Investigadores do ADAI CED integram projeto de investigação Free-pyro

O projeto FreePyro Igniter, em que participa o Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), está a desenvolver um iniciador mais seguro e amigo do ambiente para ser utilizado na iniciação de artigos de pirotecnia.

25 maio, 2023≈ 3 mins de leitura

No projeto, financiado pelo programa Portugal 2020, participam cinco investigadores do DEM, ligados à ADAI-CED e ao Laboratório de Energética e Detónica (LEDAP), nomeadamente Ricardo Mendes, Joana Quaresma, José Carlos Góis, Bianca Sterbling e João Pimenta.

Ricardo Mendes, o responsável pelo projeto na FCTUC, referiu, citado em comunicado pela Universidade de Coimbra que o objectivo é «desenvolver um iniciador mais sustentável e mais seguro, que não contenha substâncias consideradas explosivas, nem substâncias nocivas e que possa ser manipulado com toda a segurança. Na sua maioria, os iniciadores tradicionais são baseados em composições que contém chumbo ou mercúrio, matérias que têm um impacto negativo no meio ambiente e são também classificadas como perigosas, devido ao elevado risco na sua manipulação e utilização». A grande diferença na composição deste novo produto, continua o investigador, «é que mesmo com uma iniciação em massa não produz explosão, porque não produz gases. Portanto, num incêndio, nunca haverá uma explosão. Por oposição, os iniciadores tradicionais, que são compostos por outro tipo de substâncias que geram temperaturas altas, mas também gases, podem originar explosões suscetíveis de causarem danos significativos», ressalva.

Joana Quaresma, investigadora da FCTUC, refere no mesmo comunicado que depois do conceito já estar provado e desenvolvido e testado um protótipo, “há necessidade de dar continuidade ao projeto, que termina ainda este ano, até porque este novo iniciador vai exigir que os sistemas utilizados para a iniciação desses artefactos tenham mais energia, ou seja, terá de ser desenvolvido também um sistema de disparo compatível com este iniciador, indicou Joana Quaresma, investigadora da FCTUC, também envolvida no projeto.

A investigadora acrescentou que o novo iniciador apresenta vantagens a nível ambiental, de segurança e de economia, pois “contém substâncias com menor impacto no meio ambiente, tem a potencialidade de ser reutilizável, o transporte, o armazenamento e a utilização serão mais seguros e ainda, poderá evitar, no futuro, a importação deste tipo de produtos”

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