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Ciência nas Escolas

Luis Adriano, professor catedrático do DEM na Escola Secundária Dr. Augusto César da S.Ferreira com uma pergunta...
16 abril
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Que é isso de "fazer investigação científica"?

O Prof. Luis Adriano, Catedrático Aposentado do DEM, foi à Escola Secundária Dr. Augusto César da S.Ferreira dinamizar uma palestra com a pergunta acima. Uma das várias inicitivas que o DEM oferece (mais detalhes aqui). Reproduzimos a excelente notícia que saiu no jornal da escola.

«Em tempos de confinamento, a FCTUC (Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra) possibilitou, no dia 17 de fevereiro, um encontro virtual com o Professor Doutor Luís Adriano Oliveira, que trouxe até nós um tema intimidante, ainda, para os alunos do ensino secundário, com o objetivo de, em certa medida, o desmistificar.

Esta atividade revelou-se a motivação ideal para o desenvolvimento de um DAC (Domínio de Autonomia Curricular), que pressupõe, como trabalho final, a elaboração de artigos a serem submetidos à revista de investigação júnior "AdolesCIÊNCIA".

Aqui ficam dois textos de dois alunos do 12.º B, dando conta das suas impressões da palestra.


"Investigar a Investigação

No passado dia 17 de fevereiro, o professor Luís Adriano Oliveira, professor catedrático do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra, possibilitou a desmitificação dos diversos pensamentos e opiniões que surgem acerca da investigação científica.

Ora, no século XXI, um século de desenvolvimento, de inovação, a descoberta e a curiosidade são componentes importantes para o desenvolvimento da nossa sociedade. Como tal, a investigação científica tem um papel indispensável nos dias de hoje. Isso é motivo para muitos dos jovens terem um gigante interesse por esta área. No entanto, várias são as dúvidas e obstáculos que surgem, e que muitas vezes impedem um potencial excelente investigador de o ser, mas que em muitos casos não têm razão para existir. Desde mitos sobre o caráter de um investigador aos valores que um cientista deverá ter, a palestra dirigida pelo professor Luís Adriano Oliveira possibilitou que esses mitos e, sobretudo, os receios de muitos se dispersassem, servindo de motivação para descobrir e, aos poucos, mudar o mundo!

Numa hora extremamente rica de conhecimento, humor e, principalmente, de fome de um futuro melhor, o professor aliviou um olhar mais pesado que muitos apresentavam sobre a área, abordando as fases da investigação científica, o caráter de um cientista, e destacando o tema da ética associada à ciência, com os valores que um investigador deverá ter, e que têm desaparecido gradualmente, nomeadamente devido à enorme competitividade que encontramos nesta área, totalmente dependente de financiamento de terceiros.

Em suma, em vários anos de vida, uma hora basta para simplesmente mudarmos o seu rumo, e é de crer que esta palestra seja uma estrela orientadora num rumo que anteriormente era feito às cegas.

G.C., 12.º B"

"Conhecer o mundo que busca o desconhecido

Devido ao aumento dos acessos ao ensino superior e à exigência de cada vez mais trabalhos de caráter científico, de modo a acompanhar a voracidade por revolução e progresso que a nossa espécie toma como alicerce, é natural que surja, cada vez mais marcadamente, o interesse por trabalhos de investigação e, tendo em conta o recente interesse em áreas de investigação, instigado pelas revolucionárias vacinas criadas para combater a atual pandemia, podemos observar esta tendência de modo ainda mais drástico.

No entanto, para a maioria, este género de ocupação aparenta ser apenas um sonho distante...Mas será isto a verdade?

E é esta a questão que a palestra orquestrada pelo professor doutor Luís Adriano Oliveira da Universidade de Coimbra visa a responder.

A palestra adequadamente intitulada, "Que é isso de "fazer investigação científica"?" explica, como o nome sugere, as características do trabalho laboratorial moderno, dividido este em 5 partes essenciais que abordam, de modo claro, simples e realista, tópicos como “o que é realmente trabalhar numa área de investigação na atualidade?” e “Qual o perfil necessário para alguém ser investigador?”, tudo isto através de uma linguagem extremamente acessível e que acusa um interesse no assunto claro e visivelmente contagioso. Outro ponto que não se poderá ignorar desta palestra é a gentileza com que o professor não só responde às questões apresentadas mas também a disposição para fornecer uma fração adicional do seu precioso tempo para responder a quaisquer questões após a sua exposição, criando uma sensação de diálogo completamente oposto à mais comum “palestra discurso” que muitas vezes acabaria por criar desinteresse por parte dos interlocutores em relação ao tópico da dita palestra.

Em suma, ao combinar uma brilhante apresentação com dados e informação concreta e encorajadora, verifica-se difícil resistir a este incrível mundo de constante reinvenção e descoberta apresentado, amplificado pela disponibilidade para responder a perguntas após a palestra, sendo um ótimo ponto de partida para o interesse de uma nova geração num ofício cada vez mais necessário e comum.

J.C., 12.º B"