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Rita Medeiros

 Junior IT Consultant na empresa Everis (Portugal), 2017

Rita Medeiros

- Onde fez o seu ensino secundário e porque escolheu estudar Matemática na UC?
Fiz o ensino secundário na Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, de onde sou natural. Na verdade, estudar matemática não foi a minha primeira opção. Tal como a generalidade dos estudantes indecisos quanto ao curso superior, na hora de decidir, optei por Gestão. Tendo estudado ciências no ensino secundário, a minha [curta] experiência na área económica foi dececionante. Assim sendo, e um pouco “empurrada” por uma grande professora de matemática do liceu desta cidade, decidi experimentar a Licenciatura em Matemática. Escolhi a UC por ser na minha cidade natal e por se tratar de uma escola de excelência para aprender matemática em Portugal. Se voltasse atrás, fazia tudo igual.

- Que memória guarda dos anos que estudou na UC? 
As melhores. Em primeiro, brilhantes Professores que marcaram positivamente o meu percurso, não só académico mas também pessoal. Aulas brilhantes, com gargalhadas pelo meio, e uma maneira de ensinar personalizada e genuinamente focada e interessada no aluno. Os muito bons amigos que levo de Coimbra para a vida. Os grandes jantares de curso, as festas de arromba, a PRAXE, as Queimas das Fitas…!, o fazer parte desta história tão bonita que é a nossa cidade. E por fim, mas não menos importante, recordo com imensa saudade a bondade e boa disposição do grandioso Sr. Luís, o mítico funcionário do Bar do DMUC, que contribui diariamente para que ir ao departamento não seja nunca uma obrigação, mas sim um genuíno prazer.

- Qual foi o seu percurso depois de estudar na UC?
Após terminar a Licenciatura em Matemática, e tendo, durante a mesma, desenvolvido um gosto especial pela área da Estatística, ingressei no Mestrado (MSc) em Estatística da Universidade de Warwick, no Reino Unido, que concluí com sucesso um ano depois. De seguida, comecei a trabalhar como Junior IT Consultant na Everis, onde me encontro de momento.

- Que importância teve para o seu percurso profissional a formação matemática que adquiriu no DMUC?
Ao candidatar-me a um mestrado no estrangeiro, um dos maiores medos que enfrentei foi o de não “estar à altura” do nível exigido pela universidade e de, relativamente aos futuros colegas, o meu background ser inferior e, portanto, vir a ter maiores dificuldades em acompanhar aulas, realizar trabalhos, etc.. Contudo, rapidamente me apercebi que o nível de conhecimentos que trazia de Coimbra, que me foram transmitidos durante a LM, era muito bom, quando comparado com os demais e concluí o mestrado com sucesso em grande parte devido à bagagem de conhecimento e de outras competências não técnicas que trazia da LM. Correntemente, encontro-me a trabalhar enquanto consultora de IT num projeto que a minha empresa integra num conhecido banco espanhol, e nas minhas funções diárias encontro sempre a necessidade de pôr em prática conhecimentos técnicos (ao nível da programação, nomeadamente, e do raciocínio lógico) que adquiri em Coimbra mas também de fazer uso do espírito crítico e da capacidade de ser autónoma e proativa que também na licenciatura aprendi. Posso dizer, com bastante confiança, que os anos que passei no DMUC foram aqueles em que mais aprendi e me preparei para os desafios que tenho vindo a enfrentar.