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Joaquim Mendes dos Remédios, 1867-1932

Joaquim Mendes dos Remédios nasceu em Nisa, no distrito de Portalegre, em 21 de setembro de 1867. Fez os preparatórios no Liceu de Portalegre, matriculou-se na Universidade de Coimbra, no primeiro ano de Teologia, em 1888/89, e licenciou-se em 1894. Doutorou-se em 1895 e, logo em 1896, foi nomeado professor da Faculdade de Teologia. Com a criação da Faculdade de Letras, em 1911 – de que foi bibliotecário (1911-1925) e Diretor (1925-1930) –,veio a reger aí as cadeiras de Literatura Portuguesa, Filologia Portuguesa e Hebraico. Fundou a revista Biblos e o Boletim do Instituto Alemão. Entre 1911-1913 e, novamente, em 1918-1919, ocupou o cargo de Reitor da Universidade de Coimbra, tendo fundado a prestigiada Revista da Universidade de Coimbra (1912). Veio a falecer em Santo Varão (Montemor-o-Velho), em 30 de setembro de 1932.

Autor de vastíssima bibliografia, publicou, entre outros, Pátria e família (Coimbra, 1891), Os judeus em Portugal (Coimbra, 1895), Uma Bíblia hebraica da Biblioteca da Universidade de Coimbra (Coimbra, 1903), Moedas romanas da Biblioteca da Universidade de Coimbra (Coimbra, 1905), Os judeus portugueses em Amsterdam (Coimbra, 1911) e A Universidade de Coimbra perante a nova reforma dos estudos (Coimbra, 1912). Dirigiu, desde 1898, a coleção Subsídios para Estudo da Literatura Portuguesa, onde publicou numerosos trabalhos da sua autoria. Foi sócio efetivo de O Instituto de Coimbra, vogal do Conselho Superior de Instrução Pública e Secretário do Conselho de Arte e Arqueologia da Segunda Circunscrição. Durante uns dias de 1926, de 3 a 19 de junho, chegou a ser Ministro da Instrução Pública no famoso governo presidido por Mendes Cabeçadas.

Entre 1900 e 1911, foi diretor interino da Biblioteca Geral da Universidade e diretor efetivo, entre 1911 e 1913, apesar de, ainda em 1911, em virtude das suas funções de Reitor, ter sido interinamente substituído pelo seu amigo Doutor Francisco Martins. Como Diretor da Biblioteca “a ele se deve a organização da colecção de numismática … dos gabinetes dos Cimélios e de Super-Libros e Ex-Libris, a fundação do Arquivo Bibliográfico da Biblioteca, a remodelação dos serviços de catalogação, o levantamento de um plano de alargamento e ampliação dos edifícios da Biblioteca, já então acanhados e insuficientes.” (Bol. Bibl. da Univ., Vol. 11, 1934, p. VI).