Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de utilização. Ao navegar aceita a política de cookies.
OK, ACEITO

GUEVARA, Alonso Rodríguez de (?-?)

Professor da Faculdade de Medicina

Naturalidade — Granada (Espanha).

Graus — Dr., 14.11.1557.

Cadeiras - Anatomia (prov. de 8.6.1556 e de 22.6.1556), lente. — Cirurgia (prov. 2691557, pos. 26,10.1557 a 1561). lente.

Cargos — Dep. da Confraria de N.ª S.ª da Luz (1558-59).

Obra Alphonsi Rod. da Guevara, In , Academia Conimbricensi rei medicae  professoris, et inclytae Reginae medici physici, in pluribus ex iis quibus Galenus impugnatur ab Andrea Vesalio Bruxelensi inconstructione et usu partium corporis humani, defensio; et nonnulorum quae in anatome deficere videbantur supplementum (Coimbra: J. de Barreira, 1559) — esta obra é dedicada á rainha D. Catarina; De Re Anatomica (Coimbra. 1592); sobre a edição desta última obra tem havido certas dúvidas, mas Maximiano Lemos pronuncia-se pela sua existência.

Observações — Estudou em Granada e depois em Itália. Licenciou-se em Medic. na Univ. de Siguenza em 28.4.1552. Foi lente de Anatomia na Univ. de Valladolid. Foi-lhe dado o grau de Dr. em Coimbra, presidindo ao seu acto o Dr. Tomás Rodrigues da Veiga. Convidado por D. João III para leccionar em Coimbra, foi aqui o primeiro lente de Anatomia, cad. só então criada. Quando chega a Portugal, vindo de Valladolid, detém-se algum tempo em Lisboa, onde organiza os cursos de Anatomia e Cirurgia no Hosp. de Todos os Santos e aqui deixa como único discípulo de mérito o cirurgião António Cruz. Pouco tempo se detém na Univ., segundo se crê por não lhe ser possível praticar a anatomia em corpos humanos. E nom. em 21.10.1561 físico do Hosp. de Todos os Santos, onde susbstitui também Duarte Lopes, o prof. de Anatomia, quando este se ausenta para a Feitoria da Mina. Abandona a Univ. de Coimbra, exercendo esse novo cargo até 1578, data em que terá acompanhado D. Sebastião para África onde é feito prisioneiro, após o desastre de Alcácer Quibir, regressando a Lisboa depois liberto em 1579. Médico de D. Catarina que o contempla no seu testamento, feito em 7.3.1578, com uma pensão anual de 20.000 rs. e do cardeal D. Henrique quando inquis.-mor e depois de ser nomeado rei. Segundo Maximiano Lemos ainda vivia em 1584, data das últimas notícias sobre este médico, em mercês que lhe são feitas por Filipe I, por ocasião de uma epidemia. O serviço prestado na Univ. de Coimbra foi muito irregular, com ausências constantes para Lisboa e para Espanha. Augusto da Silva Carvalho analisa a sua actividade no trabalho «Alphonse Rodrigues de Guevara au Portugal» (O Instituto, 89 (1935), p. 254-262).

Nota: O excerto apresentado foi retirado da obra Memoria Professorum Universitatis Conimbrigensis, com a autorização do Prof. Doutor Augusto Rodrigues, editor literário.

[Voltar]