km2. A fauna ictiológica do Amazonas é a mais rica do globo com cerca de 1.400 espécies de água doce. O metódico trabalho de Ferreira foi a ponta do iceberg dos naturalistas que o sucederam pelo que tem que ser reconhecido entre os maiores do seu tempo.