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Programa científico

Programa cancelado

CARLOS APARICIO
CARLOS APARICIO – ZYGOMATIC IMPLANTS. THE ZYGOMA ANATOMY-GUIDED APPROACH CONCEPT (ZAGA)

Zygomatic implants are used for prosthetic rehabilitation of the severely atrophic maxilla. The original surgical technique (OST) at modum Brånemark prescribed an intra-sinus pathway of the implant from a palatal site entrance, and the preparation of an antrostomy to allow visualization during insertion of the implant. However, different morphologies of the edentulous maxilla can be identified. The most concave is the maxillary anterior wall, the more marked palatal position of the implant head will be attained. If the maxilla is very atrophic, the palatal entrance will occur through a thin cortical bone. Those situations will frequently end into bulky prosthetic constructions, impaired hygiene and eventual sinus complications.

To overcome the OST drawbacks, and to facilitate the zygomatic procedure, different surgical approaches, including the extra-sinus technique, have been described. The author introduced a novel protocol, named Zygoma Anatomy-Guided Approach (ZAGA). ZAGA method is aiming at promoting a patient-specific therapy. In most cases, this method avoids the opening of a window or slot into the lateral wall of the maxillary sinus previous to implant placement. Instead, a muco-periosteal flap, including the posterior maxillary wall and the superior zygomatic rim is raised to allow visual control of the complete surgical field. The surgical management of the implant site is guided by the anatomy of the patient. Conservation of eventual remaining alveolar bone is critical.

JOSÉ JOAQUIM FERREIRA
JOSÉ JOAQUIM FERREIRA - IMPLANTES CURTOS: ÚLTIMA HIPÓTESE OU PRIMEIRA ESCOLHA?

A utilização de implantes curtos em reabilitação oral tem vindo a revelar um aumento considerável.

A este facto não será alheia, por um lado, a crescente atenção com que a indústria olha para este tipo de implantes e, por outro lado, a procura por parte de pacientes e clínicos de soluções mais simples, rápidas, económicas e minimamente invasivas. Por estas razões, o uso dos implantes curtos constitui-se como uma alternativa a considerar nos casos em que a disponibilidade óssea é reduzida.

Contudo, deverá esta alternativa ser equacionada como uma última hipótese, quando as outras possibilidades terapêuticas falham ou, pelo contrário, deverá ser encarada como uma primeira escolha?

Numa primeira abordagem, esta opção clínica levanta a dúvida sobre se os índices de sobrevivência dos implantes curtos serão idênticos aos dos implantes convencionais.

Como contributo para o esclarecimento destas questões, serão analisados fatores relacionados com a microgeometria dos implantes, como o tratamento das superfícies, e fatores relacionados com o comportamento biomecânico das reabilitações, como sejam a proporção coroa-implante ou a altura protética e a sua relação com as tensões geradas ao nível ósseo.

A compreensão da forma como se comportam, sob o ponto de vista biomecânico, as reabilitações com implantes curtos, poderá levar a que o médico dentista tenha ao seu dispor um maior leque de opções quando elabora os seus planos de tratamento nos casos clínicos em que o volume de osso disponível para a colocação de implantes é escasso.

PAULO CARVALHO
PAULO CARVALHO – ABORDAGEM MUCOGENGIVAL EM REABILITAÇÕES TOTAIS COM IMPLANTES

A reabilitação fixa do desdentado completo com implantes dentários oferece ao clínico diversos desafios que carecem de um cuidadoso planeamento reverso para suplantar esses mesmos desafios. Mais do que o planeamento da distribuição biomecânica dos implantes, revela-se crucial nestes tratamentos estabelecer as corretas posições dentárias e diagnosticar a quantidade de reabsorção alveolar, os tecidos remanescentes e o espaço protético disponível.

Assim, é uma prática comum nestes casos a reabilitação do paciente com próteses dentogengivais, ou seja, com recurso a gengiva artificial, de modo a substituir os tecidos duros e moles reabsorvidos pós-extracções e/ou substituir a crista alveolar reduzida em altura para conferir suficiente espaço vertical protético ou para esconder a transição da prótese longe da linha de sorriso. Muitos dos pacientes reabilitados com esse tipo de próteses apresentam queixas quanto ao volume intra-oral que as mesmas ocupam, a maior dificuldade de higiene associada, e menor naturalidade quando comparado com as estruturas que se propunha substituir.

Uma abordagem alternativa é a busca em preservar os tecidos remanescentes e, sempre que possível, reconstruir o volume alveolar perdido obtendo tecidos moles suficientes para ir de encontro aos limites cervicais desejados dos dentes do paciente. Tal filosofia visa reabilitar o paciente com próteses sem gengiva artificial, envolvendo intimamente com os tecidos moles naturais e obtendo uma emergência natural da mesma através da gengiva do paciente. Este selamento proporciona maior conforto, higiene e o biomimetismo que a maior parte dos pacientes idealiza quando procura uma reabilitação total.

Nesta conferência pretende-se discutir como diagnosticar quais os casos candidatos a uma e outra abordagem, as estratégias cirúrgicas regenerativas para um protocolo mucogengival e o papel da provisionalização nesta filosofia específica de trabalho.

FERNANDO MIÑAMBRES
FERNANDO MIÑAMBRES – FINALMENTE, HABLAMOS DE FILOSOFÍA

En la Historia de la Endodoncia ha habido una serie de “descubrimientos” que parecían ser la solución a los problemas que se encuentra el clínico ante un tratamiento endodóncico. Con el paso del tiempo, en muchos casos efímero, dichos “avances” han quedado relegados a un cajón del consultorio, solo visitados por las arañas.

Es hora de poner sobre la mesa qué parte de la tecnología es válida en el presente y cómo podemos sacar beneficio clínico en nuestros tratamientos para el bien del paciente.

Resulta muy complicado asistir a una conferencia de un endodoncista en la que no aparezcan imágenes obtenidas con un escáner axial tomográfico y su posterior reconstrucción tridimensional; claro es que supone un gran avance en la ayuda al diagnóstico, pero todo en su justa medida.

Es bueno, en ocasiones, analizar con detenimiento si los supuestos avances no traen consigo unos “efectos secundarios” no deseados.

MARIA HELENA FERNANDES
MARIA HELENA FERNANDES – BONE CELLS DYNAMICS DURING PERI-IMPLANTITIS
Bone is a dynamic tissue, undergoing constant renewal in response to mechanical, nutritional and local and systemic influences in the bone microenvironment. A highly regulated bone remodeling process, accomplished by the concerted actions of the bone forming osteoblasts, the bone resorbing osteoclasts and the bone matrix sensing osteocytes, is required to maintain bone homeostasis. Regarding this, an intimate relationship between the immune system and bone is acknowledged to be determinant in bone integrity. Due to the close interaction of immune and bone cells in the bone marrow, the two systems share a number of cell surface receptors, cytokines, signaling pathways and transcription factors involved in mutual regulatory mechanisms. This physiological equilibrium is disturbed in several pathological conditions, namely those associated with inflammatory processes facing the bone tissue, as it occurs in peri-implantitis. Activation of innate and adaptive immune response, challenged by the local bacterial infection, induces the synthesis of high levels of a variety of pro- and inflammatory cytokines that disturbs the normal functioning of the bone cells by uncoupling bone resorption and formation, ending up with a net alveolar bone loss and implant failure. This talk will address the cellular and molecular mechanisms that play a role in the inflammation-induced uncoupled bone remodeling observed in peri-implantitis.
MARIA JOÃO PONCES
MARIA JOÃO PONCES – TRATAMENTO ORTODÔNTICO PRECOCE – ABORDAGENS CLÍNICAS PARA A MÁ-OCLUSÃO DE CLASSE II

Atualmente, o tratamento ortodôntico atinge avanços notáveis nomeadamente no conhecimento do crescimento, da fisiologia, da resposta tecidular, dos materiais e das técnicas diagnósticas. No entanto, mantém-se a controvérsia sobre a justificação da intervenção precoce, particularmente nos casos de má-oclusão de Classe II. A literatura descreve diversas abordagens de tratamento, umas com aparelhos fixos, associados a elásticos ou dispositivos extra-orais outras com aparelhos removíveis, tais como os ativadores, podendo estes também ter conjugados forças extra-orais.

Tencionamos, entre outras abordagens clínicas, salientar o recurso terapêutico a aparelhos funcionais combinados com forças extra-orais no tratamento de Classes II em pacientes com potencial de crescimento. A associação das forças extra-orais aos ativadores tem por objetivo controlar os efeitos indesejáveis que acompanham a correção da Classe II já que, como resultado, é induzida uma tendência à rotação posterior da maxila e do plano oclusal. Nessa conformidade, a estabilização do complexo nasomaxilar permitirá manter a inclinação do plano mandibular relativamente à base craniana e evitar a rotação posterior da mandíbula.

Nesta conferência analisam-se, descrevem-se e discutem-se as diferentes abordagens terapêuticas. Procura-se fazer uma análise crítica dos respetivos efeitos com base nos resultados de casos clínicos apresentados e com apoio da literatura científica.

MÁRIO GOUVEIA
MÁRIO GOUVEIA – AVALIAÇÃO MÉDICA DO PACIENTE CANDIDATO A IMPLANTES
Uma das consequências do aumento da esperança de vida, associada ao desenvolvimento das ciências médicas, é o expansão de uma população envelhecida. Assim, é previsível que a intervenção médica na área da saúde oral seja cada vez mais solicitada por pacientes polimedicados, sofrendo de patologias diversas. O conhecimento das interacções medicamentosas entre os fármacos a administrar no decurso do tratamento estomatológico e os fármacos que o paciente toma habitualmente, reveste-se de uma importância fundamental. Deste modo, o estabelecimento de protocolos preventivos pode evitar situações de risco para o paciente. estes temas, pela sua actualidade e importância, serão alvo de discussão durante a conferência.
LILIANA SILVA
LILIANA SILVA – AUMENTO DA CRISTA ÓSSEA
O aumento vertical e horizontal representa um dos maiores desafios da regeneração óssea na implantologia oral. Isto é principalmente devido à dificuldade do procedimento cirúrgico e suas possíveis complicações. A seleção de pacientes, a preparação do paciente para a cirurgia, as técnicas cirúrgicas precisas e manejo pós-operatório são os principais fatores na redução da taxa de complicações do enxerto ósseo. Para alcançar, de forma previsível, uma angiogênese de aumento ósseo bem-sucedida, a estabilidade do coágulo e a manutenção do espaço devem ser aplicadas. Na tentativa de alcançar o encerramento primário da ferida e, consequentemente, a estabilidade do enxerto, a mucosa oral geralmente é amplamente libertada, e isso resulta numa migração apical severa da linha mucogengival, perda do vestíbulo e da mucosa queratinizada (KM). A detalhada anatomia cirúrgica do pavimento da boca, o Retalho Lingual Modificado, bem como a técnica de proteção do nervo mentoniano, serão abordados em detalhe. Pesquisas recentes sobre a Sausage Technique, bem como reconstruções minimamente invasivas de tecidos moles serão apresentadas.
FRANCISCO DELILLE
FRANCISCO DELILLE - ELEVAÇÃO DO SEIO MAXILAR: TÉCNICA DE JANELA LATERAL E TÉCNICA CRESTAL.

A colocação de implantes nas zonas posteriores do maxilar exige, muitas vezes, a utilização de técnicas de regeneração óssea. Por um lado, a retração do osso alveolar após a extração dos dentes e, por outro, a pneumatização do seio maxilar, levam a uma atrofia óssea que pode impossibilitar a colocação de implantes.

Nesta apresentação será feita uma abordagem teórica sucinta às técnicas de “Sinus-lift”, analisando os aspetos anatómicos do paciente e os dadosda história clínica que influenciam na decisão terapêutica.

As indicações, contra-indicações e os passos cirúrgicos a executar, tanto para a técnica de janela lateral como para a técnica crestal, serão descritos mediante apresentação “step by step” de casos clínicos, desde a realização da cirurgia até à reabilitação final com implantes.

PAULO CAMPOS
PAULO CAMPOS – RECESSÃO GENGIVAL – DA ETIOLOGIA À SELEÇÃO DA TÉCNICA DE RECOBRIMENTO
A recessão gengival é uma condição frequente na população, e as suas implicações, variam mediante diversos fatores, desde o incomodo estético ao risco de perda dentária, havendo várias indicações para o reposicionamento da margem e restabelecimento da estética gengival recorrendo à cirúrgica Plástica Periodontal. Se a seleção e execução da técnica cirúrgica para o recobrimento radicular são considerados determinantes, o conhecimento das causas etiológicas e classificação da recessão gengival são fundamentais tanto no processo de diagnóstico e planeamento, como na prevenção de recidivas. Esta conferência pretende focar-se nas diferentes fases, desde o seu surgimento à sua resolução.
JOÃO REIS
JOÃO REIS – TUNELIZAÇÃO EM MICROCIRURGIA PERIODONTAL E PERI-IMPLANTAR
A técnica de tunelização é utilizada desde os anos 80 em cirurgias de recobrimento radicular, tendo evoluído com diversas modificações ao longo dos anos. A obtenção de uma aparência mais apelativa e a melhor e mais rápida cicatrização dos tecidos intervencionados, sem formação de tecido cicatricial, tornam esta abordagem numa das mais previsíveis em procedimentos complexos de Microcirurgia Plástica Periodontal e Peri-implantar Estética. Durante a apresentação serão abordados os princípios biológicos da Tunelização e a técnica cirúrgica “step by step” nas suas diferentes aplicações clínicas em Microcirurgia Oral.
ANTONIO ROMERO-GARCÍA
ANTONIO ROMERO-GARCÍA – “ARTIFICIAL INTELLIGENCE” IN THE DIAGNOSIS AND MANAGEMENT OF CHRONIC OROFACIAL PAIN: FROM BIG DATA TO STORYTELLING

We are living in the Fourth Industrial Age, an extremely profound revolution that cannot even be compared with the invention of steam power, electricity, mass production or computer age in terms of the magnitude of changes that it will bring us.

This Fourth Age revolving around the world of Artificial Intelligence, Big Data and Robotics has changed the way we live and work, and will probably have a deep impact in the way we look at ourselves as humans.

It has a lot to give us, an increasing in the ability to help but also to harm by making the gap wider between those who have too much and those who have little.

Even a lot of extraordinary advances have been made in the field of Medicine in the last 3 decades we are still somehow failing our patients. We can apply the principles of personalized medicine by knowing our patient´s genomics, the molecular aspects, the metabolome, transcriptome etc… but we fail in seeing the unique person in front of us. We don´t listen often the history behind the patient by giving sometimes more attention to the screen rather that the human body.

The Electronic Healthcare record system used in most hospitals is sometimes more for billing and financial purposes rather than to collect information and data to help our patients. This has also created a climate of frustration and burnout in the healthcare professionals that at the end also has a negative impact in the patients.

Machines wil be able to give a tremendous precision in diagnosis and prognosis and can even replace humans. But don´t cheat ourselves. We have the fundamental need to be care for. We have the deepest need that our doctors knows us as persons, give us time, perform an attentive examination and listen to our hearts, our fears, what we live for and die for too. This will bring us back to the era of Hippocrates when he said “It is more important to know what sort of person has the disease rather than to know what sort of disease the person has”.

We will review what happened in the field of Pain Medicine during the last years to conclude that every patient has a story and by being more human and listening more is always the best way to provide specialized and personalized care.

PAULO JÚLIO ALMEIDA
PAULO JÚLIO ALMEIDA – RESTAURAÇÕES ADERIDAS PARCIAIS POSTERIORES

A evolução dos protocolos adesivos juntamente com a evolução de materiais restauradores tiveram um contributo decisivo na transformação da nossa estratégia reabilitadora.

Esta estratégia é atualmente mais ponderada, mais conservadora, com grande previsibilidade a longo prazo.

Serão abordados de forma simples e sistemática as etapas  da  preparação dentária, da  seleção  dos materiais restauradores aos  protocolos adesivos em função do tipo de interface.

NUNO MARQUES GUILHERME
NUNO MARQUES GUILHERME – RESTAURAÇÕES EM RESINA COMPOSTA NA ZONA ESTÉTICA: PASSOS PARA O SUCESSO

A estética de uma restauração depende da sua analogia com o dente natural sendo a sua execução, desde sempre, um desafio.

Uma melhor compreensão da morfologia interna do dente, cor e forma são fundamentais para o clínico que procura atingir a excelência com restaurações na área estética.

As possibilidades restauradoras que nos são hoje oferecidas pelas resinas compostas excedem as cores base das clássicas escalas Vita®, o que permite conferir às restaurações em compósito um aspeto cada vez mais próximo do natural. Fluorescência, opalescência, translucidez, bem como propriedades físicas melhoradas, permitem ao clínico utilizar estas resinas na reconstrução anatómica e funcional da estrutura dentária.

A par da evolução das resinas compostas ocorreram também vários desenvolvimentos a nível dos protocolos clínicos, tornando possível alcançar nos dias de hoje resultados de elevada estética anteriormente só espectáveis com restaurações cerâmicas.