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Projetos de investigadores da FMUC financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Publication date: 05-03-2018 19:16

HGeFR

Foto: Henrique Girão e Flávio Reis

No âmbito do concurso de projectos de investigação IC&DT, lançado pela FCT, os projetos liderados pelos Investigadores da FMUC, Flávio Reis e Henrique Girão, foram recomendados para financiamento com a atribuição de um montante de 240 mil euros cada.

O projecto FRUITIFY, liderado por Flávio Reis, com a participação do Departamento de Ciências da Vida (FCTUC), do CNC e da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, tem como objetivo avaliar o potencial nutracêutico do sumo de mirtilo na prevenção da progressão da diabetes.

O objetivo central deste projeto pioneiro é o de avaliar o potencial nutracêutico do sumo de mirtilo na prevenção da progressão da pré-diabetes para a diabetes. Mecanisticamente, pretende-se provar que os efeitos benéficos do consumo de sumo de mirtilo estão relacionados com a promoção da simbiose da microbiota e da integridade da barreira intestinal, com a prevenção da inflamação induzida pelo lipopolissacarídeo de origem bacteriana e com a preservação das principais funções metabólicas do eixo intestino-fígado.

No caso do projecto RE-PAIR, coordenado por Henrique Girão, em colaboração com o CHUC e CNC, pretende-se estudar os mecanismos celulares e moleculares envolvidos no desenvolvimento da Insuficiência Cardíaca com Fracção de Ejecção Preservada.

Esta proposta tem como objetivo elucidar os mecanismos moleculares subjacentes à  insuficiência cardíaca com fracção de ejecção preservada, uma condição em que a capacidade de relaxamento do coração está comprometida. Devido ao facto de representar mais de 50% dos casos de insuficiência cardíaca e estar associada a uma alta taxa de mortalidade, devido à falta de eficiência dos tratamentos disponíveis, esta doença tem merecido atenção especial por parte da comunidade científica. Embora se saiba que a doença está associada a alterações da função dos vasos sanguíneos, não se conhecem, à data, de que forma esta disfunção vascular pode contribuir para defeitos no relaxamento do músculo cardíaco. O projecto agora avaliado prevê um modelo no qual uma desregulação nos mecanismos de reparação em células endoteliais das artérias contribuem não só para a disfunção vascular, mas também para exacerbar os danos nos cardiomiócitos, responsáveis pela contração do músculo cardíaco, contribuindo para a redução da função diastólica associada à doença.