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Uma Coisa na Ordem das Coisas: Estudos para Ofélia Paiva Monteiro

  
Capa - Uma Coisa na Ordem das Coisas: Estudos para Ofélia Paiva Monteiro 

Autores: Vários
Coordenadores: Carlos Reis, José Augusto Cardoso Bernardes e Maria Helena Santana
Editor: Imprensa da Universidade de Coimbra/ Centro de Literatura Portuguesa
Data: 2012
Nº de páginas: 720
ISBN: 9789892602738
Preço: € - Comprar

Carlos Reis, Uma Coisa na Ordem das Coisas [PDF]

Sinopse

Desde que, em 1965, publicou a sua tese de Licenciatura (sobre D. Francisco Xavier de Meneses, 4º Conde da Ericeira), a Doutora Ofélia Paiva Monteiro tem-se afirmado como figura de referência em vários domínios dos nossos estudos literários. Integrando-se numa geração onde a história da literatura se constituía como dominante, concedeu sempre ao texto uma atenção destacada, assumindo-se como intérprete fina de estruturas, estilos e subjetividades. Professora de Literaturas Francesa e Portuguesa na Faculdade de Letras de Coimbra (entre 1959 e 1999), não se limitou a investigar uma e outra, assumindo perspetivas de comparatismo fecundo e muitas vezes inovador. Tendo-se dedicado primacialmente a Garrett (com quem construiu, ao longo de décadas, uma forte intimidade intelectual e cuja edição crítica vem dirigindo), não deixou de visitar, em registo de articulação periodológica, nomes como Camões, Herculano, Stendhal, Castilho, Victor Hugo, Eça de Queirós, André Gide, Vergílio Ferreira entre muitos outros.

O volume que agora se apresenta presta justa homenagem a uma universitária que sobejamente a merece, sem para isso ter feito outra coisa que não aquilo que mais e melhor tem feito: ensinar, investigar, orientar e estimular nos seus incontáveis discípulos o desafio de aprender. Por isso encontramos, neste livro de celebração de uma grande senhora da universidade portuguesa, ensaístas de várias gerações, formações e origens. Nem todos terão sido formalmente alunos da Doutora Ofélia Paiva Monteiro; todos foram seus discípulos, no sentido mais rico do termo, o de aprender com quem, tendo a superioridade do saber, não exibe a arrogância de o impor. Assim foi e continua a ser a Doutora Ofélia Paiva Monteiro, ao longo de uma vida consagrada a ler e a ensinar a ler muitos autores de muitos tempos; é também resultado da motivadora pluralidade de saberes da homenageada a diversificada gama de temas literários e culturais que estes estudos contemplam. Todos e cada um deles são testemunho de gratidão pelo exemplo da Mestra.

Carlos Reis é Professor Catedrático da Faculdade de Letras da UC nas áreas de Literatura Portuguesa e Teoria da Literatura, e coordenador do Centro de Literatura Portuguesa. Foi diretor da Biblioteca Nacional, presidente da Associação Internacional de Lusitanistas e da Comissão Nacional e da Comissão Executiva do Centenário da Morte de Eça de Queirós, tendo também coordenado a Edição Crítica das Obras de Eça de Queirós e da História Crítica da Literatura Portuguesa.

José Augusto Cardoso Bernardes é Professor Catedrático de Literatura Portuguesa da Faculdade de Letras da UC de Coimbra e foi coordenador do Centro de Literatura Portuguesa. Foi codiretor de Biblos. Enciclopédia Verbo de Literaturas de Língua Portuguesa, tendo publicado em nome próprio várias obras de destaque.

Maria Helena Santana é Professora Auxiliar na Faculdade de Letras da UC e membro integrado do Centro de Literatura Portuguesa. Doutorou-se em 2001, com uma tese intitulada Literatura e Ciência na 2ª metade do século XIX. A narrativa naturalista e pós-naturalista portuguesa. Tem-se dedicado ao estudo da literatura moderna e contemporânea, com particular incidência nos géneros narrativos e cronísticos. A história literária e cultural oitocentista constitui a sua área de especialização.

  
 
Índice

NOTA DE ABERTURA, 11

NAPOLEÃO BONAPARTE E PORTUGAL. MOMENTO CONSTITUCIONAL E IMAGINÁRIO POLÍTICO DE UMA GERAÇÃO, 15
Ana Cristina Araújo

FIGURAÇÕES DE SÃO PAULO NAS VIDAS E PAIXÕES DOS APÓSTOLOS, 41
Ana Maria Machado

TIAGO VEIGA. UMA BIOGRAFIA (MÁRIO CLÁUDIO): A INVENÇÃO DA VERDADE, 59
Ana Paula Arnaut

DE EÇA A PARDO BAZÁN: O PECADO DO PADRE JULIÁN, 77
António Apolinário Lourenço

NEMÉSIO E ANTERO, 89
António M. B. Machado Pires

HISTÓRIA LITERÁRIA E PERSONAGENS DA HISTÓRIA: OS MÁRTIRES DA LITERATURA, 97
Carlos Reis

DUAS ARISTOCRATAS NO CONVENTO: AS AUTOBIOGRAFIAS DE ANTÓNIA MARGARIDA DE CASTELO BRANCO E DA MARQUESA DE ALORNA, 121
Clara Rocha

DEL ROSA AL SEPIA. EL PROGRAMA DE LOS JUEGOS FLORALES HISPANO-PORTUGUESES DE SALAMANCA, 1909, 131
Eloísa Álvarez

GARRETT E AS MULHERES: DELEITES E DELITOS, 151
Fernando Augusto Machado

O CONVENTO. UMA LEITURA DE FREI LUÍS DE SOUSA, DE ALMEIDA GARRETT, 179
Gabriel Magalhães

PAISAGEM LITERÁRIA: IMANÊNCIA E TRANSCENDÊNCIA, 193
Helena Carvalhão Buescu

LUTTER SANS ESPOIR OU SE RÉVOLTER PAR SOLIDARITÉ. NOTES SUR LA PENSÉE D’ALBERT CAMUS, 205
João Domingues

O AUTO DA FESTA E A (RICA) OFICINA DE GIL VICENTE, 227
José Augusto Cardoso Bernardes

MEMÓRIA E CONTRA-MEMÓRIA NO CINEMA PORTUGUÊS. QUEM ÉS TU? DE JOÃO BOTELHO, 241
Luís Reis Torgal

LABIRINTO, ESCRITA E ETERNIDADE EM APARIÇÃO DE VERGÍLIO FERREIRA, 253
Margarida Cardoso

REDOL E A LITERATURA EM DEVIR, 263
Maria Alzira Seixo

COIMBRA NO ROMANCE JORNADA DE ÁFRICA, DE MANUEL ALEGRE, 281
Maria António Hörster

HERCULANO, O REI E O AMIGO DO REI: A POLÊMICA SOBRE A CONFEDERAÇÃO DOS TAMOIOS, 305
Maria Aparecida Ribeiro

EURÍPIDES, IFIGÉNIA ENTRE OS TAUROS: ELEMENTOS NOVELESCOS NUMA TRAGÉDIA FINISSECULAR, 321
Maria do Céu Fialho

A FICCIONALIZAÇÃO DO FENÓMENO DO VOLFRÂMIO ENQUANTO REPRESENTAÇÃO DO DISCURSO DA HISTÓRIA, 333
Maria de Fátima Marinho

JARDINS ROMÂNTICOS OU A NATUREZA EM SIMULACRO, 351
Maria Helena Santana

BAUDELAIRE EN SITUATION. UN LECTEUR DE CHATEAUBRIAND AUX CARREFOURS DE LA MODERNITÉ, 365
Maria Hermínia Amado Laurel

LE FANTASTIQUE COMME CATÉGORIE ESTHÉTIQUE: CONTAMINATIONS ENTRE FANTASTIQUE ET GROTESQUE, 385
Maria João Simões

‘AU SEUL SOUCI DE VOYAGER’: ENTRE O ‘SALUT’ A VASCO DA GAMA E A MALLARMEANA CIRCUM-NAVEGAÇÃO NO CORAÇÃO DA ESCRITA, 401
Maria de Jesus Reis Cabral

GARRETT, BALZAC E A COSTUREIRINHA CHINESA, 417
Maria Luísa Malato Borralho

SOBRE A QUESTÃO FEMININA E A FIGURA DE MADAME DE STAËL: DUAS CARTAS INÉDITAS DE CLÁUDIA DE CAMPOS PARA CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS, 437
Maria Manuela Gouveia Delille

INÊS DE CASTRO EM INVENÇÃO, 473
Maria Manuela Santos

IMAGENS CONTORCIDAS DA VIDA E DA MORTE NOS CONTOS DE JOAQUIM PACHECO NEVES, 489
Maria do Nascimento Carneiro

MÃES E FILHOS – REPRESENTAÇÕES LITERÁRIAS DA FIGURA MATERNA NA LITERATURA PARA CRIANÇAS DA ATUALIDADE, 501
Maria da Natividade Pires

RELENDO N’OS MAIAS A “ENORME FARSA DOLOROSA QUE É A VIDA”, 517
Maria do Rosário Cunha

PERDRE OU NE PAS PERDRE...DES PAYS, DES THÉORIES, DES MYTHES, 525
Maria do Rosário Girão R. dos Santos

VARIAÇÕES DE IN-EXISTÊNCIA: NARRATIVA POÉTICA E POEMA SINFÓNICO EM PALAVRAS, 557
Maria do Rosário Neto Mariano

PALCOS DO OLHAR: UMA «MISE-EN-SCÈNE ROYALE» SOB RICHELIEU (MIRAME, TRAGI-COMÉDIE), 571
Marta Teixeira Anacleto

O QUE É UM CLÁSSICO? VARIAÇÕES SOBRE J. M. COETZEE, 583
Osvaldo Manuel Silvestre

LES INTELLECTUELS FRANÇAIS ET LE PORTUGAL DE SALAZAR:
MYTHIFICATION ET DISSONANCE, 593
Otília Pires Martins

DE MODELOS E AFINIDADES: BALZAC, DUMAS E CAMILO, 613
Paulo Motta Oliveira

PODER E ELOQUÊNCIA SACRA EM ANTÓNIO VIEIRA, 631
Paulo Silva Pereira

ENTRE CLOUD GATE E IL CORTEGIANO. PORTUGAL NO ESPELHO DE CASTIGLIONE, 643
Rita Marnoto

RUBEN A.: CONFIGURAÇÕES DE UM MAPA LITERÁRIO, 661
Rosa Maria Goulart

A CORRESPONDÊNCIA ENTRE ALEXANDRE JOSÉ (1797–1867) E JOÃO BAPTISTA (1799–1854) DE ALMEIDA GARRETT, 673
Sérgio Nazar David

ESCREVER PARA O FUTURO: TEMPO E DURAÇÃO NAS ESTRATÉGIAS AUTORAIS DA MARQUESA DE ALORNA (1750–1839), 695
Vanda Anastácio

MNEMÓSINE E AS ARANHAS DE SWIFT, 705
Vítor Aguiar e Silva