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O primeiro registo da palavra Desenho, encarado tanto como processo quanto como resultado artístico, foi expresso em 1548 na obra Diálogos em Roma do pintor e humanista português, Francisco de Holanda. Podemos então dizer que desenho é uma palavra de origem portuguesa a que foi atribuído o seguinte significado: ‘‘O desenho, a que e outro nome se chamam debuxo, nele consiste e é a fonte e o corpo da pintura e da escultura e da arquitetura e de todo outro gênero de pintar e a raiz de todas as ciências.*".

Se é um facto que o desenho foi um meio de manifestação estética e uma linguagem expressiva para o homem, desde os tempos pré-históricos, só no período do Renascimento o desenho será reconhecido enquanto uma forma de conhecimento, que se traduz na capacidade de representar objetos, seres e imagens através da elaboração de uma composição bidimensional formada por linhas, pontos e formas.

Enquanto técnica, os desenhos permitem resolver problemas de forma, de volume e de profundidade, sendo um dos elementos fundamentais da criação artística e da mediação para o estudo de várias disciplinas como a Matemática (desenho geométrico), a Arquitetura (desenho de projeto), as  Engenharias (desenho técnico e geometria descritiva) e as Ciências Naturais (ilustração científica).

Mais recentemente, o desenho aparece associado a outras modalidades como a  computação gráfica, o desenho animado e outras formas de representação e comunicação desenvolvidas pelas novas tecnologias. 

*(HOLANDA, Francisco de, "Diálogos em Roma", Lisboa: Livros Horizonte, 1984, p.61)