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Contabilidade e Finanças

Dissertação do MCF recebe Menção Honrosa da APOTEC


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PRÉMIO DE CONTABILIDADE “LUIZ CHAVES DE ALMEIDA” ANO 2018 – 26ª  EDIÇÃO



Foi atribuída Menção Honrosa, por deliberação unânime do Júri, ao trabalho intitulado “A Influência da Diversidade de Género dos Conselhos de Administração e do Género do CEO nos Resultados das Empresas: Caso da Europa”, Dissertação de Mestrado em Contabilidade e Finanças da autoria da Drª Patrícia do Carmo Vaz Pereira sob orientação da Prof. Doutora Liliana Marques Pimentel.



Resumo:

Este estudo analisou a influência do género do Chief Executive Officer (CEO) e da percentagem de mulheres nos Conselhos de Administração, no desempenho das maiores empresas cotadas da União Europeia, no período 2010 a 2017. É um estudo inédito, devido à inexistência de estudos baseados em empresas da União Europeia, trazendo por isso uma contribuição interessante, também pelo facto dos estudos relacionados com este tema apresentarem resultados ambíguos, ou não evidenciando nenhuma relação entre a diversidade de género e o desempenho das empresas.

Neste estudo o desempenho das empresas é medido através de dois indicadores: ROA e Q de Tobin. Recorrendo a modelos de regressão e utilizando o método OLS, com base numa amostra de 308 empresas, encontrou-se uma relação negativa entre o cargo de CEO de uma empresa ser ocupado por uma mulher e o indicador Q de Tobin. Esta relação é também negativa, mas não significativa, quando se analisa o ROA. Estes resultados sugerem que o facto de o cargo de CEO ser ocupado por uma mulher não tem influência na empresa quando são analisados os resultados contabilísticos (ROA), mas influencia negativamente o valor de mercado da empresa (medido pelo Q de Tobin), podendo associar-se este resultado à discriminação de género, que continua presente na sociedade em geral e no mercado de trabalho. A relação entre a percentagem de mulheres no Conselho de Administração das empresas e os indicadores de desempenho da empresa, é positiva, mas não significativa, o que sugere que a percentagem de mulheres nesses Conselhos continua muito baixa para permitir às empresas tirar partido das vantagens da diversidade de género na empresa.