Webinar | Filosofia da Ciência e desenho de investigação com o Idea Puzzle
Data: 25 de fevereiro, 2026
Hora: 11:00 - 12:30
Lingua: Inglês
Plataforma: Zoom
O webinar é gratuito, mas requer inscrição. O link de acesso será enviado após a inscrição.
Público-alvo
Doutorandos de qualquer área do conhecimento, preferencialmente no primeiro ou segundo ano do doutoramento. Os participantes no webinar terão acesso a um período experimental gratuito de um mês ao software Idea Puzzle para desenho de investigação.
Objetivos
No final do webinar, os participantes serão capazes de:
- Reconhecer a relação entre epistemologia, metodologia, ontologia e axiologia;
- Alinhar de forma coerente a teoria, o método, os dados, a retórica e a autoria de uma proposta de investigação, artigo ou tese, utilizando o software Idea Puzzle;
- Analisar os pontos fortes e fracos de um projeto de investigação em qualquer área do conhecimento.
Na terminologia do European Competence Framework for Researchers, este webinar desenvolve competências cognitivas.
Programa
- Competências cognitivas da investigação: pensamento abstrato, crítico, sistémico, integrativo e subtrativo.
- Dilemas filosóficos da investigação: carga teórica, incomensurabilidade paradigmática, subdeterminação empírica, relevância e parcimónia.
- Decisões teóricas da investigação: palavras-chave, correntes de pensamento, lacuna de investigação, questão de investigação ou hipótese e estado da arte.
- Decisões metodológicas da investigação: posicionamento filosófico, estratégia de investigação, recolha de dados, análise de dados e critérios de qualidade.
- Decisões empíricas da investigação: unidade de análise, nível de análise, natureza dos dados, origem dos dados e amostra.
- Decisões retóricas da investigação: pathos, logos e ethos.
- Decisões autorais da investigação: sabedoria, confiança e tempo.
Conteúdos
Neste webinar, Ricardo Morais centra-se no “Ph” do PhD (Doctor of Philosophy), tornando explícitos os pressupostos filosóficos de uma proposta de investigação, artigo ou tese.
Os pressupostos teóricos são:
- duas palavras-chave numa relação não tautológica;
- duas correntes de pensamento para uma síntese crítica;
- uma lacuna de investigação a partir de conclusões anteriores;
- uma questão de investigação ou hipótese a partir de cinco níveis de profundidade do conhecimento;
- o estado da ciência enquanto respostas ou resultados atuais.
Os pressupostos metodológicos são:
- um posicionamento metafilosófico a partir de uma matriz de quatro;
- uma estratégia de investigação a partir de uma de quatro “caixas de ferramentas”;
- técnicas complementares de recolha de dados;
- técnicas de análise de dados, incluindo software de investigação;
- um conjunto de critérios de qualidade incomensuráveis a partir de uma matriz de quatro.
Os pressupostos empíricos são:
- uma unidade de análise, isto é, entidade ou processo;
- um nível de análise, isto é, escala;
- a natureza dos dados, qualitativa ou quantitativa;
- a origem dos dados, primária ou secundária;
- uma amostra analítica ou estatística.
Os pressupostos retóricos são:
- pathos, isto é, implicações práticas e éticas;
- logos, isto é, lógica quase-indutiva, hipotético-dedutiva ou abdutiva;
- ethos, isto é, limitações teóricas, metodológicas e empíricas.
E os pressupostos autorais são:
- sabedoria, isto é, experiência direta do fenómeno empírico;
- confiança, isto é, rede de apoio;
- tempo, isto é, financiamento e regime de trabalho.
Formador
Ricardo Morais, casado e pai de três filhas, é Professor Auxiliar de Gestão na Católica Porto Business School e Diretor do Idea Puzzle. Desde 2013, coordena o seminário “How to design your PhD” no European Institute for Advanced Studies in Management (EIASM), em Bruxelas.
É doutorado em Gestão Estratégica pela Universidade de Jyväskylä (Finlândia) e licenciado em Gestão pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto. É também alumni da HPI School of Design Thinking, na Alemanha.
Os seus interesses de investigação são interdisciplinares e incluem Filosofia da Ciência, Gestão Estratégica, Design Thinking e Espiritualidade em Gestão. Desde 2002, publicou mais de 30 artigos, capítulos e comunicações científicas, tendo lecionado em 116 universidades de 28 países. É membro da Philosophy of Science Association, da Strategic Management Society e da Academy of Management.