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CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO POETA EUGÉNIO DE ANDRADE

De 13 de janeiro a 17 de fevereiro
13 janeiro
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Comemora-se este ano o primeiro centenário do nascimento do poeta Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nascido a 19 de janeiro de 1923 em Póvoa de Atalaia, no concelho do Fundão.

Aos sete anos, após a separação dos pais, Eugénio de Andrade mudou-se com a mãe para Castelo Branco. Três anos depois, instalou-se em Lisboa, onde frequentou o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro.

Cedo mostrou o seu interesse pela leitura e pela escrita, tendo redigido os seus primeiros poemas em 1936. Enviou-os ao poeta António Botto, que lhe manifestou de imediato o reconhecimento do seu enorme talento.

A sua primeira obra, o poema “Narciso”, foi publicada em Lisboa em 1940, assinada com o seu nome José Fontinhas. Dois anos depois publicou a obra “Adolescente: poemas de Eugénio de Andrade”, com desenhos de Manuel Ribeiro de Pavia, onde pela primeira vez surge o seu pseudónimo impresso.

Em 1943, com o objetivo de terminar o liceu e frequentar Filosofia, vem para Coimbra. Aqui convive com Miguel Torga, Carlos de Oliveira e Eduardo Lourenço, mas também com Paulo Quintela, Afonso Duarte, Joaquim Namorado e António Sousa. De volta a Lisboa, em 1946, ingressa no quadro da Inspeção Administrativa dos Serviços Médico-Sociais, estabelecendo nessa altura novas relações com outros escritores, como Sophia de Mello Breyner Andresen e Mário Cesariny, entre outros.

Autor de uma vasta obra, além de poesia Eugénio de Andrade publicou ainda prosa e livros infantis, organizou várias antologias e traduziu obras de diversos escritores, como Federico García Lorca, José Luís Borges ou Vladimir Holan, entre outros, tendo ainda colaborado em periódicos.

Pela sua intensa e distinta atividade literária ao longo de mais de seis décadas, recebeu diversos prémios, nomeadamente: o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários (1985); o Grande Prémio de Poesia A.P.E./CTT (1988); o Grande Prémio Vida Literária A.P.E./CGD (2000); o Prémio Camões (2001); e o Prémio P.E.N. Clube Português de Poesia (2002). Foi também agraciado, pelo Presidente da República, com o Grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada (1982) e com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito (1989).

Eugénio de Andrade morreu no Porto a 13 de junho de 2005. Contava 82 anos de idade.

Exposição Bibliográfica | Sala do Catálogo da Biblioteca Geral