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Centenário da primeira travessia aérea do Atlântico Sul

Exposição
6 junho
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A primeira travessia área do Atlântico Sul, um feito dos aviadores Sacadura Cabral e Gago Coutinho, teve lugar entre as cidades de Lisboa e do Rio de Janeiro no ano de 1922, em que se comemorava um século da independência do Brasil.

Gago Coutinho, geógrafo, aviador, astrónomo e historiador, foi o navegador. Sacadura Cabral, aviador e oficial da marinha de guerra portuguesa, pilotava o “Lusitânia”, o primeiro dos Fairey utilizados neste empreendimento. A capacidade técnica e o engenho dos dois completavam-se, o que os levou a confiar no sucesso desta arriscada travessia.

A viagem iniciou-se no dia 30 de março, tendo sido utilizados no percurso três hidroaviões. Os dois primeiros ficariam incapacitados devido a avarias técnicas e às condições climatéricas adversas. Foi, portanto, o terceiro hidroavião Fairey, batizado de Santa Cruz, que chegou ao Rio de Janeiro a 17 de junho, tendo os dois pilotos percorrido um total de 4.527 milhas marítimas (8.484 kms) e registado 62h26m de voo.

O objetivo de assegurar que era possível percorrer de avião grandes distâncias sobre o oceano de uma forma precisa, utilizando instrumentos portáteis de navegação astronómica (como o novo tipo de sextante inventado por Gago Coutinho) foi rigorosamente cumprido.

Esta viagem marcou a história da aviação portuguesa, dando a conhecer o que de melhor se fazia em termos de navegação aérea com base científica e resolvendo plenamente o problema da navegação aérea com base nas observações astronómicas.

A exposição encontra-se na Sala do Catálogo até ao dia 24 Junho 2022.