Investigação

Projeto MENU promove degustação de refeições alternativas com macroalgas da costa portuguesa

21 setembro, 2022≈ 3 mins de leitura

Ana Marta Gonçalves

© Cristina Pinto

Os resultados finais do “MENU– Macroalgas Marinhas: receitas alternativas para uma dieta nutricional diária”, um projeto que desenvolveu um conjunto alargado de pratos doces e salgados à base de diferentes macroalgas da costa portuguesa, vão ser apresentados no próximo sábado, 24 de setembro, pelas 15 horas, no Auditório Municipal da Figueira da Foz.

Para além da apresentação dos resultados, a equipa científica e as empresas parceiras do projeto oferecem uma degustação dos produtos alimentares desenvolvidos, aberta à comunidade. A inscrição é gratuita, mas obrigatória em: https://forms.gle/4yuQNomLVQ9xXnu29 ou através do QR Code indicado no flyer do evento (em baixo, no final do texto).

Coordenado por Ana Marta Gonçalves, investigadora do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), o projeto MENU foi desenvolvido ao longo de três anos em parceria com a Universidade de Aveiro e as empresas Ernesto Morgado S.A. e Lusalgae.

O MENU oferece aos consumidores uma dieta rica e saudável, com elevado valor nutricional, tirando partido das várias propriedades das macroalgas marinhas, por exemplo, antibacterianas, antidiabéticas, antioxidantes e anticancerígenas. O que distingue este projeto é a utilização completa das macroalgas e não apenas extratos, como se verifica em várias indústrias.

«As macroalgas apresentam muitos benefícios para a saúde humana. Por isso, a nossa aposta passou por utilizar a alga como um todo, de modo a que os nossos produtos tenham todas as biopropriedades, garantindo os efeitos benéficos para o consumidor», afirma a coordenadora do projeto, Ana Marta Gonçalves.

Este projeto foi financiado pelo Fundo Azul – um mecanismo de incentivo financeiro da Direção-Geral de Política do Mar destinado a apoiar a investigação científica – e pretendeu também dar resposta aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, contribuindo para a produção e consumo de produtos sustentáveis e melhoria da nutrição.

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