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Projeto Instituto de Coimbra

História

Fundado em 1852, o Instituto de Coimbra foi uma das prestigiadas academias nacionais, cujos objectivos foram consagrados no primeiro projeto de Estatutos: desenvolver as Ciências, as Letras e as Artes. Organizou-se em três Classes – Ciências Físico-Matemáticas, Ciências Morais e Sociais, Literatura e Belas Artes – e publicou a revista O Instituto (1852-1981), que nos seus 141 volumes reúne mais de 5 mil artigos científicos e literários.

Esta academia encontra-se ligada à história da educação em Portugal, de tal forma que a sua revista obteve, por portaria de 1853, financiamento régio, em troca da publicação nas suas páginas de documentos oficiais do Conselho Superior de Instrução Pública. Neste âmbito, o Instituto tomou a iniciativa de organizar cursos populares – onde lecionaram, entre outros, Afonso Costa e Bernardino Machado –, assim como a de realizar inúmeras conferências.

Da sua atividade merece ainda especial relevo a ação desenvolvida ao nível da exploração arqueológica das Ruínas de Conímbriga. O Instituto reuniu assim uma valiosa coleção de objetos do passado, que esteve depois na origem do Museu Nacional Machado de Castro.

Contou entre os seus membros com figuras de renome nacional e internacional, como António Feliciano de Castilho, Alexandre Herculano, Júlio de Castilho, Carolina Michaëlis de Vasconcelos, Júlio Henriques, Ricardo Jorge, Joaquim de Carvalho, Egas Moniz, Eugénio de Castro, Sousa Viterbo, Alfred Baudrillart, D. Carlos I, Raymond Poincaré, Miguel de Unamuno, Anselmo Ferraz de Carvalho ou Luís de Albuquerque.