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Prof. Doutor Francisco Batel Marques, Docente da FFUC, lidera projecto de monitorização da segurança das vacinas

Em Portugal, será o coordenador da participação portuguesa do projecto europeu que avalia eventuais efeitos das vacinas durante três anos
23 março
vacinação
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A segurança das vacinas contra a Covid-19 na União Europeia vai ser monitorizada durante três anos por um consórcio de centros de 13 países, disse o coordenador da participação portuguesa no projecto.

«É muito importante, do ponto de vista da saúde pública, termos informação fidedigna da segurança das vacinas», disse à Lusa Francisco Batel Marques, professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (UC), que lidera a equipa de Portugal associada à investigação internacional.

Na quinta-feira, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) informou as partes no processo que o consórcio, liderado pela Holanda, venceu o concurso aberto para a monitorização de eventuais «efeitos adversos» das vacinas, adiantou.

Intitulado “Monitorização da segurança das vacinas covid-19 na UE”, o estudo conta com a contribuição de Portugal, através de um acordo de colaboração entre as unidades de farmacovigilância de Coimbra (Faculdade de Farmácia da UC e Associação para Investigação Biomédica em Luz e Imagem, AIBILI), Porto (Faculdade de Medicina) e Lisboa (Faculdade de Farmácia).

«O tempo de investigação e desenvolvimento das vacinasncontra a Covid-19 foi relativamente curto», observou Francisco Batel Marques.

O também coordenador da Unidade de Farmacovigilância de Coimbra frisou que a monitorização da segurança, com base em «dados do mundo real», vai ser «importantíssima para garantir que as vacinas são efectivas».

«Se assim não fosse, nem a própria EMA lançaria este concurso para monitorizar os efeitos das vacinas contra a Covid-19 no espaço europeu», sublinhou.

A actividade dos investigadores começa amanhã, dividida por «pacotes de trabalho», explicou Francisco Batel Marques, indicando que, ao longo dos próximos três anos, as equipas terão de elaborar, periodicamente, «relatórios de progresso» e depois o relatório final do projecto.

Integram também o consórcio, além de Portugal e Holanda, centros de investigação dos seguintes países: Alemanha, Croácia, Eslováquia, Espanha, França, Itália, Luxemburgo, Noruega, Reino Unido, República Checa e Suíça.

Fonte: Diário de Coimbra, 23 de março de 2021