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CISUC/DEI e a Casa da Moeda unem-se para criar uma moeda física desenhada por Inteligência Artificial

11 dezembro, 2023
CISUC/DEI e a Casa da Moeda unem-se para criar uma moeda física desenhada por Inteligência Artificial
CISUC/DEI e a Casa da Moeda unem-se para criar uma moeda física desenhada por Inteligência Artificial

A moeda desenhada por Inteligência Artificial (IA) resulta de um projeto conjunto entre o Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC), do Departamento de Engenharia Informática, e a Imprensa Nacional Casa da Moeda.

A moeda combina a criatividade humana e a computacional, numa fusão entre a arte e a tecnologia, «assim conseguiu-se uma colaboração entre humanos e máquinas, que era aquilo que queríamos exprimir desde o início», declara Penousal Machado, professor associado do Departamento de Engenharia Informática (DEI) da Universidade de Coimbra e coordenador do Grupo de Cognitive and Media Systems do CISUC. É «uma moeda que transcende as fronteiras entre o biológico e o digital», conclui o investigador do CISUC e docente do DEI.

Para a criação desta moeda, um grupo de investigadores do CISUC recorreu a técnicas de computação evolucionária, modelos de estética computacional com base nas preferências humanas, e a uma IA desenvolvida especificamente para este projeto, que permitiu conceber artefactos inovadores que não podiam ser produzidos por humanos, com o objetivo máximo de criar e não imitar.

Com base no historial de moedas comemorativas já cunhadas pela Casa da Moeda e na produção anterior do grupo de investigação, o computador extraiu palavras-chave dos designs já existentes, usando-as como inspiração para a criação da nova moeda, subordinada ao tema “mundo digital”. Uma das faces da moeda, o reverso, é desenhada por IA para humanos e a outra face, o anverso, é desenhada por humanos para máquinas. «Desta forma, representa-se o mundo atual em que o digital e real, o humano e o artificial, são indissociáveis» menciona Penousal Machado.

No total, foram geradas mais de 43 milhões de imagens, posteriormente reduzidas através de um processo de curadoria para limitar o número de designs criados até chegar ao resultado final, o reverso da moeda. O anverso foi desenhado pelos investigadores que se inspiraram na ideia do armazenamento em disco, para codificar as instruções que geram a imagem criada pela IA.

No final, o objeto demonstra como é possível conjugar o natural e o artificial «tornando-os duas faces da mesma moeda», como é possível ler na página web do CISUC.