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Grande Guerra Patriótica de 1941-1945

Vladimir Pliassov
CER, FLUC
https://www.uc.pt/fluc/depllc/CER/centro_de_estudos_russos/cerartigos

22 de Junho de 1941, a Alemanha hitleriana e os seus aliados europeus, perfidamente, sem declarar guerra e violando o tratado de não-agressão, iniciaram operações de guerra contra a União Soviética. O agressor pretendia destruí-la, ocupar o território, exterminar uma parte da população, levar à força outra parte para trabalhar na Alemanha e apropriar-se dos seus recursos naturais, matérias-primas, instalações industriais, produtos agrícolas, etc.

Os povos que habitavam o território da União Soviética, a exemplo dos seus antepassados, demonstraram um enorme sentido de patriotismo, de dignidade nacional e de espírito de sacrifício. Toda a população, sem distinção de idade ou profissão, seguia para a luta contra as hostes hitlerianas. A Igreja Ortodoxa Russa abençoou todos os que iriam contribuir para a defesa do território nacional. Face ao perigo para a Nação, os povos da União Soviética ergueram-se para a luta contra os invasores nazis pela independência do país e sua sobrevivência e determinaram o próprio carácter da guerra contra o fascismo alemão.

A Alemanha hitleriana havia-se preparado longa e meticulosamente para a agressão. O seu exército já tinha uma experiência de dois anos de guerra na Europa, com o objectivo de obter a sua capitulação, e estava munido de uma técnica bélica moderna. Toda a economia da Alemanha nazi e dos países europeus por ela dominados trabalhava para a guerra.

A primeira fase da guerra, apesar da resistência inflexível do Exército Vermelho soviético, foi favorável ao inimigo. A primeira linha de combate caiu e foi preciso recuar quase 900 quilómetros no terreno. Além disso, foram feitos prisioneiros perto de três milhões de combatentes e destruídos milhares de aviões, tanques e canhões. Sob o poder alemão caíram territórios em que, antes da guerra, habitava 40% da população de todo o país, produzia-se 68 % do ferro fundido, 58% do aço e extraía-se 63% de todo o carvão. A campanha militar mobilizou milhões de pessoas e na retaguarda só ficaram mulheres, velhos e crianças que, mesmo no seu lugar, não se poupavam a esforços.

Em todo o lado, formaram-se batalhões de milícias populares, constituídos por professores, médicos, artistas, contabilistas, barbeiros, operários e outros. No território em poder do inimigo, centenas de milhares de guerrilheiros combatiam contra os ocupantes alemães.

As grandes vitórias conquistadas pelo Exército Vermelho soviético contra as tropas nazis aconteceram em Dezembro de 1941, às portas de Moscovo; em Fevereiro de 1943, junto a Estalinegrado; em Julho de 1943, na região de Kursk; e em Janeiro de 1944, às portas de Leninegrado. Estas e outras batalhas vitoriosas contribuíram para a reviravolta que houve no curso da Segunda Guerra Mundial, colocando a União Soviética na condição de super potência mundial.

No período entre 1941 e 1945, o Exército Vermelho soviético derrotou e capturou 607 divisões inimigas, enquanto a aliança anglo-americana, cerca de 176. O Terceiro Reich sofreu na frente soviética perdas em pessoal seis vezes superiores às baixas totais sofridas nos teatros de operações militares na Europa e no Mediterrâneo.

Em finais de 1944, as hostes fascistas foram expulsas do território nacional. Cumprindo a sua Missão Libertadora, o Exército Vermelho soviético cruzou a fronteira da URSS e libertou, inteira ou parcialmente, 10 países da Europa com uma população de 113 milhões de habitantes. A 25 de Abril de 1945, as tropas soviéticas completaram o cerco de Berlim e, depois de duros combates, tomaram a cidade. No dia 08 de Maio de 1945, foi assinado o acto de capitulação incondicional de todas as forças armadas da Alemanha. A guerra na Europa terminou.

Infelizmente, nos últimos anos começaram as tentativas de revisionismo dos acontecimentos mais trágicos do século passado. A Rússia, que assumiu o maior fardo da luta contra os nazis, entrou numa nova luta, desta vez em defesa da sua História. É necessário render homenagem aos povos da antiga União Soviética, que não se pouparam na luta desigual contra um inimigo mais forte.

A União Soviética sofreu um imensurável número de vítimas durante a Grande Guerra Patriótica. No início de 1941, a população da URSS era de 196,6 milhões de pessoas. Já no início de 1946 era apenas de 167 milhões…

FELICITAMOS TODOS PELO DIA DA GRANDE VITÓRIA!