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Atualidade

Medicina Dentária da UC em destaque no congresso da Ordem dos Médicos Dentistas

19 novembro
Alguns dos autores dos trabalhos premiados. Da esquerda para a direita: Miguel Pimenta, João Peça, Diana Sequeira, João Miguel Santos, Patricia Quaresma, Mariana Rodrigues, Francisco do Vale, Tiago Nunes, Eunice Carrilho, Miguel Marto, Anabela Paula
Alguns dos autores dos trabalhos premiados. Da esquerda para a direita: Miguel Pimenta, João Peça, Diana Sequeira, João Miguel Santos, Patricia Quaresma, Mariana Rodrigues, Francisco do Vale, Tiago Nunes, Eunice Carrilho, Miguel Marto, Anabela Paula
© DR

A área de Medicina Dentária da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) esteve em destaque no 28º Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas, que decorreu recentemente em Lisboa, ao conquistar os primeiros prémios em quatro categorias (das seis possíveis) - “Poster de Investigação”, “Comunicação Oral de Investigação”, “Comunicação Oral de Revisão” e “Poster de Revisão”.

O primeiro prémio na categoria de Poster de Investigação foi atribuído ao trabalho “Estudo Retrospetivo e Tridimensional do Seio Maxilar em Indivíduos com Fenda Lábio-Palatina”, da autoria de Mariana Rodrigues, Patrícia Quaresma, Inês Francisco, Francisco Caramelo e Francisco do Vale (coordenador). Trata-se de um estudo que, segundo os investigadores, «comparou o volume do seio maxilar (SM) em pacientes com fenda lábio-palatina com um grupo controlo, utilizando imagens de tomografia computorizada de feixe cónico (TCFC). Este trabalho mostrou resultados promissores na avaliação do padrão de crescimento e no processo de maturação sequencial do SM, colocando em evidência o seu crescimento bifásico, fortemente correlacionado com o crescimento craniofacial e esquelético».

Na categoria de Comunicação Oral de Investigação, o primeiro prémio foi para o trabalho Regeneração em Endodôncia: modelo in vivo com células da papila apical, que tem como autores Diana Bela Sequeira, Ana Cristina Santos, Ana Luísa Cardoso, João Peça e João Miguel Santos (coordenador). Este estudo experimental, realizado in vivo, testou uma nova abordagem terapêutica com células isoladas a partir da papila apical (CPA) de dentes do siso, suportadas por uma matriz de plasma rico em plaquetas e na presença de materiais bioativos. Como resultado, todos os grupos onde foram aplicadas CPA e biomateriais apresentaram formação de novos tecidos tipo polpa, contendo vasos e nervos, e tecido tipo dentina. Este estudo mostra que é possível a regeneração do complexo polpa-dentina e a formação de novos tecidos dentários em dentes que tinham previamente perdido a sua vitalidade, afirma a equipa.

Já o trabalho Eficácia das terapêuticas da hipersensibilidade dentinária - revisão sistemática/ análise de follow up, da autoria de Tiago Nunes, Miguel Pimenta, Carlos Marto, Anabela Paula, Ana Abrantes, Ana Pires, Mafalda Laranjo, Ana Coelho, Helena Donato, Filomena Botelho, Marques Ferreira e Eunice Carrilho (coordenadora), conquistou o primeiro prémio na categoria de Comunicação Oral de Revisão. Publicado no Journal of Oral Rehabilitation, este trabalho, declaram os autores, aborda o tema da hipersensibilidade dentinária como uma das patologias dentárias mais associadas com dor e com menos sucesso no seu tratamento. Desta forma a investigação neste campo assume particular importância, nomeadamente procurando avaliar quais os tratamentos eficazes, quer para aplicação no consultório pelo médico dentista, quer em ambulatório pelo doente.

 Por último, na categoria de Poster de Revisão, o primeiro prémio foi entregue ao trabalho Cárie dentária e Diabetes mellitus tipo 1: revisão sistemática e meta-análise. São autores Ana Sofia Coelho, Inês Amaro, Francisco Caramelo, Anabela Paula e Eunice Carrilho (coordenadora). Os investigadores explicam que este estudo revela a necessidade de redefinição dos protocolos de abordagem médico-dentária dos doentes com diabetes mellitus do tipo 1. Face aos resultados encontrados, torna-se fundamental a educação dos doentes e dos profissionais de saúde que os acompanham, bem como o reconhecimento e a identificação dos fatores de risco associados a estes doentes, para que possam ser integrados em programas de controlo e prevenção individualizados.

UC | Cristina Pinto