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João Rodrigues

Data Scientist na BIT (SONAE), 2019  

João Rodrigues

- Onde fez o seu ensino secundário e porque escolheu estudar Matemática na UC? 
Cresci e vivi toda a minha adolescência no interior, em Oleiros no Distrito de Castelo Branco. Aí terminei o ensino secundário com uma média alta e, como todos os jovens do interior, senti a pressão para enveredar por Medicina. No entanto, e como nunca foi o meu objetivo ingressar nessa área (começando logo com o medo de agulhas), por gosto às ciências decidi-me por Bioquímica, uma vez que, na altura, os meus pais não viam com bons olhos o meu desejo de enveredar por Matemática. Sempre adorei ciência e a que mais me desafiava era Matemática, desde pequeno, e com um reforço da professora de secundário Júlia Matos (que acabou por falecer num dia de aulas). Esse momento marcou-me muito e foi nessa altura que comecei a dar explicações e cada vez a procurar saber mais. Entrei na primeira fase na Faculdade de Ciências do Porto, mas rapidamente me apercebi que era a Matemática onde realmente me sentia bem. Decidi, um pouco à revelia dos meus pais (mãe) mudar então na terceira fase para Matemática na UC. Escolhi Coimbra e a UC por ser uma referência nas ciências exatas e, confesso, por querer estar mais perto de casa e da namorada (agora mulher). Fui o último a chegar, mas custou-me muito quando tive de sair.

- Que memória guarda dos anos que estudou na UC?
Guardo muito bem a fantástica receção que tive. Não é fácil chegar na terceira fase, mas fui muito bem acolhido e todos me ajudaram a apanhar o barco. Esses amigos que fiz, guardo-os até hoje. Alguns foram "damos" e damas de honor do meu casamento. Com outros falo de trabalho todos os dias, pois reconheço que o DMUC é uma grande escola de conhecimento tanto pessoal como técnica. Desde os professores e técnicos ao Sr. Luís, todos têm um lugar na minha história e crescimento. Considero o DMUC uma segunda casa e, sempre que posso, volto.

- Qual foi o seu percurso depois de estudar na UC? 
Fiz todo o meu percurso académico na UC terminando o Mestrado em Matemática na área de Estatística, Otimização e Matemática Financeira em 2015. Foi então que percebi que Data e Data Science eram as áreas em que tinha mais interesse. Sabia que tinha a base e agora era começar e trabalhar. Sempre quis ir para o contexto profissional, acho que bons matemáticos fazem aí muita falta. No ano que terminei concorri para imensos estágios enquanto já estava num programa PEPAL no gabinete de economia da Câmara Municipal de Oleiros. Não queria ficar lá. Queria e ainda quero aprender cada vez mais num ambiente multidisciplinar. Tive sorte de estar num ano de grande expansão da área de Data e Big Data. Fui aceite em vários estágios e no fim decidi por um estágio no departamento de IT da SONAE (BIT) onde após um ano de estágio passei a efetivo na equipa de Data Science e onde permaneço até agora.

- Que importância teve para o seu percurso profissional a formação matemática que adquiriu no DMUC?
Toda, principalmente no arranque. Entrei na área de Data Science, não por ser especialista mas por ser Matemático e por ter todas as bases técnicas e também um pensamento estruturado que desenvolvi nos cinco anos em que estive no DMUC. Além disso, como em cada ano de Matemática somos poucos, tornamo-nos uma família, e isso promove uma grande capacidade de trabalhar em equipa, qualidade essencial no mundo profissional actual. Notei, ao longo destes quatro anos de trabalho, que é por ter vindo de Matemática e do DMUC que não tenho qualquer aversão a agarrar qualquer problema, tentando sempre percebê-lo e resolvê-lo com pensamento analítico. Isso devo ao DMUC, ao facto de aí nos ensinarem a pensar, para além de nos transmitirem muito conhecimento. Não vejo isso em muitos outros cursos. Portanto só tenho a agradecer e promover o DMUC e a licenciatura em Matemática.