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“quero morrer lá mais para o verão”

FERNANDO ASSIS PACHECO | 1937 - 1995
10 novembro
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Poeta, escritor e jornalista Fernando Assis Pacheco nasceu em Coimbra no dia 1 de fevereiro de 1937, onde viveu até 1961, ano em que se licenciou em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras.

Enquanto estudante participou em diversas atividades culturais. Integrou o Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC) e foi co-fundador do CITAC. Foi redator da revista “Vértice” e colaborou ainda em algumas publicações estudantis como “A Briosa” e a “Via Latina”.

“Cuidar dos vivos” é o seu primeiro livro, de poesia, que foi publicado em Coimbra, (“Cancioneiro Vértice”, 1963), enquanto cumpria o serviço militar em Angola.

O segundo livro, também de poesia “Câu Kiên: Um Resumo” foi publicado em 1972, com toponímia vietnamita para fugir à Censura! Esta obra veio a conhecer a versão definitiva com o título “Catalabanza, Quilolo e Volta”, editado em Coimbra pela Centelha em 1976. Seguiu-se em 1978 o livro de novelas “Walt ou o frio e o quente” e em 1980 um livro onde foram reunidos os poemas publicados entre 1972 e 1980, “Memórias do Contencioso e outros poemas”. Em 1987 e em 1991, são publicados mais dois livros de poesia, “Variações em Sousa” e “A Musa Irregular”.

De entre as suas obras, “Trabalhos e paixões de Benito Prada: galego da província de Ourense, que veio a Portugal ganhar a vida”, publicado em 1993 é o único romance, publicado pelas Edições Asa, numa alusão às origens do escritor (o avô era galego).

Fernando Assis Pacheco traduziu para português obras de Pablo Neruda (“Antologia Breve” e “20 de poemas de amor e uma canção desesperada” e de Gabriel Garcia Marquez (“Crónica de uma morte anunciada”).  Colaborou também na tradução de poemas de Ievguéni Aleksandrovitch Ievtuchenko aquando da sua passagem deste por Lisboa, em maio de 1967.

Após a sua morte, as Edições Asa publicaram em 2001, “Retratos falados”, e a Assírio & Alvim publicou em 2003, “Respiração assistida” e em 2005, “Memórias de um craque”, obra que reúne um conjunto de textos sobre futebol. Mais recentemente a TINTA da CHINA editou em 2015 “Bronco Angel, o cow-boy analfabeto”, publicada como folhetim no semanário humorístico e satírico O Bisnau, e em 2017 “Tenho cinco minutos para contar uma história”, um livro que reúne um conjunto de crónicas radiofónicas inéditas que foram emitidas pela RDP, entre 1977 e 1978.

Durante a sua carreira de jornalista pertenceu às equipas redatoriais do Diário de Lisboa, República, JL: Jornal de Letras, Artes e Ideias, Musicalíssimo e do Se7e. Foi ainda chefe de redação e redator do semanário O Jornal, onde durante dez anos se dedicou à crítica literária, colaborando também na revista Visão e na RTP.

Veio a falecer a 30 de novembro de 1995, na Livraria Buchholz em Lisboa, há 25 anos.

Encontra-se na Sala do Catálogo, uma exposição com as suas obras, onde se incluem traduções, colaborações e entrevistas em diversos jornais e revistas.