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A GUERRA COLONIAL NA LITERATURA PORTUGUESA

Exposição Bibliográfica
13 outubro
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A insurreição ocorrida em Angola a 15 de março de 1961, nos distritos do Zaire, Uíje e Quanza-Norte, marca o início da Guerra Colonial, um conflito que se arrastou durante 13 longos anos e que só veio a terminar na sequência da revolução de 25 de Abril de 1974.

Este episódio, da responsabilidade da UPA - União das Populações de Angola, comandada por Holden Roberto, tinha como objetivo fazer frente ao domínio colonial implementado pelo regime português. A sua génese foi inspirada pelo fenómeno independentista que, entretanto, se desencadeara nas colónias vizinhas, até então sob domínio de países europeus, e do qual sofreu forte influência.

Sobre a Guerra Colonial, ou Guerra do Ultramar, mesmo antes do 25 de abril de 1974, foram publicadas inúmeras obras literárias, que, nas palavras de Rui de Azevedo Teixeira (1998), surgem “numa perspetiva do regime, da portugalidade e do Luso-Tropicalismo”. Exemplo disso são as obras de Fernanda de Castro, Pedro Homem de Melo ou António Manuel Couto Viana, entre outros. No entanto, ainda durante este período alguns autores como José Correia Tavares, em 1967, Casimiro de Brito, em 1966, e anos depois Álvaro Guerra, Fernando Assis Pacheco e José Bação Leal, publicaram algumas obras, em oposição, já no período marcelista.

É naturalmente depois de 1974 que se assiste à publicação de um grande número de obras literárias, e de outros géneros, sobre este tema.

Nesta exposição encontram-se patentes obras representativas dos mais conceituados escritores portugueses, que basearam os seus romances, os seus contos e as suas histórias na temática da Guerra Colonial, ou porque a viveram ou porque a ela assistiram e escutaram relatos de outros intervenientes. Do lado português, Manuel Alegre, António Lobo Antunes, Mário de Carvalho, Lídia Jorge e João de Melo, entre outros; José Craveirinha, Pepetela ou Arlindo Barbeitos, entre os escritores angolanos e moçambicanos, que, a par de outros nomes menos conhecidos, não deixaram de transmitir, com a sua perspetiva e intensidade, aquilo que a guerra colonial representou no âmbito da literatura portuguesa.

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Obras expostas