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ISAAC ASIMOV | 1920-1992

Exposição Bibliográfica
10 novembro
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Isaac Asimov é considerado um dos expoentes máximos de ficção científica de todos os tempos, a par de nomes como Arthur C. Clarke ou de Robert A. Heinlein.

Asimov nasceu em Petrovichi, na Rússia, a 2 de janeiro de 1920 (previsivelmente) e cedo emigrou com os pais para os Estados Unidos, aos três anos de idade. Frequentou as escolas públicas de Nova Iorque, tendo estudado na Universidade de Columbia onde se formou em Bioquímica, em 1939, e obteve um PhD, em 1948. Foi professor de bioquímica e autor de inúmeras obras de divulgação científica, tendo sido autor de mais de 500 livros, sobre astronomia, matemática e essencialmente de explicação de conceitos científicos.  A partir de 1958 dedicou-se por completo à escrita que lhe garantiu rendimentos superiores à sua atividade académica. Com onze anos já escrevia histórias e a partir dos dezanove começou a vendê-las a revistas.  Explorando diversas áreas do conhecimento nas sua obras, combinando realidade e ficção, com uma cuidada abordagem dos temas científicos, tecnológicos e sociais, as suas histórias acabaram por ser adaptadas à televisão e ao cinema. São particularmente famosas as suas (3) Leis da Robótica, apresentadas no livro publicado em 1940, Eu Robot, nas quais estabelece as regras de convivência entre robots e humanos. Mais tarde, viria a acrescentar uma quarta lei, a chamada 'Lei Zero', no livro Os Robots do Amanhecer, em que dizia: “Um robot não pode fazer mal à humanidade e nem, por inação, permitir que ela sofra algum mal”. É ainda notável pela forma como consegue prever as relações numa sociedade essencialmente tecnológica.  Num artigo no The New York Times de 16.08.1964, “Visit to the World's Fair of 2014”, Asimov fez algumas previsões (que se vieram a confirmar acertadas, sobre o que seria o mundo 50 anos depois), como o desenvolvimento de microchips, da internet, de fibra ótica, de fornos micro-ondas, de televisores de écran plano e até de carros voadores. Na mesma linha, numa entrevista ao jornal canadiano The Star em 31.12.1983, fez, para 2019, diversas previsões como a generalização do computador portátil, entendido no sentido de uma ferramenta capaz de provocar alterações nas relações sociais e de trabalho, a evolução exponencial da robótica e o desenvolvimento da exploração espacial como um facto incontornável e ainda outras hipóteses por concretizar.

Em sua homenagem foi atribuída, em 1981, a um asteroide a designação de 5020 Asimov. Das suas obras merecem particular destaque a Trilogia da Fundação; Eu, Robot;  O Colapso do Universo; O Homem Bicentenário; As Cavernas de Aço; Os Anéis de Saturno e tantos outros clássicos de ficção e divulgação científica.

Asimov faleceu em 6 de abril de 1992, na cidade de Nova Iorque.

No Piso Intermédio da Biblioteca Joanina.